sábado, 5 de maio de 2012

CARTA DO PROF.GERALDO E RESPOSTA DA DRA.MARGARITA

CARTA.

04/05/2012
Tenho certeza de que a esposa e os filhos do Dr. Domício Arruda sentiram uma grande alívio com sua exoneração da Secretaria de Saúde. 

Este seu cliente e amigo sabe que o Estado perdeu um secretário “Honesto, profissional e bom administrador”, como disse ontem em Alain Gegauf, um suíço radicado em Natal. 

Por outro lado, eu ganhei meu urologista de volta. Quando ele aceitou o convite da governadora para assumir o cargo eu o chamei de maluco, pois tinha certeza de que os problemas daquela Pasta só serão resolvidos com muito dinheiro e um grande esforço de todos os profissionais da área e isso é uma utopia. 

A superlotação do Walfredo é um câncer incurável. Enquanto as prefeituras não assumirem a sua responsabilidade para com a saúde pública, ninguém acaba com as malditas macas nos corredores daquele hospital. 

Quero fazer uma sugestão à Drª Rosalba: Nomeie William Bonner Secretário de Saúde, tenho certeza de que ele tem a solução na ponta da língua. Chico Anísio já dizia: Quando acabarem com todas as doenças e com os problemas da Saúde Pública, o Jornal Nacional e o Fantástico acabarão também.

RESPOSTA

Prof. Geraldo Batista,

O senhor acertou em cheio. Meus quatro filhos e eu passamos um ano e quatro meses sem o apoio de Domicio porque ele não dispunha do seu próprio tempo. Não tínhamos nem sábado, domingo, dia santo, carnaval. Nem  feriado. Invariavelmente recebíamos várias chamadas nos fins de semana, a maioria para conseguir vagas em UTI nos hospitais públicos do RN. Sem contar com tantos compromissos de representação e viagens ao interior.

Nossas raras idas a Campina Grande para visitar meus pais (suprema felicidade tê-los vivos) levavam em media mais uma hora, tantas paradas para atender telefonemas.

É com tristeza que  constato que do tanto que ele fez e se dispôs a fazer, o que ficou mais marcado foi a forma como justificaram sua saída, sem nenhum sentimento de gratidão. Lembro o "tempo da ditadura" quando era a Vênus Platinada  que demitia ministros.

Resiliência é um termo que a Medicina tomou emprestado da Física, à semelhança do "stress" e consiste na propriedade de voltar ao normal uma vez cessadas as forcas que atuaram na estrutura ou na pessoa. 

Os trabalhadores da Saúde que lidam com a dor, o sofrimento e a morte necessitam de distanciar-se dos problemas do trabalho para, ao se recuperar, poder retomar outras jornadas.

Domicio não teve este direito. Nem mesmo o da divulgação clara que a decisão de deixar o governo foi dele.

Cuidemos das nossas flores. 

Um abraço,

- Margarita Mota Rocha de Arruda Câmara

AZEITE DE OLIVA

Enviado por Marilia Sá.

Azeite contra barriga e doenças



Basta um fio dourado do óleo da oliva para que aquela torrada dura e seca ganhe textura macia e sabor especial. Uma outra transformação ocorre no seu organismo, mais precisamente no abdômen, quando você consome o azeite: ele impede o depósito de gordura bem ali, na linha da cintura. Parece um contra-senso, já que o alimento é dos mais calóricos cada grama oferece cerca de 9 calorias. Mas a descoberta é séria: o consumo das azeitonas evita mesmo a barriga indesejada.

Quem assina embaixo são cientistas de diversas universidades européias. Juntos eles publicaram seu trabalho no periódico Diabetes Care, da Associação Americana de Diabete, em que compararam exames de imagem de voluntários, antes e depois do consumo do óleo. E observaram que esse bom hábito diminuiu os depósitos de banha no abdômen. Diga-se: o ideal seria que você consumisse duas colheres de sopa por dia do ingrediente para obter seus benefícios.

No fundo, o mérito é todo da gordura monoinsaturada, que predomina no azeite. Se ela já era festejada por varrer ocolesterol ruim das artérias, agora os médicos têm ainda mais motivo para cobri-la de elogios. Isso porque estão empenhados em acabar com as barrigas avantajadas e não tem nada a ver com questões de beleza. A gordura visceral, justamente aquela da cintura, produz substâncias que dificultam a ação da insulina, o hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda a glicose a entrar nas células.

