terça-feira, 28 de agosto de 2012

ASPIRINA

Oglobo

Aspirina pode ajudar na recuperação do câncer de próstata

Um novo estudo publicado no “Journal of Clinical Oncology” afirma que homens em tratamento de câncer de próstata que tomavam aspirinas regularmente por causa de outros problemas de saúde morreram menos de câncer do que os pacientes que não fizeram uso da substância. O relatório não é um ensaio clínico randomizado controlado, considerado o melhor tipo de pesquisa, mas contribui para as evidências que sugerem que a aspirina pode ser benéfica nos tratamentos e prevenção de vários tipos de câncer.

No estudo, os pesquisadores usaram o banco de dados nacional do projeto de pesquisa de câncer de próstata conhecido como CaPSURE (na sigla em inglês) para examinar cerca de seis mil homens diagnosticados com câncer de próstata e tinham sido tratados com cirurgia ou radioterapia. De 5.955 homens, 2.175 tomavam anticoagulantes, a maioria aspirina.

Num período de dez anos, o índice de mortes entre os que tomavam aspirina foi de 3% e entre os que não tomavam, de 8%. Além disso, a reincidência do câncer se mostrou menor nos que tomavam o medicamento, assim como a disseminação da doença para os ossos.

Este estudo é o primeiro a encontrar redução da recorrência entre pacientes de câncer de próstata que tomavam aspirina. Pesquisadores do Fox Chase Cancer Center,na Filadélfia, relataram este ano que entre 2.051 pacientes de câncer, os que não usavam aspirina tinham duas vezes mais chances de ter uma reincidência da doença em 18 meses, detectado por alta pontuação nos exames de PSA.




PLANTAS E PESSOAS

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Hoje participei do  Fórum-DCA-RN, na Assembleia Legislativa, representando o PPS, para subscrever uma carta que será enviada aos governos, do estado e dos municípios do Rio Grande do Norte.
Eis o folheto de apresentação do evento:



DICA DE SAÚDE


Portal Terra

Extrato de chá-verde pode combater câncer de pele, diz estudo

 Foto: Getty Images
O chá-verde é relacionado a muitos benefícios, como perda de peso, diminuição das taxas de colesterol e controle da pressão arterial. E mais um ponto positivo foi atribuído a ele. De acordo com uma pesquisa das Universidades de Strathclyde e de Glasgow, ambas na Escócia, uma substância da iguaria pode combater o câncer de pele sem efeitos colaterais. Os dados são do jornal Daily Mail.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas criaram uma célula com o extrato do chá (epigalocatequina galato) e transferrina (uma proteína que se agarra à superfície das células cancerosas), e a aplicou em tumores. Os testes foram realizados em dois tipos de câncer: carcinoma epidermoide e melanoma.
Em ambos casos, 40% dos tumores desapareceram, enquanto 30% dos de carcinoma e 20% dos de melanoma encolheram. Além disso, 10% dos de melanoma foram estabilizados.
“Esses resultados são muito encorajadores e esperamos que possam abrir caminho para novos tratamentos eficazes”, disse a líder do estudo, Christine Dufes. Apenas beber o chá não basta, porque a quantidade do extrato é baixa.

PROVÉRBIO

Colaboração Tatadetila

JEFFERSON CONTINUA NOS CALOS DE LULA


Portal Terra

Jefferson: "É Lula, mais uma vez, batendo na porta do STF"

O delator do mensalão e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, usou o seu blog para comentar sobre a ação penal que está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda-feira, o ex-deputado federal postou que, quando o tema é julgamento do mensalão, Lula mantém distância na imprensa nacional, mas concedeu entrevista sobre o assunto ao jornal norte-americano The New York Times neste final de semana negando que sabia do esquema e que isso repercutiu em todos os periódicos nacionais. "É Lula, mais uma vez, batendo na porta do STF", postou.

"Para os gringos, o raciocínio de Lula é linear: não teria existido mensalão porque ele já teria apoio suficiente no Congresso quando foi eleito pela 1ª vez. Não que Lula esteja mentindo, ele só omite que a política de apoio no país não é assim, tão linear, além de deixar no ar importante pergunta: não tinha mensalão por que tinha apoio ou tinha apoio por que tinha mensalão?", questionou Jefferson, que também é um dos réus do processo.
O ex-deputado federal também citou que a entrevista cita os boatos sobre uma nova candidatura de Lula à presidência. "De fato, olhando de fora, e às vezes de dentro, parece mesmo que o ex-presidente não consegue largar o osso", cutucou o petebista. Mesmo assim, ele ressalta que ao jornal, o petista negou que irá se candidatar e reafirmou que Dilma é a sua candidata em 2014.
"A conta sobre a reeleição de Dilma (não sobre sua vitória, mas sobre sua candidatura) é a que melhor fecha hoje. Enquanto a popularidade do ex-presidente, apesar de ainda impressionante, cai a olhos vistos, Dilma cresce, conquistando a classe média que sempre se mostrou refratária ao PT. De outro lado, se a campanha eleitoral paulistana continuar no atual caminhar, com Haddad, quando muito e de forma apertada, amargando um terceiro lugar, Lula chegará em 2013 enfraquecido como há tempos não se via", analisou Jefferson.

