quarta-feira, 5 de setembro de 2012

PROVÉRBIO


BEBIDA EM EXCESSO

Portal Terra
Estudo: excesso de bebida dificulta a recuperação de traumas
 Foto: Getty Images

Além de não resolver os problemas, excesso de bebida pode tornar mais difícil que a pessoa se recupere de experiências traumáticas, aumentando o risco de transtorno de estresse pós-traumático. As descobertas são de pesquisadores do Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo, e do Centro de Bowles de Estudos do Álcool, ambos nos Estados Unidos, e foram divulgadas pelo jornalDaily Mail.
Ao longo de um mês, os cientistas deram a alguns ratos doses de álcool e os compararam a outros que não tiveram acesso à bebida. Então, usaram leves choques elétricos para que os animais temessem um som específico. Quando o barulho começou a não vir acompanhado pelo choque, os que não tiveram acesso ao álcool gradualmente passaram a não temê-lo, enquanto os outros não pararam de ficar “congelados” no lugar aguardando o incômodo.
Depois, a equipe avaliou o cérebro dos ratos. Constatou que as células nervosas no córtex pré-frontal dos expostos ao álcool funcionava de maneira diferente. Fora isso, a atividade de um receptor-chave, o NMDA, foi suprimida nos que receberam doses elevadas do líquido.

O padrão é semelhante ao que é visto em pacientes com estresse pós-traumático, que têm dificuldade para superar o medo, mesmo quando não estão mais em uma situação perigosa. A explicação seria que a exposição crônica ao álcool pode causar um déficit na forma como os centros cerebrais cognitivos controlam os centros cerebrais emocionais.

CHARGE

Colaboração Tatadetila


O ALIMENTO DO POPEYE

Oglobo
Espinafre com silício produz mais energia que células solares


As propriedades elétricas do silício são adaptadas para combinar com a proteína
Foto: Divulgação

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, desenvolveu uma maneira de combinar a proteína fotossintética do espinafre com o silício, material que converte luz em energia eletroquímica. O resultado é uma corrente elétrica maior do que a geralmente registrada por células solares híbridas.

— A combinação produz níveis quase mil vezes maiores do que fomos capazes de alcançar pelo depósito de proteína em metais. Gera também ainda mais tensão — revela David Cliffel, um dos autores do estudo. — Se continuarmos nesta trajetória de aumento de níveis de corrente, podemos atingir, em três anos, uma ampla gama de tecnologia de conversão de energia solar.

Uma hipótese para o sucesso do experimento, dizem os cientistas, é a adaptação das propriedades elétricas do silício para atender a proteína. Isso é feito através da implantação de átomos carregados eletricamente para alterar a propriedade do elemento.

O próximo passo dos pesquisadores é criar uma célula solar de silício que utilize esta propriedades. Um painel de dois metros de altura com esta tecnologia poderia gerar, no mínimo, 100 miliamperes em um volt. É o suficiente para abastecer diversos tipos de aparelhos eletrônicos de pequeno porte.

Há mais de 40 anos, cientistas descobriram que proteínas envolvidas na fotossíntese continuam a funcionar mesmo quando extraídas a partir de plantas como espinafre. Descobriram também que a eficiência de geração elétrica é de 100%, em comparação com os 40% menos do obtido com dispositivos artificiais. Desde então, pesquisadores de todo o mundo buscam usá-las para criar células mais eficientes.

