sábado, 2 de junho de 2012

DESFEITA A COMPRA DA DELTA

Exame

J&F desiste de comprar a Delta

Joesley Batista, do JBS
Joesley Batista

São Paulo - A J&F, holding que detém o controle do JBS, anunciou, nesta sexta-feira, que desistiu de comprar a construtora Delta. Segundo Joesley Batista, um dos controladores do grupo, a construtora sofre crise de credibilidade. 

"Não achamos que somos a melhor pessoa para ficar no meio de uma companhia que luta pela sobrevivência", disse o empresário, em coletiva com a imprensa, hoje.
No início do mês passado, a J&F assumiu a gestão da construtora Delta - a empresa é investigada por manter ligações com Carlinhos Cachoeira. 
De acordo com comunicado divulgado ao mercado, na ocasião, a opção de compra da companhia só seria exercida,  após o resultado da auditoria promovida para investigar as supostas ligações da empresa em esquemas de corrupção.
Interesse
Em entrevista recente à revista EXAME, o Batista chegou a afirmar que a compra da construtora estava relacionada ao desejo do grupo de atuar em diferentes setores.
"Já estamos em consumo, commodities, capital intensivo e finanças. Por isso, estava há al­guns meses olhando o setor de infraestrutura, especificamente construtoras", disse o empresário. 

MACONHA NO LUGAR DA GRAMA

Exame

Prefeitura de Moscou planta maconha no lugar de grama

Folhas de maconha

São Paulo - Uma distração de funcionários da prefeitura gerou uma saia-justa para os habitantes de Moscou, na Rússia. Cerca de 230 pés de maconha foram plantados no lugar de grama num jardim do metrô da capital, e encontradas por autoridades nesta sexta-feira.
Agentes federais e integrantes do Serviço de Controle Antidrogas já removeram as mudas decannabis sativa da estação de Brateyevo, que fica no sul da cidade. As informações são do jornal Moscow Times. 
A administração municipal afirmou em comunicado que os pés de maconha "simplesmente brotaram” após a área ter sido preenchida com terra e sementes que supostamente eram de grama. 
Uma investigação policial foi aberta para apurar a região de onde o solo foi trazido e como as sementes da erva foram parar no jardim. Por enquanto, as autoridades não descartam a possiblidade de os funcionários terem cultivado a planta para uso próprio.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

DES.CAIO ALENCAR SE DESPENDE DO PLENO DO TJRN

Jornal - Notícias do Judiciário


A sala do Pleno do Tribunal de Justiça desta quarta-feira (30) estava lotada. Não! Na pauta não estava a votação de um processo importante ou de ampla repercussão. 


O motivo da grande plateia era outro: a despedida de desembargador Caio Alencar, que deixou hoje, depois de 28 anos de carreira, a Corte Potiguar. 


Magistrados, advogados, servidores, jurisdicionados, amigos e familiares prestigiaram a última participação do decano do TJRN na sessão plenária.

A presidente do Tribunal de Justiça do RN, desembargadora Judite Nunes, abriu a sessão elogiando o trabalho que o desembargador Caio desempenhou ao longo dos seus 44 anos de carreira e, principalmente, os 28 anos em que esteve no TJRN, onde exerceu os cargos de vice-presidente e presidente da instituição e do Tribunal Regional Eleitoral.

Representando os 15 desembargadores do Tribunal, Amaury de Moura Sobrinho, que passa a ser o decano da instituição, fez um discurso em homenagem ao desembargador Caio. “O tempo passa. O exemplo permanece e a referência não se apagará”, destacou o desembargador Amaury.

Em seguida, foi a vez do procurador geral do Justiça do Estado, Manoel Onofre Neto. Ele destacou em seu discurso, o orgulho do Ministério Público de ter tido o desembargador Caio como membro da instituição. Isso porque Caio Alencar chegou ao Tribunal de Justiça através do Quinto Constitucional, na vaga destinada ao MP.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no RN, Paulo Eduardo Teixeira, lamentou a aposentadoria, segundo ele, antecipada do desembargador e brincou ao dizer que a única instituição a qual ele ainda pode fazer parte é a OAB. 