APRENDENDO DORMINDO

Oglobo

Ser humano pode guardar informações externas durante o sono


AS PESSOAS dormiam em um laboratório especial onde o estado do sono era constantemente monitorado
Foto: Divulgação/09-12-2003

É possível aprender enquanto dorme? Um estudo do Instituto Weizmann mostra que se certos cheiros e barulhos rodearem um indivíduo durante o sono, este começará a suspirar se ouvir o mesmo som outras vezes (mesmo sem o odor que geraria a reação), esteja dormindo ou acordado. As pessoas podem, portanto, guardar informações durante o período, o que afeta o comportamento, mesmo inconscientemente.

Durante os testes, as pessoas dormiam em um laboratório especial onde o estado do sono era constantemente monitorado. Se acordassem durante os exames, mesmo que por um momento, eram desqualificadas. Durante o período, um som era exposto, seguido imediatamente de um odor, agradável ou não. Então um outro som era tocado, seguido por um odor oposto ao anterior (se era um cheiro bom, colocava-se um cheiro ruim, e vice-versa).

Durante a noite, várias combinações eram usadas. Os voluntários passavam a reagir aos barulhos mesmo sem um odor logo após, dando longos suspiros. No dia seguinte, as pessoas, já acordadas, ouviam os sons mais uma vez, sem o cheiro que viria após. 

Apesar de não terem noção do que se passou com elas enquanto dormiam, também passavam a suspirar constantemente.

A junção do som e do odor tem certas vantagens. Nenhum dos sentidos pode acordar o indivíduo, mas pode gerar reações do cérebro. O odor ainda pode gerar um tipo de comunicação não verbal, que é o suspiro. Neste caso, durante a soneca ocorre o mesmo que geralmente ocorre quando a pessoa está acordada. Inspira-se cheiros agradáveis e se suspende a inalação com um cheiro ruim.

Testes sobre aprendizagem no sono são notoriamente difíceis de serem realizados. O pesquisador precisa ter certeza de que o objeto de estudo realmente dorme e não vai acordar durante os testes. Testes para averiguar o ensino verbal neste período, por exemplo, nunca conseguiram chegar a um resultado conclusivo. A falta de dados concretos tem frustrado cientistas que defendem a importância do sono para consolidação do aprendizado.

CHARGE


INVESTIMENTOS EM FERROVIAS

Oglobo

Ferrovias abrem 7 mil vagas até 2014 e ressuscitam graduação no setor


Governo anunciou realização de parcerias com a iniciativa privada e investimentos de R$ 91 bilhões em ferrovias nos próximos 25 anos: oportunidades no setor ferroviário
Foto: Mônica Imbuzeiro

Depois de décadas estagnado, o setor ferroviário começa a dar sinais de retomada. E se agita diante do anúncio feito pelo governo federal, há dez dias, de realização de parcerias com a iniciativa privada e investimentos de R$ 91 bilhões em ferrovias nos próximos 25 anos. O que significa, também, criação de empregos.

Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), as concessionárias do setor deverão abrir, só até 2014, pelo menos mais 7.100 vagas. 

Depois, quando deverão começar as obras, a projeção é de que sejam oferecidas mais de 3.500 vagas por ano, o que beneficiará, principalmente, profissionais das diferentes engenharias, de logística e planejamento e gestão, além do pessoal de nível técnico. 

Mas, lado a lado com essa demanda, vem a necessidade de qualificar mão de obra.

— Nós temos um horizonte de dez anos de execução de obras, em que será necessário formar uma nova geração ferroviária, que saiba trabalhar com as novas tecnologias e equipamentos — afirma Rodrigo Vilaça, presidente-executivo da ANTF.

O setor empregava 16.662 profissionais em 1997 e vai fechar 2012 com 44 mil trabalhadores. Hostílio Xavier Ratton Neto, professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica da UFRJ, destaca que começa a acontecer, agora, com a engenharia ferroviária, o que vem ocorrendo nos últimos anos com as engenharias em geral, que voltam a ganhar mercado após um período de restrição que durou dos anos 1980 aos anos 2000.