NÍVEL MÉDIO TEM SALÁRIO MELHOR

Jornal daTarde

Salário de técnico é maior que o de recém-formado

Quem procura uma carreira com bons salários e perspectiva de crescimento tem mais chances de se dar bem caso opte por um curso técnico, em vez de um curso universitário. É o que mostra um levantamento feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 17 Estados e no Distrito Federal.
De acordo com o estudo, os profissionais técnicos mais buscados no Estado de São Paulo são projetistas e técnicos em manutenção. Os salários brutos iniciais nessas carreiras giram em torno de R$ 4,1 mil e R$ 3,5 mil, respectivamente.
Os valores são maiores que os salários de analistas de sistemas e designers iniciantes por exemplo, segundo o Senai. A organização não especifica quanto recebem por mês os novatos nessas duas outras profissões, que requerem curso universitário, mas é possível comparar a renda dos técnicos com os ganhos iniciais de outras categorias, listadas no gráfico ao lado.
De olho nas oportunidades para técnicos, o estudante Fernando Antonio Cracco Filho, de 25 anos, largou a faculdade de comércio exterior pela metade e veio de Birigui para a capital paulista no meio do ano passado para cursar um técnico em petróleo e gás. “É uma área que vai ser promissora por bastante tempo, e, como técnico, fica mais fácil de eu entrar no mercado de trabalho”, diz.
Ele espera conseguir emprego no ramo logo que concluir o curso, em dezembro, e quer ganhar pelo menos R$ 2,5 mil mensais. Em São Paulo, um iniciante na área de comércio exterior recebe em média R$ 1.568, se conseguir emprego em uma grande empresa, de acordo com dados de março deste ano da consultoria Millennium RH.
“É possível perceber uma demanda por profissionais com formação técnica em diversas áreas, com destaque em São Paulo para as de tecnologia da informação e de construção civil”, diz o gerente de integração da Catho Educação, Tiago Sereza. “As vagas estão voltadas para quem tem visão prática e capacidade de se atualizar com rapidez.”
O especialista afirma ainda que, ao escolher ingressar numa área técnica, é preciso estar pronto para renovar os conhecimentos e detectar novas demandas. “Os cursos técnicos abrem oportunidades em companhias que buscam gente com capacidade de contribuir com as necessidades imediatas do mercado. E é importante, sempre que possível, dar continuidade aos estudos para conseguir cargos de maior responsabilidade e evoluir na sua área de atuação”, completa Sereza.
A pesquisa do Senai aponta também que, mesmo após dez anos de experiência, os técnicos ganham mais que profissionais com diploma universitário.

Em São Paulo, por exemplo, a renda média de 21 carreiras técnicas, depois de uma década de trajetória, é de R$ 6.018,33. Segundo o Senai, isso é maior que o salário de um farmacêutico ou de um engenheiro mecatrônico com o mesmo tempo de experiência.
No mundo
Na visão do Senai, ainda falta se difundir no Brasil que o curso técnico é uma opção viável para quem deseja crescer profissionalmente. O Senai cita em seu relatório um levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo o qual metade dos estudantes de países desenvolvidos opta por cursos profissionalizantes de nível médio, como os técnicos.

“No Brasil, esse volume é inferior a 30%”, aponta o Senai. Por outro lado, a OCDE indica que a procura por cursos técnicos em nações ricas é fruto de programas voltados para fomentar competências próprias para os mercados daqueles países.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

PROVÉRBIO

Colaboração Tatadetila

IMAGEM DO DIA

SITUAÇÃO DE NATAL
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Foto Alex Fernandes - TN

PARQUE DAS DUNAS

Diariamente uma grande quantidade de pessoas vai ao Parque das Dunas, fazer a caminhada diária. A grande maioria é de pessoas de meia idade pra cima.

O Parque das Dunas é público e administrado pelo Idema, órgão do governo estadual , vinculado a Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente.

Antes existia uma roleta na entrada, mas, depois de muitas reclamações e de entalar alguns gordos na passagem, desistiram e liberaram os portões.

Agora são carros de policiais , funcionários do Idema, funcionários de um restaurante no interior do parque, que insistem em transitar no meio dos caminhantes as 6 horas da manhã.

Hoje, um carro fechado com dois funcionários do Idema, transitou de forma acintosa por entre as pessoas. Depois das queixas de algumas senhoras, o carro deu mais uma volta no parque, pra mostrar quem é que manda.

Alguns dos participantes assíduos do Bosque, sugeriram que fosse feito um abaixo assinado para que alguma providência fosse tomada.

Eu na minha incredulidade neste governo que gasta três vezes mais com propaganda do que com serviços essenciais, limitei-me a dizer :
- Quem não cuida do maior hospital de urgência do estado, vai cuidar de parques ?