Ou seja, barriga grande pode levar ao diabete do tipo 2, explica o endocrinologista Márcio Mancini, presidente eleito da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, Abeso. O diabete, ao lado da pressão alta, do colesterol, dos triglicérides alterados e, de novo, da tal barriga, é o componente básico de um mal que mata a síndrome metabólica. O azeite, no entanto, ajuda a quebrar esse círculo nefasto.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

RECEITA BILIONÁRIA DE CLUBES BRASILEIROS

estadão.com.br



Receita dos clubes brasileiros alcança R$ 2,1 bilhões em 2011

Receita total do Corinthians em 2011 foi de mais de R$ 290 milhões - Ernesto Rodrigues/AE

SÃO PAULO - Somadas, as receitas dos 20 clubes mais ricos do Brasil chegaram a R$ 2,14 bilhões em 2011. Esta é a primeira vez que a riqueza produzida pela elite do futebol brasileiro rompe a barreira dos R$ 2 bilhões. Se comparado com o ano anterior, o número representa crescimento de 27%. Na ponta do lápis significa R$ 457 milhões a mais. A principal explicação para este aumento está na renegociação dos contratos de direito de transmissão de TV aberta e fechada.

Basta retroagir um pouco para que os números fiquem ainda mais impressionantes. A comparação com 2007 mostra que, nos últimos cinco anos, a receita dos clubes aumentou 73%. O crescimento de 27% é três vezes maior do que o registrado em 2010.
De acordo com especialistas que acompanham e estudam este mercado, a análise dos balanços destes clubes mostra dados curiosos. Um deles é o fato de as agremiações brasileiras dependerem cada vez menos da venda de jogadores.
“As receitas com transferências de atletas têm cada vez menos peso na receita total dos clubes, o que demonstra que outras fontes de recursos, como cotas de TV, patrocínio, publicidade, clube social, bilheteria, estádio e licenciamentos apresentam taxas acima da média”, explicou o diretor da BDO, empresa responsável pelo levantamento, Amir Somoggi. “Quando desconsideramos o dinheiro recebido com transferências de atletas, o total passa de R$ 2,14 bilhões para R$ 1,81 bilhão.”
Destaques alvinegros. Dois clubes alvinegros chamam a atenção na relação dos mais endinheirados: Corinthians e Santos. O clube do Parque São Jorge continua na liderança do ranking, com receita total de R$ 290 milhões em 2011, crescimento de 37% em relação ao ano anterior. “O Corinthians tem hoje a maior receita de televisão, com R$ 112 milhões e está a uma distância confortável do São Paulo (R$ 226 milhões), que voltou ao segundo lugar”, observou Somoggi.
Na Vila Belmiro comemora-se o feito de o clube ter assumido a quarta colocação (R$ 189 milhões) entre os mais ricos, deixando Flamengo (R$ 185 milhões) e Palmeiras (R$ 148 milhões) para trás. Em outras palavras, o Santos só cresceu após implantar o projeto para segurar Neymar.
“O Santos tem registrado nas últimas duas temporadas uma taxa chinesa de crescimento. De 2009 para 2010 foi de 66% e, de 2010 para 2011, 62%”, observou Somoggi. “Não há dúvida em afirmar que segurar Neymar no clube não é um gasto, mas sim um investimento. O Santos ganha títulos e dinheiro com Neymar.”
Estádio e torcida. O destaque do São Paulo é a exploração do Morumbi, que rendeu ao clube quase R$ 60 milhões em 2011. Um terço deste valor vem da exploração dos camarotes. Os aluguéis somam R$ 12 milhões. No caso do Inter-RS, terceiro colocado no ranking, o que chama atenção é o projeto sócio-torcedor, que levou aos cofres do Colorado R$ 41 milhões.

CALMA NESTA HORA

noticias@band.com.br

Poupança: especialista aconselha ter calma


Dilma reuniu-se com representantes sindicais para expor proposta / Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O anúncio do governo sobre as mudanças da poupança, realizado nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff, não é motivo para o investidor se desesperar. Segundo o economista Reinaldo Polito, a única atitude que as pessoas devem ter é "calma". 

Uma MP (Medida Provisória), que deve entrar em vigor ainda nesta sexta-feira, atrela a remuneração da caderneta de poupança à Selic (taxa básica de juros). O critério atual de remuneração da poupança – de 6,17% ao ano mais variação da TR (Taxa Referencial) – vai ser substituído pela variação da TR mais 70% da Selic, quando a taxa básica de juros chegar a 8,5% ao ano ou menos. Atualmente, a Selic está fixada em 9% ao ano.

