sábado, 16 de março de 2013

CHÁ E CAFÉ

Terra

Beber chá e café diariamente previne contra AVC, diz estudo

Especialistas indicam consumir quatro xícaras de chá verde por dia  Foto: Getty Images

Em dúvida sobre beber chá ou café, o melhor é consumir os dois. Um estudo publicado no jornal American Heart Association's descobriu que pessoas que ingerem uma xícara de café por dia têm 20% menos chance de ter um acidente vascular cerebral em comparação com as que evitam a bebida. Além disso, quem inclui pelo menos quatro xícaras de chá verde no cardápio diário também reduz igualmente o risco de derrame. As informações são do Daily Mail.
Pesquisadores analisaram os hábitos de consumo de quase 84 mil adultos japoneses, durante um período de 13 anos. “Este é o primeiro estudo que examina em grande escala os efeitos combinados de chá verde e café sobre os riscos de AVC”, disse Yoshiro Kokubo, líder do estudo, do Centro Nacional de Saúde Cerebral e Cardiovascular do Japão.
O relatório concluiu que a combinação de chá verde e café contribui para redução do risco de AVC. Mesmo em menor quantidade, consumir apenas o chá também ajuda a proteger contra a doença. Pessoas que bebiam entre duas e quatro xícaras por dia tinham 14% menos chance de ter um AVC.
Participantes do estudo tinham entre 45 e 74 anos e estavam livres de câncer e problemas cardiovasculares. Todos os resultados levaram em conta idade, sexo, estilo de vida, tabagismo, consumo de álcool, peso e prática de exercícios.
Embora ainda não esteja claro como o chá verde causa estes resultados, os cientistas acreditam que um composto conhecido como catequinas pode fornecer uma proteção aos vasos sanguíneos. Quanto ao café, diversos componentes da bebida são benéficos à saúde,  como  o ácido clorogênico e a cafeína. Isso, segundo os pesquisadores, pode reduzir o risco de AVC e diabetes do tipo 2.
“Você pode fazer uma mudança de vida pequena, mas positiva para ajudar a reduzir o risco de acidente vascular cerebral”, aconselhou Yoshiro.
Outro estudo publicado no ano passado ainda mostra que quanto mais café que você bebe, menor a probabilidade de morrer de uma série de fatores, incluindo doenças cardíacas, doenças respiratórias, diabetes e infecções.

QUEM ERAS TU.....


Oglobo
Frota de chapa branca em encontro do PT

Em sentido horário: assessora da ministra Ideli Salvatti; Luiza Barros, da Secretaria de Igualdade Racial; senadora Ana Rita; e prefeita Lucimar, de Valparaíso (GO)
Foto: Givaldo Barbosa


BRASÍLIA — Apesar de ser um evento partidário, o Encontro Nacional de Mulheres Eleitas do PT teve um festival de carros oficiais transportando autoridades. No intervalo de 30 minutos, uma ministra, uma assessora especial do governo federal, uma senadora e uma prefeita chegaram ou foram embora em veículos custeados pelo poder público. O evento transcorreu durante todo o dia de ontem, em um hotel de Brasília, e prosseguirá hoje. Um dos objetivos é orientar prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras petistas, eleitas no ano passado, a desenvolver programas federais nos municípios.

Uma das que compareceram ao evento a bordo de um carro oficial foi a ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial). Para o encontro, fechado à imprensa e organizado pelo PT, só foram convidados ministros do partido, e as participantes eram exclusivamente petistas.

— Fui convidada como ministra, então estou cumprindo a minha função. Podia ser qualquer partido — disse a ministra.

Representante da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Paula Ravanelli, que é assessora especial da Subchefia de Assuntos Federativos, chegou em carro com o adesivo “Uso exclusivo a serviço da Presidência da República”, placa JJV 0019. Indagada sobre a pertinência da utilização do veículo naquela ocasião, ela não quis responder.

A Resolução 7 de 2002, que regula a participação de autoridades em atividades de natureza político-eleitoral, estabelece, no artigo 2º, que a autoridade pública não poderá participar de reuniões de partidos políticos durante o horário normal de expediente e veda a utilização de veículos oficiais.

Já o Código de Conduta da Alta Administração Federal, ao responder à pergunta “Pode ministro de Estado utilizar veículo oficial em todos os seus deslocamentos?”, diz que “o uso de carros oficiais por ministros de Estado é matéria tratada por normas administrativas que levam em conta a criação das condições necessárias, sobretudo de segurança, para todos os seus deslocamentos”.

A senadora Ana Rita (PT-ES), que participou da mesa “O modo petista de governar e legislar”, afirmou que estava usando carro oficial porque voltaria para o Senado para trabalhar:

— Se não, teria que vir de táxi.

Mais tarde, a assessoria de imprensa da senadora telefonou para dizer que Ana Rita usou o carro do Senado porque estava em uma atividade do mandato. Os senadores têm direito ao uso de um veículo oficial em Brasília. A cota diária de combustível é de dez litros de gasolina ou 14 litros de álcool, de segunda a sexta-feira.