CHARGE

SITUAÇÃO DO HWF

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

IMAGEM DO DIA

ALAN FONTELES

BLOGUEIRA MIRINS



Críticas a escolas unem blogueiras mirins de Brasil e Escócia
Divulgação
Embora uma esteja em Argyll, na Escócia, e a outra em Florianópolis, no Brasil, as meninas Martha Payne, de 9 anos, e Isadora Faber, de 13, têm muito em comum. Tímidas, porém questionadoras, as duas sonham em ser jornalistas e chamaram a atenção da mídia ao criticar as escolas onde estudam em blogs na internet, cobrando das autoridades soluções para os problemas.
A convite da BBC Brasil, as duas blogueiras-mirins trocaram vídeos contando mais sobre a experiência pessoal de cada uma. Martha ficou feliz em saber que serviu de inspiração para Isadora.
"Bom trabalho! Aposto que você também vai inspirar muitas outras crianças ao redor mundo!", disse a escocesa no vídeo.
Ainda no final de abril, a escocesa criou o blog "Never Seconds" (Nunca Repetir o Prato, em tradução livre), criticando a pouca quantidade e baixa qualidade da merenda em sua escola. Além de apontar que alguns alimentos não eram saudáveis, Martha dizia que muitas vezes chegava em casa ainda com fome.
Na época, a BBC Brasil entrevistou o pai da menina, Dave Payne, trazendo a história para o público brasileiro. Na capital de Santa Catarina, Eduarda Faber, de 15 anos, leu a reportagem na internet e mostrou para a irmã mais nova.
Conhecida na família por seu lema "tacar o horror", Isadora, que desde muito antes já dizia que pretende trabalhar como repórter, se inspirou pela ideia e logo enxergou a possibilidade de expandir o projeto.
"Se ela falou das merendas e deu resultado, vou falar também de outras coisas, porque minha escola tem mais problemas", foi a reação da garota, relembra a mãe, Mel Farber.
Brasil
Por ser mais nova, Martha divulgou as fotos das merendas em um blog montado e mantido com a ajuda do pai. Já a pré-adolescente brasileira criou sozinha a página "Diário de Classe: A Verdade" no Facebook, com fotos de bebedouros e ventiladores quebrados, uma quadra sem cobertura e até um pedido para que um professor fosse substituído.
"Estamos no Brasil, as coisas podem ser mais difíceis", aconselhou a mãe. "Mas mesmo assim ela embarcou na ideia e seguiu firme", conta.
Dias depois, após sites de notícias, jornais e programas de TV darem destaque ao assunto, o governo local anunciou a troca do professor e uma série de reformas foram iniciadas na escola.
Como boa jornalista, Isadora está de olho e vem postando fotos das obras que incluiem pintura da escola, novos banheiros, instalação de novas portas e até de um telefone público novo.
O blog da escocesa Martha foi lido por quase 8 milhões de pessoas em quatro meses e a página da brasileira Isadora no Facebook, em pouco mais de um mês já conquistou quase 200 mil seguidores.
Reações
Martha também conseguiu o que queria. Seu blog virou notícia não só na Grã-Bretanha mas em diversos países, e sobretudo nos Estados Unidos e na Austrália, muitas crianças copiaram a ideia.
"Sei que também há projetos semelhantes na França, Alemanha e na Nova Zelândia", diz Dave. "Mas a grande maioria foca no assunto das merendas. A página da Isadora é a primeira a tratar de tantos assuntos, em um lugar tão longe, e sem dúvida é a que rendeu mais repercussão até agora", acrescenta o pai da menina.
Tanto a escocesa como a brasileira, no entanto, tiveram que manter-se firmes diante de represálias dentro e fora da escola. "Os professores apoiavam, mas o conselho de educação da região não gostou e acabou retaliando", diz Dave. Em junho, o conselho de Argyll decidiu que a menina não poderia mais postar fotos de merendas em seu blog e proibiu os professores de comentarem o assunto em sala de aula.
"É difícil, porque o governo é muito maior do que nós. Ela se assustou, mas logo expliquei que os adultos ficaram bravos porque estavam com muita vergonha", explica o escocês.
Em Florianópolis, professores, coordenadores, a diretora e até as merendeiras da escola quiseram impedir Isadora de continuar com as críticas. "Puxavam o prato da mão dela na hora da merenda. Foi sério. Ela sofreu repressão mesmo e ainda não terminou, porque a reforma da escola está na metade. Mesmo assim ela nunca faltou à aula", diz Mel.
A página da catarinense entrou no ar no dia 13 de julho, mas só ganhou repercussão nacional nesta semana.
"Tive até que me afastar do trabalho. Ela tem dado entrevistas todos os dias, para jornal, portais, telejornais. Não posso deixá-la sozinha", diz a mãe da catarinense.