O que, inclusive, provocou a extinção do curso de graduação em engenharia ferroviária — que, agora, instituições de ensino planejam recriar. No mercado, hoje, só há pós-graduação.
— Esse hiato comprometeu a renovação gradativa dos quadros e a complementação da formação profissional pelo convívio e pela transferência de conhecimentos — ressalta Ratton Neto.

De olho na necessidade de voltar a formar profissionais para o mercado ferroviário, a ANTF está em contato com 13 universidades brasileiras para recriar o curso de nível superior. Por enquanto, a conversa está mais avançada com a Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, embora ainda não haja nenhum projeto concreto. No Rio, a Estácio também tem planos de lançar o curso de engenharia ferroviária em unidades de todo o país.

—Isso porque os investimentos em ferrovias deverão abrir oportunidades nas diferentes regiões do Brasil — afirma Harvey Cosenza, diretor do Centro de Tecnologias do Grupo Estácio, lembrando, também, que será preciso recrutar corpo docente para lecionar. — 

Há falta de professores, em função da parada do mercado. Mas a tendência é que, com o aumento da procura, cresça também o número de especialistas aptos a dar aulas.

Diante da falta de mão de obra qualificada no mercado, as empresas que continuaram atuando com ferrovias, como a Vale e a SuperVia, por exemplo, desenvolveram programas internos de treinamento de pessoal. Bruno Borlot, de 28 anos, por exemplo, formado em engenharia elétrica, se especializou em ferrovias através do Programa de Especialização Profissional da Vale, no qual fez uma pós-graduação em engenharia ferroviária.

— Sempre tive paixão pelo setor e, agora, com o potencial de crescimento do nosso país e com os investimentos anunciados, vejo grande capacidade de ampliação de oportunidades e de desenvolvimento profissional — destaca Borlot, que conta que, se existisse a graduação em engenharia ferroviária, teria optado pelo curso.

João Gouveia, diretor de operações da SuperVia, explica que a formação de profissionais internamente é uma característica do setor ferroviário brasileiro.

— Pode ser que, no futuro, a gente consiga encontrar profissionais já formados no mercado. Mas isso, provavelmente, não excluirá os treinamentos in company, já que cada empresa tem um tipo de trem e de tecnologia— ressalta Gouveia.

Tanto Vale quanto SuperVia também oferecem programas voltados para a formação de técnicos aptos a atuar em ferrovias, pois, assim como com os engenheiros, o déficit de mão de obra operacional e técnica preocupa os especialistas.

— Não dá para pensar que podemos aumentar a capacidade de produção de engenheiros e técnicos de um dia para o outro. O que se pode dizer é que se houver mais pessoas querendo seguir a profissão, há capacidade nas escolas para absorver, mas o resultado não será para amanhã — ressalta Hostílio Xavier Ratton Neto, professor da 
Escola Politécnica da UFRJ.

Além dos técnicos, que serão requeridos nas etapas de construção e manutenção de ferrovias, os investimentos, quando começarem a acontecer, vão impactar também todas as engenharias, e a área de logística, gestão e planejamento, criando oportunidades também para economistas, administradores e profissionais correlatos.

— Se tudo funcionar e os projetos saírem do papel conforme o planejado, haverá grandes oportunidades para diferentes carreiras — conclui o professor da FGV, especialista em logística e transporte de cargas, Renaud Barbosa.

domingo, 26 de agosto de 2012

IMAGEM DO DIA

Muita gente que mora em Natal, conhece a Europa, os Estados Unidos e não conhece o Rio Grande do Norte.
Eis um exemplo do interior do estado, na região trairi, distante 100 km de Natal.

Pôr-do-sol em Sítio Novo - RN



FIM DE SEMANA

DICA DE SAÚDE

 LARISSA FARIA-UOL

5 razões para não fazer uma dieta radical

mulher comendo pizza e salada

As dietas sempre foram a solução preferida das mulheres para perder aqueles quilinhos indesejados. Muitas prometem milagres e outras funcionam na base da reeducação alimentar. A verdade é que elas estão sempre na mídia e as famosas adoram ter uma dieta para chamar de sua.
Para te ajudar a entender como elas funcionam no organismo, conversamos com a nutricionista da Clínica Dicorp, Marina Capella. Ela explica por que devemos fugir das dietas radicais e desvenda os mitos que elas envolvem!
1. Comer menos engorda mais
Comer menos ao longo do dia, ao invés de emagrecer, engorda. A verdade é que passar longos períodos de jejum faz com que o metabolismo desacelere. Portanto, o corpo tende a estocar energia para passar por outros momentos como esse no futuro.
“Ao comer muito menos nas refeições ou até mesmo omiti-las, a tendência é chegarmos à próxima refeição com mais fome ou com um impulso de comer uma quantidade muito maior”, enfatiza a nutricionista.