“A advocacia se sente feliz porque Vossa Senhoria cumpriu muito bem a missão e deixou legado. E fazendo inveja aos colegas do MP e do Judiciário, quero dizer que a OAB ainda poderá contar com a contribuição o desembargador Caio Alencar”, disse Paulo Eduardo.

Finalizando as homenagens, a presidente da Associação dos Magistrados do RN, Hadja Rayanne Alencar, ressaltou que o maior legado deixado pelo desembargador foi a própria carreira. “A sua carreira, desembargador, é melhor exemplo que o senhor poderia deixar à magistratura”, disse a magistrada.

Emocionado, o desembargador Caio Alencar agradeceu a todos e relembrou alguns desembargadores que, segundo ele, teve a honra de trabalhar, entre eles, os desembargadores José Humberto, Wilson Dantas, entre outros. Ele também leu um texto sobre coragem e liderança em homenagem a desembargadora Judite Nunes.

Representando os atuais colegas de toga, o escolhido foi desembargador Amaury. “Ele saberá discernir e guiar melhor do que os passos desta Corte de Seabra Fagundes”, disse o desembargador Caio.

Sobre sua carreira como magistrado ele afirmou que nem por um momento se afastou do seu compromisso. “Porque eu entendo que o magistrado assume essa missão deve cumpri-la por toda a sua vida. 

Não estou antecipando a minha aposentadoria. Saio no momento certo. Ninguém sai mais pesaroso daqui do que eu. Gostaria de sair apenas quando a lei determina. Mas quando chega o momento que a emoção quer superar a razão é hora desvestir a toga. 

Eu vou sempre carregar, mesmo que emblematicamente, cobrir-me, proteger-me até o momento da grande viagem”, disse o desembargador Caio. Ele ainda agradeceu ao juiz Luiz Alberto Dantas, à esposa, aos filhos, netos amigos, e aos servidores do gabinete.

Ao final da sessão o desembargador Aderson Silvino entregou uma placa em homenagem ao decano do TJRN.

A DEFESA DE DEMÓSTENES

Agência de notícias-jornaldefloripa


Os efeitos da defesa de Demóstenes no Senado



Demóstenes Torres passou cinco horas ontem falando no Conselho de Ética do Senado sobre as relações dele com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e mesmo com todo o tempo gasto no depoimento foram poucos os parlamentares que se aventuraram a avaliar os argumentos apresentados. 

Os senadores que acompanharam boa parte do depoimento, dizem que Demóstenes continua muito enrolado no Conselho, mas “saiu melhor do que entrou” do interrogatório porque apresentou uma defesa técnica.

A leitura é que Demóstenes será fatalmente cassado no colegiado, onde o voto é aberto, mas tem hoje chances reais escapar da cassação no plenário do Senado, onde o voto é secreto. 

Se for, de fato, absolvido, Demóstenes terá sido poupado, na avaliação dos senadores, porque conseguiu se beneficiar  do sentimento corporativista do parlamento (senadores não cortam na própria carne) e porque as maiores bancadas do Senado (leia-se PT e PMDB) decidiram mantê-lo e não criar precedentes para a cassação de outros parlamentares. 

Afinal, ninguém sabe o que pode sair da infinidade de documentos em poder da CPI mista do Cachoeira.


VER.JÚLIA ARRUDA - POR AILTON MEDEIROS




UM BELO EXEMPLO PARA A POLÍTICA POTIGUAR 

 Ailton Medeiros

Pode parecer exagero de minha parte, mas como é raro por aqui, fiquei muito feliz em ver a vereadora Júlia Arruda participar de um bate-papo sobre literatura com escritor Carlos Fialho numa escola pública.

O evento fez parte da programação da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura 2012 promovido pelo selo editorial Jovens Escribas.

Parabéns a Júlia, Carlos e aos alunos da Escola Legislativa Miguel Arraes.

PS: Antes que apareça algum engraçadinho com comentário maldoso, uma explicação necessária: este escriba foi um crítico feroz da candidatura de Júlia Arruda em 2008, achava que se tratava de mais um rostinho bonito na política potiguar.

Estava enganado, felizmente. Sua atuação na Câmara é exemplar. Precisamos de outras Júlias na política potiguar.

Tenho dito.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

A OPINIÃO DE CELSO DE MELO DO STF.