COPA 2014

Jornal do BrasilIves Gandra Martins* 

Dinheiro público e Copa 

Não estou convencido de que a Copa do Mundo e a Olimpíada trarão um benefício maior ao país. Creio mesmo que, objetivando viabilizar os dois eventos, questões da mais alta prioridade para o interesse nacional estão sendo deixadas de lado. Estamos a construir estádios com dinheiro público, que poderão, como na África do Sul, tornar-se elefantes brancos. A prefeitura de São Paulo colocou 420 milhões de reais e o governo do estado, 70 milhões para construir um estádio, quando havia outras opções mais baratas e sem necessidade de usar dinheiro governamental.
É de se lembrar que o orçamento da cidade de São Paulo, que tem população maior do que a da maioria dos países do mundo, é limitado, de apenas 30 e pouco bilhões de reais. Vale dizer, meio milhão de reais foi tirado para um estádio, quando há problemas reais deeducação, saúde, enchentes, vias esburacadas, abastecimento, trânsito etc não solucionados,  que demandam recursos, e para os quais o seu orçamento parece ser insuficiente!
Por outro lado, toda a infraestrutura necessária — esta, sim, de utilidade após os eventosesportivos — está atrasadíssima, por incapacidade gerencial — segundo notícias de jornais —, gerando fundados receios de que não a teremos com o mínimo de adequação para a Copa de 2014.
A espetacularização política parece, no caso, prevalecer sobre a competência administrativa, razão pela qual aeroportos, estradas, hotéis, trânsito urbano e soluções de transporte interno representam uma gama de problemas com soluções pífias até o presente.
A própria preparação esportiva não tem merecido — esta, sim, mereceria — atenção maior, como demonstrou a medíocre performance dos nossos atletas em Londres, onde apenas o vôlei, em que somos potência tradicional, teve desempenho  digno, nas quatro modalidades que disputamos com medalhas em todas elas. Destacaram-se, ainda, talentos isolados, decorrentes mais do esforço pessoal do que de apoio técnico-governamental. A seleção de futebol, "sensação do torneio", teve que se contentar com uma medíocre atuação na final e sem o ouro.
Preferiria que o Brasil gastasse mais em todas as suas indiscutíveis necessidades e investisse, aí, sim, se justifica dinheiro público, no aperfeiçoamento do esporte (futebol e outras modalidades), do que gastar recursos públicos em obras faraônicas, que poderão se transformar em monumentos inúteis.
Os 15 dias de cada evento estão levando o Brasil a deixar de lado o que é mais relevante e deseja há muito mais tempo (reformas política, tributária, trabalhista e administrativa). É preciso repensar o modelo. A receita tributária tem sido gerida pelo Estado "pro domo sua", e não em prol das verdadeiras necessidades de um país, cuja renda per capita não condiz com a de muitas nações de PIB consideravelmente menor e não desenvolvidas. Tanto assim é que 35% da riqueza nacional são usados, todos os anos, para custear uma máquina burocrática esclerosada.
Enfim, os holofotes destas duas quinzenas de eventos não justificam, a meu ver, tantos desvios de enfoque e tanta protelação de projetos prioritários para o bem do país.
* Ives Gandra da Silva Martins é jurista. -- ivesgandra@gandramartins.adv.br

PROVÉRBIO

Colaboração Tatadetila

A CRISE DO PSDB.

Enviado por Tatadetila.

Em São Paulo, José Serra ameaça protagonizar um dos maiores vexames da sua carreira política. 

Poderá nem chegar ao segundo turno, empurrado pelos alarmantes 43% de rejeição que está enfrentando e por repetir os velhos erros das campanhas anteriores – não divide o comando com ninguém e se vale de um marketing ultrapassado. 