2. Poucas calorias não resultam apenas em perda de peso
Um baixo consumo calórico pode parecer a solução para o emagrecimento, no entanto, reduzir as calorias a valores muito abaixo dos ideais pode tornar sua alimentação deficiente em nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo.
Muitas dietas radicais se baseiam na restrição de determinados grupos de macronutrientes, como os carboidratos, proteínas ou lipídeos. Ao restringir um determinado grupo, o consumo dos micronutrientes, que são as vitaminas e os minerais, também fica prejudicado.
“O resultado de tanta restrição transforma-se em queda de cabelo, unhas fracas, flacidez e até tontura, dores de cabeça, fraqueza e desmaios”, alerta Marina.

3. Perder muitos quilos em pouco tempo aumenta o percentual de gordura no corpo
Fazer uma dieta para emagrecer muito em pouco tempo geralmente não dura e a pessoa volta a ganhar peso novamente e de forma acelerada. Isso é chamado de efeito sanfona, geralmente causado por dietas radicais.
Nesses casos, a perda de peso costuma ocorrer pela redução de massa magra ou pela diminuição de água corporal. É o famoso efeito que chamamos de “desinchar”.
“Dificilmente alguém chega a perder gordura ao iniciar uma dieta radical. Dessa forma, ao abandonar a dieta e retomar os velhos (e maus) hábitos, o corpo tende a recuperar o que foi perdido, acumulando ainda mais gordura”, enfatiza a nutricionista.
Esse processo de perda e ganho de peso pode ser evitado com a reeducação alimentar e com a prática regular de exercícios físicos. Dessa forma, quando cometer pequenos deslizes na dieta, essa eventualidade não irá refletir em aumento de peso.

4. Dieta à base de um único alimento não dura
Excluir grupos alimentares inteiros ou limitar a alimentação a doses de shakes, chás e frutas deixa a dieta monótona. “Durante as dietas, dificilmente são respeitas as preferências e hábitos do indivíduo, tornando sua adesão ainda mais difícil e a dieta quase impossível de ser seguida”, explica a nutricionista.

5. Metas irreais são frustrantes
Geralmente as mulheres colocam objetivos bem difíceis de serem atingidos: “Quero ter o corpo da Gisele Bündchen”, costumam dizer, ou “se eu ficar igual à atriz da novela já está bom”. Se ela não conseguir a sua meta, poderá se frustar. Nesse estado de desânimo surge a compulsão por comer e então a coisa fica bem pior. Sugerir metas reais, condizentes com a rotina e hábitos pode ser um começo bem melhor para conquistar um número menor no final da dieta.

Fica a dica: como perder peso com saúde?
A dieta que realmente funciona sem prejudicar o organismo é aquela que tem como base uma alimentação balanceada, com a presença de todos os grupos alimentares. Para que a adesão à dieta seja maior, é preciso respeitar os hábitos e as preferências de cada pessoa. A prática de exercícios regulares também é peça fundamental nesse processo.

PROVÉRBIO

Colaboração Tatadetila

FÔLEGO RENOVADO

Oglobo

Um novo fôlego para os pulmões

Voltar a ter fôlego para andar, falar e desempenhar atividades diárias normalmente. A expectativa parece pouco ambiciosa para pessoas saudáveis, mas pode ser um enorme ganho para pacientes com doenças pulmonares, entre elas a asma grave e o enfisema pulmonar. Pesquisas utilizando células-tronco com foco nestas doenças foram desenvolvidas pela UFRJ e começarão a ser testadas em breve em humanos.

A ideia básica é que células inseridas no pulmão doente possam regenerar os danos do tecido pulmonar, melhorando a qualidade de vida dos pacientes, sem, por enquanto, curá-los totalmente. Estudos nestas áreas podem representar uma esperança para milhões de pessoas: segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 235 milhões sofrem de asma, doença crônica mais comum entre crianças; e 64 milhões convivem com Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC), grupo que abrange o enfisema.

Neste último caso, o experimento contará com a parceria de três universidades. A PUC-Curitiba, que mantém um centro de produção de células-tronco, será responsável por fornecer o material; a UFRJ ajudará com o expertise; enquanto que a UFRGS será a sede da pesquisa. No Sul, já são realizados implantes de válvulas nos pulmões de pacientes com enfisema. No entanto, o tratamento não é totalmente eficiente, explica a chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar da UFRJ, Patrícia Rocco:

— Com a instalação das válvulas, o que acaba ocorrendo é uma ventilação colateral, ou seja, o pulmão que foi excluído pelo equipamento continua ventilando com o pulmão bom, e isto pode gerar um certo nível de roubo de ar. Outro problema é que a válvula pode levar a inflamações pulmonares.