Enviado pelo Prof. Geraldo Batista
O que Celso de Melo disse sobre o encontro de Lula com Gilmar Mendes no último dia 26 de abril na casa em Brasília do ex-ministro Nelson Jobim querendo adiar o julgamento do Mensalão para os crimes prescreverem:
Essa conduta do ex-presidente da República, se confirmada, constituirá lamentável expressão do grave desconhecimento das instituições republicanas e de seu regular funcionamento no âmbito do Estado Democrático de Direito. O episódio revela um comportamento eticamente censurável, politicamente atrevido e juridicamente ilegítimo.  
Se ainda fosse presidente da República, esse comportamento seria passível de impeachment por configurar infração político-administrativa, em que seria um chefe de poder tentando interferir em outro.  
Tentar interferir dessa maneira em um julgamento do STF é inaceitável e indecoroso. Rompe todos os limites da ética. 
Seria assim para qualquer cidadão, mas mais grave quando se trata da figura de um presidente da República. 
Ele mostrou desconhecer a posição de absoluta independência dos ministros do STF no desempenho de suas funções.  
A Ação Penal será julgada por todos de maneira independente e isenta, tendo por base exclusivamente as provas dos autos. 
A abordagem do ex-presidente é inaceitável. 
Sem falar no caráter indecoroso é um comportamento que jamais poderia ser adotado por quem exerceu o mais alto cargo da República. 
A resposta do ministro Gilmar Mendes foi corretíssima e mostra a firmeza com que os ministros do STF irão examinar a denúncia na Ação Penal que a Procuradoria-Geral da República formulou contra os réus. 
É grave e inacreditável que um ex-presidente da República tenha incidido nesse comportamento.  
Surpreendente essa tentativa espúria de interferir em assunto que não permite essa abordagem. Não se pode contemporizar com o desconhecimento do sistema constitucional do País nem com o desconhecimento dos limites éticos e jurídicos.  
Episódio grave e inqualificável sob todos os aspectos. Um gesto de desrespeito por todo o STF.  
Confirmado esse diálogo entre Lula e Gilmar, o comportamento do ex-presidente mostrou-se moralmente censurável. Um gesto de atrevimento, mas que não irá afetar de forma alguma a isenção, a imparcialidade e a independência de cada um dos ministros do STF.  
Um episódio negativo e espantoso em todos os aspectos. Mas que servirá para dar relevo à correção com que o STF aplica os princípios constitucionais contra qualquer réu, sem importar-se com a sua origem social e que o tribunal exerce sua jurisdição com absoluta isenção e plena independência. 
Será um julgamento em que se observará todos os parâmetros que a ordem jurídica impõe a qualquer órgão do Judiciário. Por isso mesmo se mostra absolutamente inaceitável esse ensaio de intervenção sem qualquer legitimidade ética ou jurídica praticado pelo ex-presidente da República que não guarda qualquer legitimidade ética ou jurídica. Um comportamento estranho e surpreendente. 
A resposta do ministro Gilmar foi a que dele se esperava. Ele agiu com absoluta altivez. É um episódio anômalo na história do STF.  
De qualquer maneira, não mudará nada. Esse comportamento, por mais censurável, não afetará a posição de neutralidade, absolutamente independente com que os ministros do STF agem. Nenhum ministro permitirá que se comprometa a sua integridade pessoal e funcional no desempenho de suas funções nessa Ação Penal.

A VENDA DA YPIOCA

Reuters Brasil

Fabricante do Johnnie Walker compra brasileira Ypioca


LONDRES (Reuters) - O grupo britânico de bebidas Diageo está comprando a fabricante de cachaça Ypioca por cerca de 300 milhões de libras (469 milhões de dólares) para aumentar a presença em mercados emergentes enquanto briga por um maior espaço em tequila.
A fabricante do whisky Johnnie Walker e da vodka Smirnoff, com planos de ter metade das suas vendas em mercados emergentes até 2015, anunciou nesta segunda-feira acordo para comprar a Ypioca.

sábado, 26 de maio de 2012

A FORÇA DO LEGISLATIVO

É impressionante, a força que tem o poder legislativo, na hora de defender os próprios interesses, as vezes, espúrios, em detrimento dos interesses da sociedade.

Leia-se CÂMARA MUNICIPAL DE NATAL.