Já a prefeita de Valparaíso de Goiás, cidade a 36 km de Brasília, Professora Lucimar (PT), justificou que foi ao encontro do partido no carro da prefeitura porque aproveitou a ida à capital para visitar órgãos federais e tratar de interesses de seu município:

— A gente até debateu isso ontem (anteontem) lá. Como eu vim participar de outros compromissos oficiais, vim no carro da prefeitura.

O GRITO DA SECA


Recebi um email do amigo Hugo Tavares militante permanente da luta pela água da região Potengi-Trairi.
Seguidor fiel do Mons. Expedito, a voz mais contundente e eficaz em defesa do acesso, das populações desta regiões, à água de boa qualidade e suficiente para abastecer a todos.
Transcrevo com orgulho, neste espaço, pois também lutei durante anos por estas conquistas.

Dia 22 de Março e o “BERRO pela ÁGUA”

                                                                                                   Hugo Tavares Dutra(*)

Esse mês de  março do ano de  2013 é tempo crucial para o campo. O dia 19 é  marcado pela esperança, uma vez que os agricultores depositam todas as suas fichas em São José, para que as chuvas cheguem. Caso chova, acontece um ano bom de inverno, o que  nos revela o imaginário popular. A meteorologia e seus técnicos dizem  diferente: nesse ano de 13, o inverno será menor  40% em relação ao ano de 2012. Independente ou não de datas e crenças começam  a ser delineadas as imagens de uma das piores secas dos últimos 50 anos. Isso é um fato. Diante desse quadro a sociedade Potiguar começa a se mobilizar. As instituições ligadas ao campo já começam a botar o nariz nas veredas do sertão. A grita começa por São Paulo do Potengi. Nesse dia 13 de março, realizou-se um ato público chamado “grito pela água”, puxado por uma gama de instituições, como o movimento rural  Arquidiocese  de Natal, FETARN, FETRAF, Movimento Água para Todos, ABRAÇO POTIGUAR (Associação de Rádios Comunitárias), entre outros. A imprensa do estado começa a noticiar esses movimentos. Repercutiu nas páginas do Jornal a Tribuna do Norte,  blogs, Rádios Comunitárias, etc. Esse sentimento aparentemente tem uma conotação de ser do campo, mas não, é urbano também. Esse movimento  é uma bandeira de cidadania fincada no solo Potiguar, ainda no século passado (XX), através da ação espetacular do Mons. Expedito Sobral de Medeiros, Coordenador da “Campanha Como Conviver com a Seca”, com auspícios da Arquidiocese de Natal. O movimento das águas acontecido no início dos anos 90 foi vitorioso. Desde a sua primeira grande reunião acontecida no dia 23 de março de 93, em Santa Cruz,  que o povo do Rio Grande do Norte sentiu e aprendeu a importância de se lutar pela causas justas e do engrandecimento da alma humana. Nesse dia 23 de março no bronze da história será cunhado 20 anos dessa luta.
 O exemplo de Mons. Expedito foi edificante,  mesmo passadas essas duas décadas, ele ainda está vivo, cobrando soluções para os  problemas da falta dágua em nosso estado. Diga-se que o problema não é  falta dágua, mas sim, falta de administração dos governantes. Vejamos: a barragem Armando Ribeiro Gonçalves alocada no município de Assú tem  capacidade de armazenar 4.400.000.000m³ dágua e pra quê? Faz-se imperativo fazer a pergunta. Pra quê? Segundo informações de entendidos no assunto somente 3% da capacidade daquele reservatório é utilizada para algum fim: Levar água para o baixo Assú  pelo canal do Pataxó, abastecer a adutora Sertão Central  Cabugí e para a pesca,  somente.  A barragem Santa Cruz do Apodi: 600.000.000m³. Pra quê? A comunidade do Vale do Apodi espera pelos projetos de irrigação e até agora nada.  Existem vários outros mananciais sem utilização nenhuma  no Rio Grande do Norte.
       Nesses novos tempos em que a luta do Mons. Expedito começa a ser reeditada pelo campo e cidades, reforço a ideia de se construir um canal com as finalidades de irrigação e abastecimento humano para as regiões do Mato Grande e Potengi. Esse sugestão  de se  construir um canal saindo do município de Itajá, interligado  no canal do Pataxó, para o Pico do Cabugi em Angicos e de lá para Serra Azul no município de Riachuelo.
Desses dois relevos naturais a água seria ofertada por gravidade, e por sua vez o Potengi, recebendo água para irrigação e para o consumo humano, sairia do abastecimento que ora é feito pela  adutora Mons. Expedito, dessa forma, desafogando  o abastecimento para as regiões Agreste/Trairi, que é feito pela Loga do Bomfim em Nísia Floresta. Tenho consciência plena que essas ideias ainda estão no nascedouro, mas tenho convicção de que muitos corações e mentes  serão sensíveis a essas esperanças.
      O problema da seca no Nordeste não é  falta dágua,  e sim, falta de administração e determinação política para resolver as agruras da estiagem.
        Água no Nordeste existe em grande quantidade. A indústria da seca é quem camufla  a sua existência franca  no nordeste brasileiro.  São muitas as adversidade, entre elas a  falta do educação do nosso povo.  A CAERN e o SAAE e todos os órgãos que ofertam água tem uma responsabilidade para com as comunidades que são abastecidas por elas. Não basta só abastecer e mandar a conta no final do mês. É preciso educar também, investindo na introdução de hidrômetros nas torneiras e na formação do povo. Nas escolas essa matéria sobre água é tímida, quase não exite nas grades curriculares. Afinal a água é para o povo e o povo, claro,  é quem a conta paga. A presença do carro pipa é uma constatação da indústria da seca,  mesmo  assim, as pessoas ainda não tem consciência de que a água é um bem findo e gastam de todo jeito. Como se diz na gíria popular a torto e a direta.
        Nesse 22 mês de março é comemorado o dia Internacional das águas. É um ótimo dia para se refletir sobre esse bem findo  da humanidade. O dia seguinte, o dia  23,  é aniversário da primeira grande reunião acontecida em Santa Cruz. Já se foram 20 anos. Nesse dia, no ano de 1993, o  Monsenhor Expedito plantou a semente da cidadania em defesa da água para quem tem sede e pela solidariedade que devemos ter pelos povos pedintes de um copo dágua no Nordeste, do Brasil e do mundo.
A obra da transposição de águas do Rio São Francisco precisa ter solução  de continuidade. Milhares de Nordestinos serão beneficiados com a conclusão dessa obra, que causará um impacto em torno de 20%  no combate à seca. As políticas de construção de cisternas deverão continuar,  poços tubulares,  açudagem,  construção de canais, barragens submersas, irrigação, etc.  A seca é um fenômeno natural, por isso o homem deve aprender a conviver com ela. A classe política do nosso país precisa entender melhor esse contexto e responder com atitudes  permeadas  de vontade política e de compromisso para  com todos.
            A sociedade deve se organizar mais ainda. Nesse dia 19 de março (dia de São José) haverá em Santa Cruz, mais um agito da água, onde as políticas públicas  serão temas debatidos com a participação de professores, estudantes, imprensa, escolas, universidades, sindicatos, igrejas, donas de casas, agricultores, políticos, etc. Cada um deverá  se irmanar num grande sentimento de unidade. Os governantes deverão ter papel fundamental nesse processo.
O povo deverá ser o condutor de toda essa engrenagem, afinal 2014 é ano de eleições e antes que a copa do mundo cobra todos com o seu véu, o dono da bola ainda é o povo.
        Nesse ano de 2013, em qualquer reunião que acontecer não será preciso determinar  que “não seja servida água a ninguém” para que todos  sintam o que é não ter água pra beber”.
O tempo é inclemente. Ele mesmo  anunciou.
Cabe a nós   agir e avançar.
Cada um  tem que fazer a sua  parte.
Viva Mons. Expedito Sobral de Medeiros.