Células para regenerar tecido pulmonar

Na experiência, antes das válvulas pulmonares serem instaladas, serão acrescentadas as células-tronco. A expectativa dos pesquisadores é, com isso, diminuir a rejeição do organismo à válvula e reduzir a quantidade de bactérias, já que as células-tronco são agentes bactericidas. Outra tentativa, ainda mais ousada, será colocar apenas as células-tronco nos pacientes, esperando que as áreas mais afetadas dos pulmões sejam regeneradas.

A pesquisa depende da aprovação do Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). A previsão é que ela seja iniciada até janeiro de 2013, e que dez pacientes sejam acompanhados por um ano. Por isso, a própria pesquisadora afirma que é preciso conter a ansiedade.

— Ainda não há prazo para doentes terem acesso ao tratamento. E mesmo que seja bem-sucedido, não acredito que isso será uma resposta por muitos anos. Isso porque é possível desacelerar a progressão do enfisema, mas o agente agressor já foi dado, não tem como reverter. Este é o mesmo problema de outras doenças, como a fibrose, a silicose, a asma de difícil controle. Elas são contínuas — afirmou.

Um processo parecido será testado em pacientes com asma grave, ou seja, que não respondem a nenhuma outra terapia e figuram nas estatísticas como os 8% com risco de morte. Neste caso, serão injetadas células-tronco por meio intravenoso, esperando uma reconstrução do pulmão. Iniciado em 2010, o estudo teve que ser revisto, já que pacientes com asma são hiper-reativos, ou seja, mais sensíveis aos tratamentos. Bem sucedida em ratos, a técnica também aguarda aprovação para teste em humanos.

“A CÉLULA-TRONCO NÃO É a cura do mundo”

Mesmo com pesquisas de células-tronco em andamento, a Patrícia é cautelosa ao avaliar as chances de sucesso de tratamentos.

— A célula-tronco não é a cura do mundo. Ela é uma perspectiva de que no futuro possa gerar, sim, uma melhora da qualidade de vida das pessoas e, quiçá, se eu ainda estiver viva, realmente curar algumas doenças pulmonares — sentencia. — Quero que aquele paciente internado todo mês diminua o índice de internação; que aquela bombinha a cada duas horas seja administrada a cada oito horas. Isso que estamos buscando, e isso não tem preço.

Ela diz ter havido uma euforia, no início dos anos 2000, quando começaram as pesquisas.

— A terapia celular foi um boom, principalmente nas áreas cardiovascular e neurológica. Alguns pacientes tiveram melhora, mas a resposta não foi tão positiva como se esperava, aí foi preciso voltar atrás. Hoje estamos notando que a técnica precisa ser lapidada, o tratamento de uma determinada doença depende do tipo de célula e da forma como é injetada.

CHARGE DO DIA


ALIMENTOS CURATIVOS

Oglobo

Nova safra de alimentos é desenvolvida para combater doenças


Melancia. Estudos indicam substâncias que podem combater a hipertensão arterial
Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Abóbora contra a diabetes, pitanga roxa para combater o câncer, alface enriquecida com ácido fólico e alho para reduzir o colesterol. Isso sem contar a melancia, que começa a ser estudada, pois há evidências de que tem substâncias úteis contra a hipertensão arterial. Toda esta safra de novos alimentos está em desenvolvimento em diversos segmentos da Embrapa e pode chegar à mesa do consumidor nos próximos anos. Ao natural ou em cápsulas.

— Depois de confirmar que a abóbora gila, produzida no Sul do país (e com gosto de melancia), contém substâncias que reduzem o açúcar no sangue, quantificamos as sulfonilureias (compostos que promovem a liberação de insulina e são utilizados em medicamentos para diabetes tipo 2) e produzimos uma barra de cereal, mas as substâncias se perderam. Fizemos então comprimidos com a mesma dosagem usada em medicamentos alopáticos — explica o pesquisador Celso Moretti, chefe-geral da Embrapa Hortaliças, cujo estudo contou com a parceria de alunos de Farmácia e Nutrição da UnB e financiamento do CNPq.