"Em primeiro lugar, é preciso lembrar que o Copom (Comitê de Política Monetária) não vai sair reduzindo a taxa básica de juros - hoje estipulada em 9% - rapidamente", afirmou Polito. De acordo com o especialista, é preciso que o investidor espere um pouco mais antes de mudar de investimento ou retirar o dinheiro do banco.

O que, de fato, muda

A alteração prevista na medida não interfere nos depósitos feitos até hoje. O valor que já existe continuará variando de acordo com a conta atual. Porém, se ele investir outro valor a partir de amanhã, este poderá sofrer influência da nova regra. 

Com base nas novas regras, se a Selic cair para o índice de 8,5%, a poupança terá uma correção de 6,2% ao ano (lembrando que atualmente o valor é de 6,5%). Se chegar a 8%, o rendimento cai e fica em 5,6%. 

Saiba se a poupança é um bom investimento para você

Conhecida por ser um investimento seguro e isento da declaração do imposto de renda, a poupança é uma boa alternativa para quem quer investir em um pequeno prazo. 

"Se o seu sonho é comprar uma casa daqui alguns anos ou contribuir para aumentar a aposentadoria mais para frente, esta não é uma boa opção", afirmou o economista. 

Nestes casos, Reinaldo Polito sugere a Previdência Privada, o Tesouro Direto ou até o CDB (títulos de renda fixa nominativos, com rendimentos pré ou pós-fixados).

quinta-feira, 3 de maio de 2012

MUDANÇA NA POUPANÇA


Poupança pode ter mudança apenas em novas contas, diz jornal

moedas

São Paulo - As mudanças que o governo pode anunciar para o rendimento das cadernetas de poupança devem excluir as aplicações existentes. As informações são do jornal Valor Econômico. A expectativa é que o governo anuncie as mudanças ainda hoje

Uma das propostas possíveis, é que o rendimento da poupança seja atrelado à Selic.  Desse modo, até certa faixa de depósitos o investidor receberia 80% da selic e, acima desse valor, passaria a receber 70%. Hoje, a presidente deve realizar encontros em busca de apoio à alteração das regras. Entre os deputados, muitos já se mostraram favoráveis à proposta
Hoje, o cálculo dos rendimentos de poupança é feito com base na remuneração básica (Taxa Referencial) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. A poupança também tem isenção de imposto de renda. 
Com a selic mais baixa – em 9,0% - a poupança torna-se mais atrativa para investidores do que investimentos na renda variável. Mudar as regras da poupança seria uma tentativa do governo de impedir a fuga dos investidores dos fundos de investimento, necessários para rolar a dívida pública federal.

CPI DO CACHOEIRA

O Estado de S. Paulo

Blindagem governista cai na CPI, e Delta será investigada em todo o País

BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira furou nesta quarta-feira, 2, a blindagem montada pelo PT para proteger o governo federal e decidiu investigar as ligações da Delta Construções S.A. com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em todo o Brasil, e não somente na Região Centro-Oeste, como havia sido proposto pelo relator Odair Cunha (PT-MG). A CPI determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Cachoeira a partir de 1.º de janeiro de 2002.