Agora está acontecendo o uso desta força na famigerada CPI do Cachoeira, quando se trata da convocação de governadores citados.

Quem não deve não teme. O Governador Marconi Perillo, se dispôs a depor, imediatamente após ser citado, ao contrário dos governadores Agnelo Queiroz e Sérgio Cabral, que morrem de medo de depor.

O PSDB se conformou com o depoimento de Perillo, independente do que possa vir a acontecer. Já o PT, protege Agnelo Queiroz com ameaças e todo tipo de retaliação, como fazem com os mensaleiros do partido.

O PMDB por sua vez, está blindando de toda forma, o governador do Rio, Sérgio Cabral, inclusive ameaçando deixar o PT  isolado na CPI.

O que será que se esconde por trás de tudo isto ? A sociedade precisa saber e para isto tem que ficar atenta e exercer seu direito de cobrar e de se indignar.

E por aqui, o nosso Rio Grande sem Sorte, sofre "Impactos" de todo tamanho, sendo traído por "Judas" e permanecendo com o "Sinal Fechado".......

sexta-feira, 25 de maio de 2012

VINHO BARATO E BOM

Enviado por DolceVita

VINHO DE R$ 11,50 É ELEITO UM DOS MELHORES DO MUNDO NO REINO UNIDO


Um grupo de especialistas elegeu um vinho vendido em um 
supermercado popular por apenas 3,59 libras (cerca de R$ 
11,50) como um dos melhores do mundo.

O vinho espanhol Toro Loco Tempranillo, de 2011, da marca 
do próprio supermercado, ganhou a medalha de prata em 
competição internacional no Reino Unido. Ele foi fabricado 
na região de Utiel-Requena, na província espanhola de 
Valencia.

Segundo a imprensa britânica, nos chamados ‘testes cegos’ 
a bebida superou outras que custam até dez vezes o valor.

A Competição Internacional de Vinhos e Destilados foi criada 
em 1969.

ACIDENTE IDENIZADO EM ESTRADA MAL CONSERVADA

 Jornal - Notícias do Judiciário


 Acidente em Ceará Mirim gera indenização

Ao julgar um recurso do Estado (Apelação Cível e Remessa Necessária n° 2011.014429-6), a 2ª Câmara Cível do TJRN manteve o direito de uma vítima de acidente automobilístico, causado por má conservação da via pública, de receber indenização por dano moral.

A decisão, que não deu provimento ao apelo estatal, também manteve o pagamento de uma pensão mensal para o motorista. O acidente ocorreu em 06 de maio de 2007, na RN-060, no sentido Ceará Mirim – Santa Maria.

A decisão destacou que, na demanda em questão, prevalece a teoria da culpa administrativa ou culpa do serviço público, na qual a responsabilidade civil do Estado/Município por atos de seus agentes é vista em moldes de direito privado.

Estabeleceu-se, assim, um regime jurídico da responsabilidade do Poder Público em termos estritamente privado, de modo a desvincular a responsabilidade do ente estatal, da ideia de culpa do funcionário, passando a falar-se em culpa do serviço.

A decisão também destacou que as circunstâncias descritas no Boletim de Ocorrência e indicam que uma das causas presumíveis do ocorrido seria "que a via é toda esburacada e sem sinalização, e que a vegetação dos acostamentos dificulta a visualização da curva" (folha 17/20).

A Câmara também ressaltou que a omissão do Estado e do DER em zelar pela manutenção da via pública e a prova de que, de fato, haviam vários buracos na pista de rolamento, não se existiria outra alternativa, senão a responsabilização do Ente Público Estadual.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