Os remédios contra a diabetes que estão no mercado têm exatamente a mesma molécula encontrada na abóbora, a glibenclamida, que quando ingerida, estimula o pâncreas a secretar insulina no organismo. Por ser natural, a cápsula de abóbora passou por um comitê de ética da UnB e, há uma semana, teve início um ensaio-piloto com 24 pessoas, entre saudáveis e pré-diabéticas, que serão divididas em dois grupos: um vai tomar o placebo, o outro as cápsulas de abóbora durante quatro meses. Até novembro, um segundo ensaio será feito com 80 pessoas. Se tudo der certo, o fitoterápico será patenteado, negociado com um laboratório e lançado no mercado.

— Isto nunca aconteceu com medicamentos, é um desafio grande e temos que trabalhar com rigor científico para assegurar a qualidade. Os médicos envolvidos calculam que a dosagem dos seis comprimidos diários de abóbora chega a 15mg da substância, enquanto que a necessidade diária para diabéticos fica entre 4mg e 23 mg diários. Resta saber como a glicose do grupo testado se comportará nesses quatro meses — diz Moretti.

Depois da abóbora gila, ele começa a testar os hipotensivos de duas qualidades de melancia, a de mesa e a forrageira, usada para alimentação de animais. E aí começa uma nova pesquisa para tentar combater a hipertensão arterial.

Alface com 15 vezes mais ácido fólico

Outra aposta, dessa vez da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, está no cultivo de uma alface crespa transgênica, que recebeu dois genes de uma planta-modelo (a Arabidopsis thaliana, primeira a ter o genoma completamente sequenciado) e, com isso, ficou enriquecida com 15 vezes mais ácido fólico, quantidade de vitamina equivalente à do espinafre europeu, que tem o maior teor já visto e é encontrado no Sul do Brasil — o mais comumente consumido por aqui é o da Nova Zelândia. O melhor é que apenas 20g da folha (duas alfaces pequenas) já têm 70% das 400 mcg diárias recomendada para adultos (grávidas têm recomendação de 600mcg a 800 mcg), sem alteração de aspecto ou sabor.

— As propriedades não se perdem depois que a alface é colhida e já observamos que, no mercado, sob luz florescente, podem até aumentar — comemora o pesquisador Francisco Aragão, responsável pelo laboratório de transferência de genes da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Dieta feminina inspirou pesquisa

A pesquisa começou sob a inspiração da preocupação das mulheres com a balança. Desde 1994, há uma lei no Brasil que obriga a suplementação de farinha com ácido fólico, mas boa parte da vitamina é perdida no preparo de pães e bolos e muitas mulheres não comem esses produtos com medo de engordar. Com a alface é o oposto: a folha quase não tem calorias e é a mais consumida de toda as hortaliças no país.

— Já fizemos ensaios preliminares com coelhos e o ácido fólico no sangue dobrou em uma semana, voltando ao normal com o fim da suplementação. A partir de agora a planta passa por comitês de biossegurança para depois ser cultivada e melhorada. Nossa expectativa é dobrar esse teor nas folhas — acredita Aragão.

A força natural das pitangas

Em Pelotas, no Sul do Brasil, a Embrapa Clima Temperado desenvolve desde 2006 um projeto que usa pitangas roxa, vermelha e laranja no combate às células de câncer. Tudo começou com a visita do médico americano Michael Wargovich, que não conhecia a fruta rica em antocianinas, carotenoides e fenóis (que funcionam como anti-inflamatório nas células) e passou a estudá-la em parceria com a Faculdade de Farmácia e Bioquímica da UFRS e a Universidade da Carolina do Sul, nos EUA, onde ele conduz a parte avançada da pesquisa. No Brasil, são feitos os extratos das plantas, que depois são enviados para os EUA.

— Na pesquisa em laboratório os extratos reduziram as células cancerígenas, mas os resultados posteriores foram confusos e, por isso, os testes estão sendo repetidos — conta a pesquisadora Márcia Vizzoto, do setor de fruticultura, que também desenvolve projetos com amora e mirtilo.

A ideia é que os extratos de frutas vermelhas reduzam tumores em ratos geneticamente modificados para desenvolver formas humanas de tumores. Se tudo der certo, a pesquisa deve recomendar o consumo de pitangas como parte do tratamento contra o câncer.