(*)Pedagogo, funcionário do IBGE,
presidente da ABRAÇO POTIGUAR,
 membro do Movimento Água Para Todos
 - Um Expeditiano.



quarta-feira, 13 de março de 2013

CONCLAVE


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ORIENTAÇÃO DE SEGURANÇA ???

Oglobo

Na Bahia, polícia orienta cidadão a andar com dinheiro no bolso para não irritar o ladrão

Reprodução de dicas da Secretaria de Segurança da Bahia Foto: Reprodução
SALVADOR – Levar uma certa quantia de dinheiro no bolso para não irritar os ladrões durante os assaltos. Essa é uma das “dicas” que o site oficial da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) estava veiculando até o início da tarde desta terça-feira. A recomendação é: “carregue um pouco de dinheiro (para satisfazer o ladrão), mas poucos cartões”. A mensagem provocou forte reação na Assembleia Legislativa da Bahia, fazendo com que o governo retirasse a “dica” do site.

Mesmo assim, os deputados estaduais Carlos Gaban (DEM) e Uziel Bueno (PTC) apresentaram requerimento na Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa para convidar o secretário de Segurança, Maurício Barbosa, a falar sobre a polêmica “dica”. Os oposicionistas também querem explicações de Barbosa sobre os altos índices de violência registrados na Bahia, conforme revelado pelo recém-divulgado Mapa da Violência 2013.