GENÉRICOS

José Serra

O Brasil tem remédio


O sucesso da introdução e difusão dos medicamentos genéricos no Brasil pode ser avaliado a partir de alguns números simples: são 17 mil produtos registrados, que representam 25% do total das vendas no mercado farmacêutico; seu preço médio situa-se 50% abaixo dos remédios de marca, possibilitando uma economia acumulada, nos últimos doze anos, de R$ 22 bilhões para a população brasileira.
O governo Itamar Franco chegou a emitir um decreto a respeito dos genéricos, dando destaque, nas embalagens, ao nome do princípio ativo dos remédios, em detrimento do nome de fantasia. Melhoral (lembram-se dele?), por exemplo, passaria a se chamar Ácido Acetilsalicílico; a Novalgina seria Dipirona. Antes disso, em 1991, o deputado Eduardo Jorge já havia apresentado um projeto nessa linha, removendo o nome de fantasia. O objetivo era a redução do preço dos medicamentos, aumentando a concorrência e diminuindo o efeito da publicidade direta (quando permitida) ou da promoção de vendas por meio das amostras grátis. Mas o decreto não pegara, e o projeto de lei ainda rolava no Congresso em 1998, quando eu assumi o Ministério da Saúde, no governo FHC.
O então vice-líder do Governo na Câmara, deputado Ronaldo Cesar Coelho, sugeriu que déssemos prioridade ao assunto. Estudando o tema, concluímos que a remoção do nome fantasia, por si, não daria a um medicamento a condição de genérico, ao contrário do que muitos acreditavam. Isso só aconteceria se ele fosse idêntico ao produto de marca, totalmente intercambiável. Do contrário, os médicos e os hospitais o rejeitariam. Assumimos, então, a causa e preparamos um substitutivo completo, que navegaria no Congresso a bordo do projeto original. Isso seria facilitado pelo Eduardo Jorge, que fora um dos grandes incentivadores de minha ida para o ministério e cooperava com todas as boas políticas de Saúde, independentemente de diferenças partidárias.
De acordo com o substitutivo, que virou lei, o genérico deveria passar por testes de bioequivalência e biodisponibilidade em relação ao produto de referência, tendo exatamente a mesma eficácia, segurança, qualidade e efeito do medicamento original.
A possibilidade de implantar os genéricos no país dependia da criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, cujo projeto também enviamos ao Congresso. Concebida a partir do modelo do FDA dos Estados Unidos, ela deveria ser formada por diretores aprovados pelo Senado, técnicos e independentes. A ela caberia arrumar e revigorar todo o setor que (mal) cuidava da vigilância sanitária no Brasil.
Os testes de bioequivalência e biodisponibilidade custam caro e precisam ser muito bem feitos. Por isso, a Anvisa patrocinou a criação de laboratórios especializados, em universidades e instituições públicas. Mais ainda: impôs práticas rigorosas de boa fabricação de genéricos.
A batalha mais visível pela implantação dos genéricos foi motivada pela resistência tanto de produtores de medicamentos “de referência” (os originais) como dos produtores de medicamentos que a lei denomina de “similares”, cujos princípios ativos são os mesmos dos outros, mas que não são submetidos aos exames de bioequivalência e biodisponibilidade. Não são intercambiáveis. A própria lei estabeleceu que os similares devem ser sempre identificados pelo nome comercial ou marca, não pelo princípio ativo, pois não são genéricos.
A oposição inicial dos produtores de similares não se deveu a questões de preços, pois eles podiam vender até mais barato, mas ao receio de que fatias do seu mercado fossem capturadas pelos genéricos, cuja qualidade é testada. De todo modo, foi precisamente da área similares que saíram os primeiros empresários dispostos a fabricar genéricos, cuja expansão fortaleceu notavelmente a presença de empresas nacionais na área farmacêutica.
Estudamos a fundo e aproveitamos a experiência da Inglaterra e dos EUA — onde os genéricos perfazem 60% do mercado. Atraímos investimentos de empresários da Índia e de Israel, os mais avançados nessa área. Fizemos campanhas educativas, mostrando a vantagem da adoção desse tipo de medicamento. Até tarja amarela foi introduzida nas embalagens, para facilitar a identificação do produto pelos consumidores. A letra G me foi sugerida por um passageiro anônimo, durante um vôo comercial para Brasília…
Em janeiro de 2000, eu disse em entrevista: “Muitas empresas resistem não só a produzir como fizeram até campanha contra. Mas quem produzir primeiro vai ganhar mais dinheiro. A concorrência acabará prevalecendo, e, pouco a pouco, o volume de genéricos aumentará. Em menos de cinco anos, poderá absorver entre 30% e 40% do mercado”.
A previsão foi acertada, exceto quanto ao volume, devido ao fato de que os genéricos perderam prioridade na política de saúde no Brasil a partir de 2003. A Anvisa foi loteada entre partidos e grupos. Até o atual governador de Brasília ganhou uma diretoria da agência, depois de ter perdido uma eleição em 2006. Nesse mesmo ano, foi desfeita a equipe da agência que cuidava exclusivamente do licenciamento de genéricos. O tempo para aprovação de novos produtos foi esticado duas ou três vezes, chegando a até 18 meses, mesmo para aqueles remédios cujas patentes expiraram e ainda não há outros genéricos no mercado. Há conjecturas de que hoje não existe o mesmo rigor na fiscalização das plantas. As campanhas do ministério da Saúde, de esclarecimento sobre os genéricos, foram extintas. Isto facilita práticas ilegais de muitas farmácias, que substituem a prescrição pelo similar e não pelo genérico.
De todo modo, graças ao próprio setor privado, os genéricos se firmaram. Avançariam muito mais se o governo passasse a praticar aquilo que está sempre a predicar: dar prioridade efetiva ao acesso da população a medicamentos essenciais, começando por reprofissionalizar a Anvisa e retornar ao ativismo pró-genéricos, visando a duplicar sua participação no consumo nacional de remédios