Enquanto o paulistano dá sinais de que cansou de Serra, o PSDB vive clima de barata-voa porque essa derrocada poderá ferir de morte qualquer pretensão presidencial do partido em 2014

A SOMA E O RESTO

Texto enviado por Leó.

OS QUE ESTÃO VIVOS E OS MORTOS

No fundo estamos condenados ao mistério. As pessoas dizem, eu gostaria de sobreviver além da minha materialidade... Eu não acredito que vá sobreviver, mas , pelo menos na memória dos outros, você sobrevive.


Vivi intensamente isso com a perda da Ruth. Olhando para trás, é claro
que ela estava com um problema grave de saúde. Apesar disso fizemos uma viagem longa e fascinante à China. É como se o problema não existisse. A gente sabe que um dia vai morrer e no entanto vive como se fosse eterno.


Depois da morte de Ruth e, mais recentemente, de outros amigos, como Juarez Brandão Lopes e Paulo Renato, eu me habituei  a conversar com os que morreram. Não estou delirando. Os mortos queridos estão vivos dentro da gente. A memória que temos deles é real.


À medida que vamos ficando mais velhos, convivemos cada vez mais com a memória. Conversamos com os mortos. Por intermédio da Ruth, passei a lembrar mais dos outros que morreram, dos meus pais, meus avós. Os que morreram e nos foram queridos continuam a nos influenciar. O que não há mais é o contrário. Não podemos mais influenciá-los.


Eu não penso na morte. Sei que ela vem. Já senti a morte de perto. Não em mim. Senti a morte de perto nos meus. E procuro conviver com ela através da memória


Os que se foram continuam na minha memória e eu converso com eles. Minha mãe, meu pai, minha avó, minha mulher, meu irmão, meus amigos que se foram são meus referentes íntimos. Tudo isso constitui uma comunidade – posso usar a palavra – espiritual, que transcende o dia a dia.


Então, a morte existe, ela é parte da vida, é angustiante, não se sabe
nunca quando ela vai ocorrer. Eu só peço que ela seja indolor. Não sei
se será. Ninguém sabe como e quando vai morrer. Pessoalmente, tenho mais medo do sofrimento que leva à morte do que da morte propriamente dita.


Se não é possível ter a pretensão utópica de sobreviver como pessoa
física, é possível ter a aspiração de viver na memória, começando por
conviver com a memória dos que se foram. Isso tem alguma
materialidade? Nenhuma. Isso é científico? Não é. Mas é uma maneira de você acalmar sua angústia existencial.


"Os mortos queridos vivem dentro de nós. Os que morreram continuam a nos influenciar. Nós é que não podemos
mais influenciá-los."

SENTIDO DA VIDA

Aos 80 anos creio que cada um cria o sentido de sua vida. Não há um
único sentido. Isso é muito dramático. Cada um tem que tentar criar o
seu sentido.


Nesse ponto os existencialistas têm razão. É muito angustiante. Tem
uma dimensão da existência que é inexplicável. Ou você consegue conviver com isso no dia a dia sem apelar para a transcendência – digo no dia a dia porque, de vez em quando, todo mundo apela... – ou você tem que criar algum sentido para justificar, se não explicar, o sentido das coisas.


Eu criei, imagino que sim. Achei que devia ter uma ação intelectual
para entender e para mudar o Brasil.


Na verdade é isso que eu queria, mudar as condições de vida no Brasil.


A literatura me influenciou muito, sobretudo a nordestina, José Lins
do Rego, Graciliano Ramos, Jorge Amado. Depois as Vinhas da Ira, de
John Steinbeck, sobre a revolta social na América da Grande Depressão.


Ou mesmo Roger Martin Du Gard com Os Thibault e, já noutra direção,
André Gide e, também, a metafísica de A montanha mágica, de Thomas Mann. Esse caminho da literatura me contagiou e me levou à política.


Passei a vida inteira tentando entender melhor a sociedade, os
mecanismos que podem levar a uma sociedade mais decente, como digo hoje, não apenas mais rica, e sim mais decente.