Com a retirada da recomendação, ficaram as mais usuais: “depois de um assalto: não tente perseguir o ladrão, afaste-se do local, ligue rapidamente para 190 com todas as informações possíveis já organizadas, vá para a delegacia mais próxima registrar a ocorrência”.


segunda-feira, 11 de março de 2013

CORRUPÇÃO

Tatadetila

FOTO DO DIA

Tatadetila

FAÇA O QUE EU DIGO,NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO

O Estado de S.Paulo

Ministros do TCU ganham R$ 53 mil para viagens e 'escondem' os roteiros

O Tribunal de Contas da União (TCU) blindou seus ministros da divulgação de viagens feitas com verba pública. Decisões do plenário impedem o cidadão comum de saber para onde, e com qual justificativa, as autoridades emitiram passagens aéreas bancadas pelo contribuinte. A justificativa é que informar deslocamentos pregressos, feitos nos dois últimos anos, pode trazer "risco à segurança" dos integrantes da corte.
A negativa foi dada em processos nos quais o Estado pediu, via Lei de Acesso à Informação, detalhamento das despesas com voos para "representação do cargo", ou seja, para cumprir compromissos supostamente institucionais, como palestras, solenidades, congressos e homenagens.
Por meio de uma resolução editada em 2009, os ministros do TCU asseguraram para si próprios, além de auditores, procuradores e subprocuradores do Ministério Público que atuam na corte, o direito aos bilhetes, concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a magistrados.
Segundo a norma de 2009, os integrantes do plenário teriam direito a gastar R$ 43,2 mil em voos com essa finalidade. O valor da verba foi atualizado e corrigido pelo IPCA, e, hoje, os ministros podem gastar até R$ 53 mil com viagens.
Para demais autoridades, o montante, atualizado, pode ser de R$ 26,9 mil ou R$ 17,9 mil.
Os dados completos das viagens eram fornecidos pela Secretaria de Comunicação do tribunal até 2011, mas os ministros recuaram. Com a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, em maio do ano passado, passaram a negá-los.
Constrangimento. Os despachos em resposta ao Estado dos ministros Benjamin Zymler e Raimundo Carreiro não explicam como a integridade física dos ministros pode ser ameaçada com a divulgação de viagens pregressas.
Segundo fontes do tribunal, a negativa visa a evitar constrangimento, pois é comum as autoridades usarem a verba para viajar aos Estados de origem, nos fins de semana e feriados.
O TCU só abre agora a data e o valor dos voos, mas omite os destinos e as justificativas. As tabelas enviadas ao Estado mostram que só a ministra Ana Arraes consumiu R$ 40 mil em 39 viagens em 2012. Aroldo Cedraz usou mais R$ 30 mil naquele ano e mais R$ 37 mil em 2011, em 48 deslocamentos. Por que e para onde foram é uma incógnita.
Hermético. Na prática, o tribunal tem sido, nesse aspecto, mais hermético que os órgãos que fiscaliza. No Executivo e no Legislativo federais, as mesmas informações estão disponíveis na internet, sem a necessidade de pedido por meio da Lei de Acesso à Informação.
Para Cláudio Weber Abramo, diretor executivo da organização Transparência Brasil, não há justificativa para omitir os dados. "É a posteriori. Como falar em risco meses depois de as viagens terem ocorrido? É uma justificativa cínica", critica.
Segundo Abramo, a situação é "lamentável, mas esperada" num contexto em que cabe aos ministros julgar os pedidos de acesso às próprias despesas. No TCU, essas solicitações têm tratamento diferenciado, sendo apreciadas pela Presidência, e não pela Ouvidoria, com servidores de carreira. Há a possibilidade de apenas um recurso ao colegiado de ministros - no Executivo, são quatro. "Se eles podem decidir em causa própria, vão fazê-lo", comenta Abramo.
Conforme o TCU, uma decisão sobre a divulgação das viagens será tomada no futuro, quando o tribunal classificar as informações que, em seu entendimento, podem "se revestir de sigilo". Medida idêntica foi adotada na gestão de Carlos Ayres Britto na presidência do Supremo Tribunal Federal, que protelou por meses o atendimento aos pedidos, mas foi revogada.
As normas do TCU que tratam da Lei de Acesso à Informação, porém, não dão espaço para esse tipo de manobra.
Recurso. Na análise de recurso apresentado pelo Estado, a consultoria jurídica do TCU entendeu que a presidência do tribunal descumpriu a Lei de Acesso, pois não obedeceu aos prazos e tampouco apresentou os motivos da recusa. "A lei não prevê tal hipótese de dilação indeterminada de prazo na análise dos pedidos. (...) A análise em questão deveria ter sido realizada em sua completude", diz o relatório.
O relator, Benjamin Zymler, votou para que o caso fosse reanalisado, mas foi vencido pelo ministro Carreiro, que apresentou voto contrário, seguido pela maioria. No plenário, só André Luís de Carvalho votou com Benjamin Zymler.
A abertura de outras despesas tem sido negada pelo tribunal, a exemplo dos reembolsos de despesas médicas. As agendas dos ministros não são divulgadas na internet, o que favorece a discreta atuação de lobistas nos gabinetes. Mesmo que não tenham tarja de sigilosos, os processos não podem ser consultados, exceto pelas partes. Só após o julgamento, os relatórios técnicos são apresentados ao público.
Para Cláudio Weber Abramo, a pressão da opinião pública é que poderia mudar a situação e favorecer a abertura dos dados: "(Os ministros) só reagem com a faca no pescoço".
Limite. O Tribunal de Contas da União informou, em nota, que trabalha para, "o mais breve possível", classificar as suas informações e, assim, divulgá-las "nos limites da lei".
A corte não respondeu a nenhum dos oito questionamentos do Estado, enviados na quinta-feira. "Com o advento da Lei de Acesso, ao mesmo tempo em que se passou a permitir a qualquer cidadão pleitear informações aos órgãos públicos, também exigiu-se que determinados dados fossem resguardados", justificou o tribunal.