MAIS CERVEJA NO NORDESTE

Agência Estado

Petrópolis investe R$ 600 mi em 2ª fábrica no NE

SÃO PAULO - Quase dois meses após a divulgação de sua primeira fábrica no Nordeste, em Alagoinhas (BA), o Grupo Petrópolis anunciou nesta sexta-feira a construção da segunda unidade na região, que tem apresentado o maior crescimento no consumo de cerveja do País nos últimos anos. Com aporte de, no mínimo, R$ 600 milhões, a cidade escolhida pela Petrópolis é Itapissuma, em Pernambuco.
De acordo com comunicado da empresa, tanto a fábrica de Alagoinhas quanto a de Itapissuma, que totalizam investimentos mínimos de R$ 1,7 bilhão, fazem parte da sua estratégia de expansão. A cervejaria quer consolidar a vice-liderança no setor e estar presente em 100% do território nacional até 2020. A Petrópolis vai se instalar justamente onde seus concorrentes têm unidades: a Schincariol possui uma fábrica em Alagoinhas há 15 anos e a Ambev inaugurou a sua unidade em Itapissuma neste ano.
"O Nordeste é um grande mercado capaz de sustentar duas fábricas sem problemas", disse na nota o diretor de mercado do grupo, Douglas Costa, enfatizando que a Petrópolis, hoje, é a única grande cervejaria do País com capital 100% brasileiro.
Os investimentos em Itapissuma incluem as fases de infraestrutura, contratação e treinamento de pessoal, e operacionalização inicial da unidade. A capacidade de produção da fábrica pernambucana será de 6 milhões de hectolitros de cerveja/ano, podendo ser ampliada.
A Petrópolis ainda informou que a construção e fases subsequentes vão gerar aproximadamente 474 empregos diretos para a unidade fabril. Quando a unidade de produção e o centro de distribuição estiverem operando em plena capacidade, a estimativa é que mais mil vagas sejam abertas.
Ainda segundo a Petrópolis, as novas fábricas devem motivar a abertura de 41 revendas no Nordeste - doze em Pernambuco, cinco em Alagoas, sete na Paraíba, seis no Rio Grande do Norte e onze no Ceará.

sábado, 25 de agosto de 2012

NA NATUREZA NADA SE PERDE

Exame

3 surperpoderes ecológicos do xixi humano

Urina em frasco de laboratório

São Paulo - Imagine poder recarregar seu notebook usando seu próprio xixi? A ideia, que causa estranhamento num primeiro momento, é uma das formas estudas por cientistas ao redor do mundo de transformar o que desce privada abaixo em uma nova fonte de energia limpa erenovável. Conheça a seguir três poderes ecológicos surpreendentes em estudo sobre a urina humana.
1 - Urina "eletrizante"
Em 2010, pesquisadores da Universidade de Universidade Heriot-Watt, no Reino Unido, desenvolveram um protótipo de célula combustível que pode produzir energia a partir da urina. Sem gerar nenhum subproduto poluente, o protótipo é capaz de converter energia química contida na ureia em eletricidade e água, que também poderia ser reutilizada.
Segundo os cientistas, o novo gerador de energia poderia ser aproveitado para produzir eletricidade em submarinos e em povoados isolados no meio de desertos. Até o momento, os testes iniciais mostraram resultados positivos ao produzirem pequenas quantidades de energia, mas apontam um potencial promissor.
2 – Irrigando a horta
A urina humana é uma das fontes mas ricas de nitrogênio, fósforo e potássio para plantas, e sua assimilação é perfeita. Após testar o uso do xixi numa plantação, pesquisadores finlandeses constataram que ele é um ótimo fertilizante orgânico, sem contar que é abundante e barato.
No estudo, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry", importante publicação da área de alimentos da Sociedade Americana de Química (ACS), eles avaliaram o crescimento de duas plantações de repolho, sendo que apenas uma recebeu urina. Resultado? A plantação adubada de maneira natural tinha repolhos levemente maiores do que a de outra fertilizada com métodos tradicionais.
A urina é transportada para uma câmara onde se decompõe em fósforo e potássio, utilizados como fertilizantes, enquanto o excreta segue para um "biorreator" para ser transformado em metano e usado como biocombustível. O protótipo chamado de No-Mix Vacuum começará a ser utilizado em 2013 na UniversidadeTecnológica de Nanyang.
3 – Neutralizador de CO2
Um estudo publicado este mês sugere a urina como um reagente capaz de capturar gases de efeito estufa, vilões do aquecimento global, como o CO2. O autor do estudo, o professor Manuel Jiménez Aguilar, do Instituto de Investigación y Formación Agraria y Pesquera de Andalucía, explicou à EXAME.com que ureia presente no líquido se decompõe à temperatura ambiente produzindo, entre outras substâncias, o amoníaco, o qual pode juntar-se em solução ao CO2 para formar bicarbonato de amônio.
Segundo o pesquisador, a porção feita a partir de urina seria capaz de alcançar uma redução de 1% das emissões globais por ano. O próximo passo é criar protótipos para acoplar ao escape de carros e chaminés de fábricas.