Tem que haver, é claro, algum grau de riqueza, senão a miséria, a
escassez, predomina e então não se tem nem liberdade nem igualdade. A escassez é a luta, a guerra pela sobrevivência. Tem que haver um certo bem-estar material. Além disso, porém, é preciso criar uma condição humana de dignidade, de decência, de aceitação e respeito pelo outro.


Tentei entender isso do ponto de vista intelectual e fazer a mesma
coisa do ponto de vista político. Então acho que dei um certo sentido
à minha vida. Esse sentido tem que ser dado por cada um. Não está dado que todos tenham que ter o mesmo sentido e haverá quem nunca encontre sentido na vida e fique batendo cabeça.


"Quando se vai ficando velho e, portanto, mais maduro, você tem que valorizar mais a felicidade, a amizade, essas coisas que, no começo da vida, parecem secundárias."

Essa angústia vai ser permanente. Não tem solução. É parte da condição humana. Não sabemos de onde viemos, não sabemos para onde vamos. Tampouco sabemos por que e para que estamos aqui. O que não podemos é deixar que essa angústia da morte e da ausência de um destino claro nos paralise.


Cada um tem que inventar sua resposta. Cada um tem que dar sentido à sua vida. Ela não tem sentido em si. Esse sentido não está dado. 

Cada um tem que construir o seu sentido. E vai sofrer para encontrar.
Uma resposta está no próprio convívio com os outros. Inclusive com os mortos. Talvez isso arrefeça um pouco a angústia. Não se vive sem
amizade, sem amor, sem adversidade.


Quando se vai ficando velho e, portanto, mais maduro, você tem que
valorizar mais a felicidade, a amizade, essas coisas que, no começo da vida, parecem secundárias. Você continua querendo mudar o mundo, mas sabe que as pessoas contam


Embora eu tenha sempre me definido como mais intelectual do que como político, na verdade minha vida foi muito mais dedicada ao público.


Isso vem da minha ancestralidade, da minha convivência familiar.
O sentido, para mim, sempre consistiu em buscar fazer alguma coisa que mude a situação mais ampla do que a minha própria Nunca fui uma pessoa voltada em primeiro lugar para alcançar o meu bem-estar. 


Eu tenho bem-estar. Diria que quase sempre tive bem-estar. Mas esse não foi o meu valor.


Mesmo em termos subjetivos, a ideia de felicidade, nunca busquei com denodo a felicidade pessoal. Eu a tive de alguma forma, nunca me senti infeliz. Eu me dediquei muito mais a ver a situação dos outros. De uma maneira modesta, sem proclamar. Nunca andei proclamando, sou solidário, sou do bem. Mas levei a vida inteira pensando no mundo, pensando na sociedade, pensando nas pessoas, nos outros. O sentido que dei à minha vida foi construir isso.
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Fonte: CARDOSO, Fernando Henrique Cardoso – A soma e o resto: um olhar sobre a vida aos 80 anos

CHARGE


POLÍTICOS ME ODEIAM - JB.

Oglobo

Joaquim Barbosa desabafa: ‘Políticos me odeiam’

BRASÍLIA - De tênis, jeans e camisa social azul, o ministro relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, foi o centro das atenções numa festa mais modesta que o casamento da filha do revisor, Ricardo Lewandowski. Sábado, ele compareceu ao aniversário de 50 anos da amiga Kátia Turra, jornalista e companheira de trabalho nos anos de estudos em Brasília. 

Os convidados queriam saber sobre o julgamento do mensalão. A respeito do sucesso que tem feito nas ruas e nas redes sociais, Barbosa minimizou a possibilidade de optar por um cargo político:

— Eu não me empolgo com essa notoriedade. Os políticos me odeiam por isso.
Alguém disse que, com a condenação de poderosos, ele havia resgatado o sentido de cidadania e democracia:

— O grande fato a se comemorar é julgamento dessa natureza estar acontecendo na mais alta Corte do país.