sábado, 9 de março de 2013

PESSIMISTAS VERSUS OTIMISTAS

Terra

Pessimistas vivem mais que otimistas, aponta pesquisa

Pessimistas são mais satisfeitos com a vida que otimistas Foto: Getty Images

Se você é pessimista, acredite numa boa notícia. A Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, realizou uma pesquisa durante 10 anos com 40 mil pessoas entre 18 e 96 anos, apontando que os pessimistas vivem mais que os otimistas. O resultado foi publicado no jornal Últimas Notícias, da Venezuela, que recolheu os dados do site Actualidade.rt. 
“A pesquisa mostrou que os riscos de sofrer algum problema de saúde ou morte prematura são mais altos nos otimistas. O pessimismo em relação ao futuro faz com que as pessoas se cuidem mais em relação à saúde e à segurança”, afirmou Frieder Lang, um dos autores do estudo. Depois de uma década de acompanhamento, o resultado mostrou que os pessimistas têm 9,5% de chance a menos de apresentar algum problema de saúde e 10% menos riscos de sofrer uma morte prematura.
Os voluntários que participaram da pesquisa foram divididos em três grupos por idade: entre 18 e 39 anos; entre 40 e 64 anos; e maiores de 65, que fizeram uma avaliação se estavam contentes com suas vidas e prognósticos sobre o futuro. As mesmas perguntas foram repetidas ao passar dos anos.
Os mais jovens mantiveram a tendência de superestimar suas expectativas de vida e o grupo de 40 e 64 anos mostrou expectativas mais próximas da realidade. Já os mais velhos se mostraram bastante pessimistas em relação ao futuro. No fim da pesquisa, os que haviam feito prognósticos mais pessimistas se sentiam muito mais satisfeitos com suas vidas e mostraram menos riscos de doença e morte prematura.

TÁ NA MODA NO NE

Tatadetila

DESENHANDO 2014

jconline

Jarbas joga Eduardo e o PSB contra o PT

Jarbas (D), com o prefeito Geraldo Julio: força total ao PSB   / Clemilson Campos/JC Imagem

Se ainda pairava sobre a cabeça dos incrédulos alguma nuvem de dúvida sobre a solidez da reconciliação entre o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ela foi dissipada nesta sexta-feira (8). Em visita à Prefeitura do Recife, o senador não só voltou a elogiar o antigo desafeto como lançou sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2014, contra o palanque da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

“Eu acho que ele (Eduardo) é candidato, poderia dizer mais, eu acho que é candidatíssimo. Estou engajado nesse projeto e, inclusive, disposto a trabalhar dentro do meu partido, nas bases e dentro do Senado da República, com alguns senadores, para promover alguns encontros”, afirmou Jarbas, em entrevista após encontro de uma hora com o prefeito Geraldo Julio (PSB).

Para Jarbas Vasconcelos, a tentativa do PT de “estimular desavenças” no PSB - alimentando os irmãos Cid (governador do Ceará) e Ciro Gomes com críticas a Eduardo Campos – é um “sequestro” do direito dos brasileiros a outras alternativas de poder.

“O governo, o PT, o comando do PT, essas pessoas não podem sequestrar, tentar um sequestro de alternativas ao Brasil. Não pode ficar nessa coisa de PT reiteradamente, que não quer que a oposição ou fora da oposição uma pessoa, como Eduardo Campos, que pertence ao núcleo do governo, mostre uma postulação”, criticou.

Instado a responder se o PT estaria reagindo de forma exacerbada aos movimentos políticos do líder socialista, Jarbas disparou: “Isso parece que é um fim de mundo, isso parece que não pode acontecer. Isso, na prática, é sequestrar, é não querer que surjam alternativas de poder, perspectiva, expectativa de poder dentro do País, isso é ruim. Acho que, pelo que se conhece de Eduardo, ele vai levar isso (a candidatura) à frente”, ponderou o senador.

A versão propagada por petistas, de que a candidatura de Eduardo serviria apenas para forçar um segundo turno, quando ele terminaria nos braços da presidente Dilma, foi negada de forma veemente pelo senador peemedebista. “Não acho que Eduardo seria candidato para ajudar Dilma num segundo turno. Ele é candidato para ganhar, ele é candidato para levar a eleição para o segundo turno e disputar. Não vai fazer jogo, não vai entrar para provocar, vai entrar para ganhar a eleição, tem mostrado isso.”