TRÍPLICE FRONTEIRA

Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo



EXÉRCITO EXPLORA ÁREA NA 

FRONTEIRA ONDE 'NUNCA HAVIA PISADO 

ANTES'




Durante 13 dias, soldados mapearam trecho perto de Suriname e Guiana.
Tropa descobriu garimpos, pistas clandestinas, tráfico de animais e trilhas.
rio anamu amazonia (Foto: Força 3/Divulgação)

Militares brasileiros realizaram pela primeira vez o reconhecimento de uma área na fronteira do Brasil com o Suriname e a Guiana considerada até então desconhecida pelos órgãos públicos.

Segundo o general Eduardo Villas Bôas, comandante militar da Amazônia, o levantamento ocorreu devido ao "grande desconhecimento" da região ao norte do Rio Trombetas, no Pará, e na tríplice fronteira.

“É uma área de difícil acesso, com rios cheios de cachoeiras, não navegáveis, grande vazio populacional e mata fechada. Considerávamos uma região de sombra, que nunca havíamos pisado antes, pois não tem como chegar lá por estradas, embarcações ou aeronaves", disse o general ao G1.

"Por isso, determinei que uma tropa especializada fosse esmiuçar a mata e coletar informações”, acrescentou.

Durante a operação, realizada neste mês, 16 integrantes da Força 3 - unidade formada por Comandos e Forças Especiais (a tropa de elite do Exército) e baseada em Manaus (AM) - ficaram 13 dias na floresta amazônica.

A missão era mapear tribos isoladas, garimpos ilegais, pistas clandestinas e outros crimes transfronteiriços, de acordo com o comandante da Força 3, tenente-coronel André Lúcio Ricardo Couto.

A ação começou a partir do pelotão de fronteira de Tiriós, localizado a 12 km da divisa do Pará com o Suriname. A partir dali, os soldados seguiram de helicóptero até dois pontos fictícios próximos aos rios Curiau e Cafuni, que ingressam no Brasil a partir do Suriname e da Guiana e, no Pará, formam o Rio Trombetas.

As coordenadas exatas não são divulgadas por questões estratégicas, pois nos locais o Exército pretende implantar futuramente novos pelotões de fronteira.
Mapa (Foto: Editoria de Arte/G1)
No total, a área percorrida tem 400 quilômetros de extensão na fronteira do Pará com Suriname e Guiana, segundo o coronel André Lúcio. “Em localidades que imagens de satélite e mapas apontavam como sendo habitadas por tribos, não encontramos nada. Também descobrimos pequenas pistas de pouso próximas a terras indígenas, que podem ser usadas por garimpeiros”, disse.

Ao localizar pequenos grupos de indígenas, os militares desciam de rapel na mata e passavam alguns dias na localidade coletando dados.

Foram descobertos pontos de tráfico ilícito de dois pássaros silvestres - curió e bicudo - e duas trilhas clandestinas que levam brasileiros para o trabalho ilegal em minas do lado surinamês, uma delas cruzando terras indígenas.