HORTA NA FAVELA

Exame

Alimentos orgânicos são plantados em lajes em favela do Rio

Favela no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Armados com conhecimentos sobre agricultura sustentável, os moradores do Morro da Babilônia, no Rio de Janeiro plantam hortas orgânicas nos telhados de suas casas para melhorar sua alimentação e aumentar a renda familiar.
A iniciativa partiu da associação civil Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que ensinou durante seis meses a 16 habitantes da comunidade da Babilônia, rodeada de floresta e situada no bairro turístico do Leme, técnicas para o desenvolvimento de hortas urbanas sustentáveis nos telhados e nos quintais de suas casas.
"Agora temos uma ferramenta que nos dá a oportunidade de empreender um negócio, cuidar da nossa dieta e ensinar ao resto da comunidade", explicou à Agência Efe Luiz Alberto de Jesus, aluno de 52 anos.
O morador fez no telhado de sua casa uma plantação de alfaces, tomates, rúcula e outras hortaliças, e as fertiliza com adubos artesanais que aprendeu a preparar durante o curso.
De sua laje ampla, organizada e com todo o material para o trabalho em suas hortas, é possível ver o mar depois de uma fileira de casas coloridas e dos grandes hotéis que dominam a praia de Copacabana.
Depois de passar quase dez anos construindo sua casa com as próprias mãos, o homem agora fez uma obra que nunca sonhou fazer, um lugar onde pode cultivar sua própria comida.
Luiz Alberto contou que essas oportunidades são inéditas nas comunidades do Rio, já que "antes nem as empresas privadas nem as autoridades podiam realizar atividades no bairro devido à violência provocada pelo tráfico de drogas".
Desde 2008, quando as autoridades locais fizeram uma campanha pacificação nas favelas, várias atividades sociais passaram a ser realizadas nas comunidades.

BRAZUCA

Agência Estado

'Brazuca' será o nome da bola da Copa de 2014

Internautas escolhem nome da bola da Copa - Divulgação/Adidas

O nome da bola da Copa de 2014 está definido e será "Brazuca". O anúncio oficial foi feito neste domingo pelo ex-jogador Cafu, que conquistou dois títulos mundiais pela seleção brasileira. A escolha foi realizada através de enquete, que contabilizou mais de 1 milhão de votos.

A opção Brazuca recebeu mais de 70% dos votos, de acordo com o anúncio feito por Cafu durante programa da TV Globo, e superou as outras duas concorrentes: "Bossa Nova" e "Carnavalesca". Essa foi a primeira vez que uma votação definiu o nome da bola de uma edição da Copa do Mundo.
De acordo com o comunicado oficial divulgado pela Fifa, "brazuca é um termo informal, utilizado pelos brasileiros para descrever o orgulho nacional pelo estilo de vida do país. Simboliza emoção, orgulho e boa vontade com todos, de forma semelhante à abordagem local ao futebol".
"Estou muito feliz coma participação direta dos torcedores brasileiros na escolha do nome de um dos símbolos mais importantes do evento", declarou o secretário-geral da FIFA, Jérome Valcke. "Tenho certeza que a bola Brazuca entrará para a história junto com outras famosas bolas de futebol da Copa do Mundo, como a Tango, utilizada em 1978 na Argentina, e a Azteca, que esteve em jogo em 1986 no México", completou.
O nome da bola da Copa do Mundo de 2014 já é conhecido, mas o seu design ainda não foi revelado pela Fifa, comitê organizador ou a Adidas, que vai fabricá-la. Também não está definido quando ela será lançada.

domingo, 2 de setembro de 2012

DICA DE SAÚDE

A maioria dos leitores já devem ter lido sobre a importância da água na vida de cada um e a utilização diária dela. Não custa relembrar aqui.


Água Antes de Dormir

Cerca de 90% dos ataques de coração ocorre de manhã cedo e podem ser minimizados se tomarmos um ou dois copos de água (NÃO bebida alcoólica ou cerveja) antes do repouso da noite.

Eu sabia que a água é importante, mas nunca soube sobre as horas especiais para bebê-la.

Bebendo água na hora correta, maximizas a sua efetividade no corpo humano:

- 1 copo de água depois de acordar - ajuda a ativar os órgãos internos.
- 1 copo de água 30 minutos antes de uma refeição - ajuda a digestão.
- 1 copo de água antes de tomar um banho - ajuda a baixar a pressão sanguínea.
- 1 copo de água antes de ir para a cama - evita um derrame cerebral ou
ataque de coração.