Sempre ácido com a figura do ex-presidente Lula, Jarbas criticou a antecipação da corrida sucessória, classificando como “péssima” para o Brasil e para a presidente Dilma. “O Lula cometeu uma insanidade política no momento que lançou a presidente da República (à reeleição). Péssimo para o País, porque nós vamos ter uma antecipação de eleição (campanha) que só se daria em fevereiro, março de 2014 e foi antecipado para fevereiro/março de 2013”, arrematou.

sexta-feira, 8 de março de 2013

SAÚDE DA MULHER

Terra

Cerveja beneficia o coração e ajuda na luta contra balança

Com teor alcoólico considerado baixo, entre 3 e 8%, a cerveja é uma bebida fermentada, produzida com ingredientes naturais Foto: Getty Images

Seja para brindar bons momentos ou conversar com as amigas no bar, a cerveja tem conquistado cada vez mais o universo feminino. Mas, com o prazer de degustar a bebida, vêm, para algumas mulheres, os medos causados pelo efeito do álcool, como a popular “barriguinha de chope” ou até mesmo doenças no fígado. A bota notícia é que, se consumida moderadamente, a cerveja pode trazer uma série de benefícios à saúde feminina.
“O consumo moderado é de 20 g de álcool para homem, o que equivale a duas latas de cerveja, e 10 g para mulher por dia, o que equivale a uma. Tem que ser em porções fracionadas. Se você tomar 30 latas num único dia do mês, vai acumular a concentração de álcool e levar a efeitos negativos”, explica Fredson Costa Serejo, doutor em ciências biológicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “É preciso deixar claro que o consumo deve ser moderado. É como um medicamento. Se consumido corretamente, faz bem à saúde, mas se tomar em excesso, pode virar um veneno”, compara.
Com teor alcoólico considerado baixo, entre 3 e 8%, a cerveja é uma bebida fermentada, produzida com ingredientes naturais, como cevada e lúpulo, e possui de 15 a 35% de compostos fenólicos e substâncias antioxidantes, que protegem o organismo de radicais livres.
Alguns estudos ao longo dos anos mostram os benefícios que a bebida traz para a saúde, que envolvem auxílio para manter o peso, controle do colesterol e prevenção da osteoporose. 

DIREITOS HUMANOS

Oglobo

Pastor Marco Feliciano é réu por homofobia e estelionato


Feliciano disse que não pode ser considerado homofóbico por “conta de 140 caracteres”, usados em ataque no Twitter
Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

BRASÍLIA Em sessão tumultuada por protestos e com os votos mínimos necessários, o deputado evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) foi eleito nesta quinta-feira presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. 

Além de presidente da igreja Tempo de Avivamento e contrário ao casamento gay e ao direito ao aborto, o parlamentar é uma figura polêmica, alvo de processo por estelionato no Supremo Tribunal Federal, acusado de ter faltado a um evento pelo qual recebeu pagamento. 

Também responde a ação no STF por homofobia: foi denunciado no início deste ano pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que considerou discriminação uma das mensagens de Feliciano no seu Twitter, que dizia: “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

CONTROLE DA MÍDIA


 Eugênio Bucci é jornalista e professor da ECA-USP e da ESPM.

O PT não está de todo errado

O Diretório Nacional do PT, reunido em Fortaleza durante o final de semana (dias 1 e 2 de março), divulgou uma nota oficial para "conclamar o governo a reconsiderar a atitude do Ministério das Comunicações, dando início à reforma do marco regulatório das comunicações". O partido do governo explicita a sua divergência com o governo. Ou, mais precisamente, com o Ministério das Comunicações, que preferiu deixar o assunto para depois.

Com sotaque portenho, o Diretório Nacional proclama: "O oligopólio que controla o sistema de mídia no Brasil é um dos mais fortes obstáculos à transformação da realidade do nosso país". O Brasil não é a Argentina, Dilma Rousseff não é Cristina Kirchner, mas talvez a turma que redigiu o comunicado quisesse mudar também esses detalhes da "realidade do nosso país". O texto promete convocar uma "Conferência Nacional Extraordinária de Comunicação do PT, a ser realizada ainda em 2013, com o tema Democratizar a Mídia e ampliar a liberdade de expressão, para Democratizar o Brasil".

Até aí não há novidade nenhuma no flamejante palavreado do PT. Desde 2005, pelo menos, dirigentes da sigla fustigam empresas jornalísticas, numa escalada que não cessa. Afirmam que o julgamento do mensalão resultou de um complô urdido pelos donos de jornal em conluio com ministros do STF. Agora, a ameaça de convocar manifestações e forçar o governo a enquadrar órgãos de imprensa parece ser mais um capítulo de uma novela já conhecida, um tanto gasta, cujo objetivo é radicalizar o debate eleitoral que se avizinha. Num ambiente polarizado, será mais fácil jogar a culpa de todos os males do PT nas costas dos repórteres - e transformar "o oligopólio que controla o sistema de mídia no Brasil" no vilão do continente. A campanha de 2014 seria, então, uma campanha contra a "mídia oligopolizada", o dragão da maldade. O PT entraria na sua própria novela como o santo guerreiro. Salve, Jorge.