Duas aldeias, do outro lado da fronteira, são a porta de entrada para os garimpeiros – uma maior, a cinco dias da linha que separa os dois países, e outra menor, a apenas seis horas de caminhada do Brasil.


força 3 amazÕnia (Foto: Força 3/Divulgação)

Os dados coletados pela tropa serão compilados em um relatório que será repassado para diversos órgãos públicos, como Funai (Fundação nacional do Índio) e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que têm interesse em saber o que ocorre na área, informou o general Villas Bôas.

O envio dos militares da Força 3 à área inóspita ocorreu durante a Operação Ágata 4, que reuniu mais de 8,5 mil militares para reprimir crimes nas fronteiras de Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. 
força 3 amazÕnia (Foto: Força 3/Divulgação)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

OS CUIDADOS COM ARRITMIA CARDÍACA

Oglobo

Tipo de arritmia cardíaca é maior causa de 

AVC

SÃO PAULO - Você já apalpou o seu pulso para saber como estão os seus batimentos cardíacos? Esta simples medida, recomendada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pode ajudar a identificar sinais de que algo vai errado quando as batidas do coração estão irregulares ou até prevenir um derrame cerebral. A fibrilação atrial — tipo de arritmia que acontece quando o átrio deixa de contrair, acumula sangue e forma coágulos — é uma das principais causas do acidente vascular cerebral (AVC), mas a população não sabe disso. É o que revela uma pesquisa, feita em abril, em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, com 7 mil brasileiros, com o apoio da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

O estudo revelou que 33% acreditam que a principal causa de AVC é a pressão alta. A obesidade também foi apontada como causa por 26% dos entrevistados, seguida pelo colesterol alto, com 16%.
— A pesquisa nos mostra o quanto a população está desinformada sobre as doenças do coração — afirmou o cardiologista Jadelson Andrade, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A fibrilação atrial atinge cerca de 1,5 milhão de homens e mulheres no país. Os tratamentos vão desde o uso de anticoagulante até a intervenção cirúrgica. E a prevenção pode ser feita com idas regulares ao médico.

Os AVCs causados pela fibrilação atrial são mais graves porque este tipo de arritmia atinge grandes áreas do cérebro.

— É praticamente um chuveiro de coágulos — alerta, Jadelson Andrade, que diz que pacientes com este tipo de arritmia cardíaca têm cinco vezes mais probabilidade de ter um AVC.

A pesquisa revelou ainda que 71% não sabem o que é uma fibrilação atrial e apenas 16% souberam relacioná-la a um tipo de alteração do ritmo do batimento do coração.

Entre os fatores de risco para desenvolver a arritmia, 32% não souberam apontar nenhuma causa específica enquanto 16% relacionam à obesidade. E 15% acreditam que o fato está ligado ao sedentarismo.

O levantamento, realizado pela Bayer HealthCare, ouviu homens e mulheres em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Distrito Federal.

- O que chama a atenção é o fato de 72% afirmarem que é possível prevenir doenças cardiovasculares, mas não sabem como tratar - comentou o médico Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia clínica do Hospital do Coração de São Paulo.Houve quem respondesse repouso, transfusão de sangue e até transplante de coração como tratamentos dessa arritmia.

Anticoagulantes

Apesar das diferentes estratégias de tratamento para controlar este tipo de arritmia cardíaca, um posicionamento recente da Sociedade Europeia de Cardiologia (European Society of Cardiology) mostra que a terapia com o uso de anticoagulante é ainda a mais eficaz na redução da mortalidade relacionada à fibrilação atrial. Hoje, existem os medicamentos como a varfarina e a rivaroxabana - aprovada recentemente no Brasil pela Anvisa.