IMAGEM DO DIA

PROVÉRBIOS


Colaboração Tatadetila

MORTADELA PROIBIDA

Portal Terra

Governo de SP proíbe venda de mortadela após caso de botulismo 

A Secretaria de Saúde de São Paulo proibiu a venda do lote 1E0712 da mortadela da marca Estrela após a notificação de quatro casos suspeitos de botulismo em Santa Fé do Sul, no interior de São Paulo. Segundo as vítimas, os sintomas surgiram após o consumo da mortadela.
Na mesma determinação, o Centro de Vigilância Sanitária também proibiu a venda do lote 300437 do milho verde em conserva da marca Quero. De acordo com o órgão, a interdição cautelar dos lotes vale pelo menos até a conclusão das análises das amostras dos produtos recolhidas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, na capital paulista.
O botulismo é causado por uma toxina que normalmente está presente em alimentos mal conservados, principalmente os em conserva e os embutidos. O último registro da doença no Estado de São Paulo foi em 2009.
Desde o ano de 1997, quando a doença passou a ser de notificação compulsória, o Estado de São Paulo registrou 22 casos, dos quais cinco mortes.

DICA DE SAÚDE

Oglobo

Insônia pode ser causada por genes hereditários


SUSPEITA-SE QUE existam seis diferentes tipos do problema gerados por genes hereditários
Foto: Jason Lee/Reuters

Estudo do Instituto de Neurociência da Holanda identificou um novo grupo de pessoas que sofrem de insônia. Elas nascem com genes que impedem o sono fácil, como mostra reportagem do jornal britânico Daily Mail. Isso significa que, em boa parte das vezes, não atingem os sentimentos de relaxamento que leva um indivíduo normal a dormir em até 15 minutos. Ao contrário, parecem ficar em estado de alerta permanente, o que torna um sono prolongado algo praticamente impossível.

A pesquisa também mostra que há outros genes hereditários da insônia. Alguns fazem a pessoa acordar repetidas vezes durante a madrugada ou com mínimos ruídos. Ao todo, suspeita-se que existam seis diferentes tipos do problema gerados pelo DNA, o que significa que será possível produzir, no futuro, remédios para bloquear os efeitos químicos produzidos.

Para chegarem aos resultados, os pesquisadores enviaram um questionário a 10 mil pessoas. O teste fazia perguntas sobre os hábitos de sono de cada um. De acordo com os resultados, os cidadãos foram divididos em grupos. Os que possuíam o problema de maneira mais grave passaram por exames de sangue e saliva.

Autor do estudo, Eus van Someren diz que os genes da insônia remontam aos ancestrais da humanidade. Um ou dois membros de uma tribo ganhavam a confiança do grupo para permanecerem acordados enquanto o restante dormia, assim poderiam fazer a segurança do local. Revela também que o problema raramente afeta as crianças, mas parece ficar mais intenso na fase adulta, por razões ainda desconhecidas.

Até recentemente, a insônia era considerada um desconfroto psicológico causada por estresse, dor ou simplesmente excesso de trabalho ou de viagens. Agora, porém, médicos estão descobrindo novas explicações genéticas para o fato de ao menos um terço das pessoas no mundo apresentarem constantes problemas com o sono.



CHARGE DO DIA

Colaboração Tatadetila

LIGAÇÕES GRATUITAS EM ORELHÕES

Oglobo

Anatel proíbe a Oi de cobrar por ligações de orelhões em 2.020 municípios


BRASÍLIA — A Oi está impedida de cobrar as ligações locais feitas de orelhões em 1.724 municípios nos estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná e Sergipe até 30 de outubro por causa da qualidade dos serviços. Isto porque eles estão indisponíveis para o uso ou com problemas. E em 296 cidades o prazo é maior ainda, vai até 31 de dezembro deste ano, por causa da densidade, nesses locais não está sendo cumprida a exigência de quatro aparelhos para cada 1.000 habitantes como determina a legislação.

BANCO DO FUTURO

O Estado de S.Paulo

O banco do futuro se torna realidade


SÃO PAULO - No banco do "futuro", a presença de papel será raridade e aparelhos como iPhone e iPad terão presença constante. A ideia é educar o cliente para o uso de meios digitais em procedimentos corriqueiros, como um pagamento ou conferência de saldo. Por trás disso, está a ideia dos bancos de transformar as agências numa espécie de butique financeira.
A materialização dessas ideias tomará forma na próxima semana, quando os dois principais bancos privados do País, Itaú e Bradesco, inauguram agências conceito em São Paulo.
Ao justificar o projeto, os dois bancos assumem que as lojas da badalada Apple foram inspiração. Itaú e Bradesco usam a mesma linguagem para definir as novas agências: executivos definem a nova aposta como "uma experiência high tech, high touch", ou seja, com alta tecnologia e próxima ao cliente.