Mas a história não acaba aí. A questão é menos óbvia e mais complexa do que parece. Fora o panfletarismo e o tom inflamado, quase raivoso, há um ponto no qual o PT está com a razão. Ao menos em parte, está certo: o marco regulatório está na ordem do dia. Com ou sem disputa eleitoral, com ou sem maniqueísmos melodramáticos, o Brasil precisa de um novo marco regulatório da radiodifusão (e dos mercados conexos). Isso não tem nada que ver com cercear o conteúdo ou censurar o noticiário (como talvez queiram uns ou outros, petistas ou não), mas o contrário: a boa regulamentação só aumenta o grau de liberdade, como vemos hoje nos Estados Unidos, no Canadá e em vários países da Europa. Ela não é sinônimo de censura. A má regulamentação, ou a ausência dela, é que traz prejuízos maiores, inclusive para a liberdade.

Como afirmou o Estado em editorial de dois dias atrás, "um novo marco regulatório das comunicações é necessário e urgente, principalmente porque o marco em vigor, anterior ao advento da internet, está há muito tempo defasado". A nova legislação, sem ideologismos, deveria organizar a matéria (hoje dispersa um espinheiro normativo confuso e obsoleto), promover as atualizações que as tecnologias digitais exigem, destravar o crescimento do mercado (aprimorando as condições de concorrência) e arejar ainda mais a democracia (assegurando mais diversidade ao debate público e à cena cultural).

O PT fala de oligopólios e monopólios. Sem dúvida, precisamos de uma lei que dê os critérios (numéricos, de preferência) pelos quais se possa definir o que é monopólio ou oligopólio numa dada região (critérios que hoje não existem), mas esse está longe de ser nosso único entrave. Mais sério, hoje, é o problema da fusão indiscriminada de igrejas, partidos políticos e emissoras (ou redes inteiras) de rádio e televisão, o que tende a ferir a laicidade do Estado (e a radiodifusão, sendo serviço público, deve primar pela observância da mesma laicidade que vale para o Estado), o fisco e a concorrência leal entre as empresas (pois as igrejas gozam de benefícios tributários que as emissoras não têm e, se a separação entre as duas esferas não for rígida, as emissoras podem encontrar reforços financeiros impróprios quando se associam a igrejas). Sobre esse assunto a nota do PT não fala nada.

A influência crescente de políticos sobre empresas de comunicação é outro vício grave. Há parlamentares que são acionistas, parentes de acionistas ou mesmo dirigentes de emissoras, o que gera um flagrante conflito de interesses: como o Congresso Nacional é chamado a falar na concessão de canais de rádio e TV, seus integrantes não deveriam ter parte com esses negócios. Também por isso um novo marco regulatório é urgentemente necessário.

Há mais. O uso abusivo da propaganda de governo tem permitido ao poder uma interferência crescente sobre os meios de comunicação. Embora o governo federal mantenha esses gastos em patamares relativamente estáveis há anos, os governos de Estados e municípios vêm expandindo sem limites a sua publicidade. A ocasião de rever o marco regulatório seria uma oportunidade para disciplinar também essa matéria. Sem restrições, a verba de publicidade governamental concorre para desequilibrar e desvirtuar o mercado, arranhando o ambiente de liberdade de imprensa. Lembremos que na Argentina, onde há uma conflagração entre órgãos de imprensa e governo, o kirchnerismo elevou os gastos de publicidade oficial de 46 milhões de pesos em 2003 para 1,5 bilhão em 2011 (cerca de US$ 300 milhões).

Recusar o debate sobre um novo marco regulatório só porque a ideia foi abraçada pelo PT é um erro primário. Estamos falando aqui de uma necessidade estrutural do mercado e da democracia, não de uma bandeira de esquerda. Se alguns se aproveitam dessa necessidade para pedir censura, cabe aos democratas de qualquer partido esclarecer, limpar o terreno e propor a modernização necessária. Que já tarda.



FELIZ DIA DA MULHER !

terça-feira, 5 de março de 2013

IPHONE

Tatadetila

DOIS PESOS DUAS MEDIDAS

Oglobo

Além de salário acima do teto, diplomatas no exterior pagam só 9% de Imposto de Renda

BRASÍLIA — Além de receber salários que podem chegar a R$ 58 mil, os diplomatas brasileiros que estão no exterior pagam menos Imposto de Renda. Em vez de pagar uma alíquota de 27,5% sobre a remuneração, como ocorre com parte dos trabalhadores no Brasil, servidores do governo federal no exterior — diplomatas e adidos — têm desconto médio de apenas 9%. 

O benefício foi assegurado pela Lei nº 9.250, em 1995. A legislação diz que a base de cálculo mensal para a cobrança do imposto incide sobre apenas 25% do total de rendimentos. Segundo a Receita Federal, os 75% restantes são isentos.