NOVAS PESQUISAS COM ALIMENTOS




5 alimentos que eram vilões, mas podem fazer bem à saúde

Ovo de galinha partido ao meio

São Paulo – Muitas vezes, as pesquisas, profissionais da saúde e até as crenças populares confundem o público sobre o que é bom e o que é ruim para emagrecer ou manter um corpo saudável. Tanto que, por muito tempo, alguns alimentos foram colocados na lista negra de muita gente, sem saber que, na verdade, eles não são tão maus assim e, em alguns casos, são até recomendados na dieta para uma vida melhor.
Confira a seguir, cinco exemplos de comidas que sofreram preconceito por muito tempo, mas, agora, estão com a popularidade bem melhor entre nutricionistas e pesquisadores.
Manteiga
Em um embate contra a margarina, a manteiga foi considerada por muitos como a vilã. Por ser derivada do leite e, portanto, ter colesterol em sua composição, a segunda foi substituída pela primeira em muitos lares brasileiros. Segundo a nutricionista Vânia Barberan, colaboradora do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio de Janeiro, o fato de a manteiga ter colesterol não a coloca em desvantagem em relação à margarina.
Isso porque o produto derivado do leite de vaca contém bem menos aditivos e conservantes do que o derivado de gordura vegetal. “Eu fiz uma pesquisa e vi que as margarinas podem ter até 20 compostos na composição, para ter textura, cor, sabor. O meu corpo sabe lidar com o colesterol, mas não sabe lidar com o tanto de outras porcarias que tem ali”, afirma.
Vânia diz que a manteiga também é boa para o intestino, pois é uma grande fonte de ácido butírico. E, além dessa substância, é fonte de vitaminas A, D e E. Outro ponto ressaltado por Vânia é que, por ser mais dura, a manteiga acaba sendo consumida em menor quantidade, pois é preciso esquentar o pão para espalhá-la bem, evitando o exagero. O mesmo não ocorre com a margarina, que, por ser bem mais cremosa, é usada em maiores quantidades.
Ovo
“Coitado do ovo”, afirma Vânia Barberan. A piedade para com o alimento é por conta do preconceito em relação ao colesterol que carrega. Mas ela alega que não é preciso se preocupar exageradamente com isso, pois, se consumido com moderação, o corpo sabe lidar com o colesterol. “Uma pessoa pode comer até dois ovos por dia, contanto que não coma todos os dias”, afirma.
Ela lembra que o ovo é importante por possuir colina em sua composição, uma substância que faz bem para os olhos. Além disso, o ovo possui ácido fólico, que ajuda no combate à anemia, na prevenção de doenças cardiovasculares e do mal de Alzheimer. Entre as formas de cozimento do alimento, o menos recomendado é o frito em óleo, mas ela sugere o ovo mexido, cozido ou poché. No caso do ovo semi-cru, é importante escolher o tipo caipira, pois o de granja apresenta mais riscos de contaminação por salmonela, alerta da nutricionista.
Café
Café é estimulante, causa tremedeira, gastrite e dor de estômago. Essas são algumas das famas negativas que eram atribuídas ao grão injustiçado, segundo a nutricionista Vânia Barberan. “O café faz isso com a pessoa que toma 30 xícaras por dia”, diz. De acordo com um estudo do Instituto Nacional do Câncer (NCI), dos Estados Unidos, três xícaras de café por dia reduzem o risco de morte por doenças cardiovasculares e respiratórias, em relação a quem não toma a bebida.
Vânia também lembra que o café tem sido associado ao estímulo de processos intelectuais e à inteligência. Ela só não recomenda o consumo após as refeições, pois ele pode atrapalhar a absorção de ferro e cálcio pelo corpo, o que também ocorre com chás que possuem cafeína.
Carne de porco
Tirando o bacon, torresmo e outras peças mais superficiais do porco, a carne deste animal pode ser tão saudável quanto o frango, apesar de ser considerada por muitos como um alimento perigoso. Ao contrário da carne de boi, que é gordurosa em todas as suas partes, partes suínas, como o carré ou o lombo, tem baixo índice de gordura, pois não estão localizadas próximas à pele, onde se concentra a maior gordura do animal.
É por isso que, no preparo, essas carnes geralmente pedem molhos que acompanhem, já que sua consistência fica mais seca. Se for comparada à carne de frango, o porco pode até ser visto como mais saudável, já que as aves de granja costumam ser criadas com muitos hormônios para crescer. segundo a especialista.
Chocolate
Apontado por muito tempo como um vilão por fazer as pessoas engordarem e provocar espinhas, o chocolate tem caído nas graças dos cientistas recentemente. Várias pesquisas têm revelado que o tipo meio amargo (com pelo menos 60% de cacau) ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, processos inflamatórios e o envelhecimento precoce, pois apresenta boas quantidades de flavonoides e antioxidantes.
Além disso, melhora o humor e reduz o estresse. Como o chocolate é um alimento calórico, a recomendação é o consumo moderado, sem ultrapassar a marca de 30 gramas por dia.