Levantamento publicado pelo GLOBO ano domingo mostrou que pelo menos 132 diplomatas brasileiros residentes no exterior ganham acima do teto salarial permitido, que é de R$ 26.723,13, vencimento mensal dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e da presidente da República. O salário mais alto é o do embaixador do Brasil na República do Congo, Paulo Américo Veiga Wolowski, que ganhou, em janeiro, R$ 58,9 mil.

Ontem, o Itamaraty explicou que os salários de diplomatas no exterior passam o teto do funcionalismo público porque eles recebem verbas indenizatórias. Segundo o Itamaraty, parcelas de natureza indenizatória compõem a remuneração dos funcionários em missão fora do país, mas esses repasses, por lei, não podem ser contabilizados como salário. 

Décimo terceiro e férias contam como verba indenizatória, bem como indenização de representação no exterior, auxílio-família, ajuda de custo de exterior, diárias no exterior e auxílio-funeral no exterior.

Segundo levantamento do GLOBO, considerando só o salário bruto informado pelo Itamaraty no Portal da Transparência, ao menos 28 diplomatas no exterior ganham acima do teto. Outra justificativa do Itamaraty para os supersalários é que, como os pagamentos no exterior são feitos em moeda norte-americana, é preciso considerar a taxa de câmbio, que flutua.

“Será sempre necessário observar a variável, reconhecidamente instável, que é a taxa de câmbio. Diferentemente dos salários pagos no Brasil, que não variam em função do câmbio, os salários pagos no exterior, quando transformados em reais, variam diariamente. Também é necessário levar em conta que, a exemplo de outros governos e de organismos internacionais, os salários de funcionários públicos no exterior são adequados ao custo de vida de cada país”, explicou o órgão.

Itamaraty: problema técnico causou atraso

Missões assumidas por diplomatas em países africanos, na Ásia e no Norte europeu estão no topo da lista dos supersalários. O embaixador brasileiro no Iraque, Ánuar Nahes, recebia R$ 58.941,03 em janeiro. Sua colega Ana Lucy Gentil Cabral Petersen, em Angola, recebia R$ 57.294,93, e Marcos Bezerra Abbott Galvão, no Japão, R$ 57.226,18.

O Itamaraty justificou ontem a demora em divulgar os vencimentos de seus funcionários no exterior. Afirmou que a informação não foi mantida sob sigilo, apenas deixou de constar do Portal da Transparência (que divulga os salários dos funcionários públicos) por um problema técnico. “Os salários não haviam sido incluídos antes por uma dificuldade técnica de incluir valores em dólares no Portal da Transparência, jornalistas individualmente podiam solicitar informações por intermédio da Lei de Acesso à Informação e efetivamente o fizeram de forma pontual. Tão logo o problema técnico foi resolvido, os salários foram divulgados no portal”.

Os dados dos demais servidores tinham sido divulgados ano passado, e o Portal da Transparência, coordenado pela Controladoria Geral da União (CGU), só liberou a consulta aos vencimentos da diplomacia no exterior na noite da última sexta-feira. O GLOBO solicitara os dados antes da divulgação, e, por três vezes, o acesso foi negado sob argumento de que até o final de fevereiro as informações estariam disponíveis no site da CGU.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, informou ontem que apresentará requerimento na comissão para que o Tribunal de Contas da União (TCU) envie cópias da auditoria nos salários pagos aos diplomatas e as decisões tomadas sobre a questão. Ele quer saber por que o TCU revogou sua própria decisão que determinava o corte dos salários. O senador pedirá cópia dos processos para que o Congresso analise a questão e tome conhecimento dos critérios para os pagamentos dos salários acima do teto salarial. No final de 2012, o TCU cobrou do Itamaraty o respeito ao limite do teto salarial do funcionalismo. Mas a decisão foi anulada em dezembro por conta de um recurso do Ministério das Relações Exteriores. 

O caso ainda está pendente de julgamento no TCU.



segunda-feira, 4 de março de 2013

A CURA DA AIDS

ZeroHora

Médicos anunciam cura funcional do HIV em bebê nos Estados Unidos

Médicos anunciaram no domingo que um bebê foi curado da infecção pelo vírus HIV pela primeira vez. A notícia, divulgada pelo jornal The New York Times pode levar ao desenvolvimento de tratamentos mais agressivos contra o vírus em recém-nascidos, causando grande redução no número de crianças convivendo com a AIDS.
A criança, nascida na área rural do Estado americano do Mississipi, foi tratada com drogas antirretrovirais depois de 30 horas de seu nascimento, procedimento que não é normalmente adotado. Se estudos futuros comprovarem que o método funciona com outros bebês, certamente mudará o tratamento de recém-nascidos infectados em todo o mundo. A ONU estima que há mais de 3 milhões de crianças vivendo com HIV no mundo.
Caso a notícia seja confirmada, o bebê do Mississipi seria apenas o segundo caso documentado de uma cura no mundo. O primeiro caso de alguém curado do HIV foi Timothy Brown, conhecido como o "paciente de Berlim", homem de meia idade com leucemia que recebeu um transplante de medula de um doador geneticamente resistente ao vírus.