No entanto, a posição branda do relator foi seguida quando o foco passou a ser a relação de governadores com o esquema investigado pela Polícia Federal. Nos casos de Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), a CPI nada decidiu sobre eles.
A Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigou e desbaratou o esquema de Carlinhos Cachoeira, gravou conversas em que aparecem os nomes de Agnelo e Perillo. Quanto a Cabral, os parlamentares de oposição desejam convocá-lo por causa da ligação com o empresário Fernando Cavendish, ex-diretor da Delta.
Senador. Também ficou decidido nesta quarta-feira que Cachoeira vai prestar depoimento à CPI no dia 15. O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) vai depor no dia 31. Já o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste Cláudio Abreu será ouvido pela CPI do Cachoeira no dia 29. Os arapongas Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e Jairo Martins, vão depor no dia 24. José Olímpio de Queiroga Neto, Gleyb Ferreira da Cruz, Geovani Pereira da Silva, Wladimir Garcêz e Lenine Araújo de Souza, integrantes do esquema de Cachoeira, vão prestar depoimento no dia 22.
Ao todo, a CPI aprovou 51 requerimentos. Um plano de trabalho apresentado por Odair Cunha prevê que a situação dos governadores só deverá ser examinada a partir de junho. Cunha e a base do governo entenderam que não têm condições técnicas para convocá-los agora. Os partidos de oposição acabaram concordando com eles.
Caso os exames dos documentos das Operações Vegas e Monte Carlo - as duas que investigaram as ligações de Cachoeira com agentes públicos e privados - mostrem o comprometimento dos governadores, serão apresentados novos requerimentos. A intenção da oposição era convocar Cabral e Agnelo. O governo, de seu lado, queria ouvir o tucano Perillo.
Delegados. Ficou decidido ainda pela CPI do Cachoeira que os delegados Raul Alexandre Marques Souza e Matheus Mello Rodrigues e os procuradores da República Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela operações Vegas e Monte Carlo, serão convidados a comparecer à CPI na semana que vem, para sessões reservadas nos dias 8 e 10. A princípio, eles deveriam conversar com os parlamentares da CPI numa sessão aberta.
Mas a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) e o deputado Luís Pitiman (PMDB-DF) pediram que fossem ouvidos secretamente. Argumentaram que os advogados de Cachoeira e de outros envolvidos com o esquema do contraventor ouviriam tudo e depois contariam para seus clientes, o que poderia atrapalhar os planos de investigação da CPI.
Na opinião do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a pressão dos partidos de oposição, que contaram com o apoio de partidos da base, como o PDT, o PMDB e o PCdoB, possibilitaram mudar o plano de trabalho do relator Odair Cunha, tirando o foco de investigação da Delta somente no Centro-Oeste, e levando-o para todo o País.
A Delta é a empresa que mais tem obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De 2007 até agora ela recebeu R$ 4,13 bilhões do governo federal. Pressionado, restou a Cunha admitir que não havia como manter as investigações apenas no Centro-Oeste. “Vamos ver o papel da Delta na organização criminosa. Há elementos contundentes e suspeitas de que Cavendish seria sócio oculto do Cachoeira.”

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ELEIÇÕES 2012 - TANGARÁ

Há 40 dias do início das convenções municipais, para escolha de candidatos, a situação está inteiramente indefinida em Tangará.


O prefeito Jorginho Bezerra, havia escolhido o ex-vereador Lilico, filho de Theodorico Neto, que tinha grandes chances de vencer as eleições, mas desistiu de concorrer.


Jorginho procurou pra conversar e talvez lançar a candidatura do comerciante Djalma Carneiro, o Carneirinho, mas foi constatada a dupla filiação dele.


Gija é o candidato da oposição e tem uma posição eleitoral confortável em relação as outras candidaturas, dependendo apenas da palavra do TRE.


O outro candidato que poderia unir os dois grupos postulantes é o atual vice-prefeito Eronciano, cujo nome está à disposição para conversar e ser avaliado, tanto por Gija, quanto por Jorginho, mas dependerá também da palavra final do TRE.

ELEIÇÕES 2012 - CAICÓ

Em Caicó foi formada uma frente partidária para concorrer as eleições de 2012.


Inicialmente, juntaram-se PPS, PDT, PV e PCdoB.


Agora os dirigentes destes partidos procuraram as direções municipais e estaduais do PT e do PSB para ampliar a frente.


Ainda podem fazer parte deste grupo, partidos com PSDB e PP.


Quatro nomes já foram colocados à disposição do grupo para análise, como pré-candidato a prefeito, são eles:
Francielle Lopes do PPS, Rangel do PDT, Gilberto, atual vice-prefeito, do PT e o vereador Lelêu pelo PSB.


O Prefeito Bibi, também já foi sondado para integrar esta frente.


ET. Recebi e-mail do dirigente do PPS de Caicó, Diego Vale:


Amigo Chagas,

O grupo formado por PPS, PDT, PV e PCdoB já tem 2 nomes - Rangel (PDT) e Francielle (PPS).



A reunião que aconteceu em Natal serviu para oficializar convite ao PT, PSB e PSD para ingressarem na frente.
Com o ingresso desses partidos, podem surgir mais dois pré-candidatos: Gilberto Costa (PT) e Leleu Fontes (PSB).


A vinda do PSB pode também trazer o apoio do prefeito de Caicó Bibi Costa, ainda filiado ao PR, mas prestes a ingressar no PSB.
O palanque sai fortalecido com essa aliança. Fátima, Wilma e Iberê, foram, respectivamente, deputada federal, senador e governador mais votados na eleição passada, em Caicó.


Outras siglas podem ainda ingressar na frente partidária: PSDB, PHS, PTB.


Forte abraço!
Diego Vale
Presidente Diretório Municipal - PPS-Caicó

O CAOS ANTES DE FAZER ACONTECER

As redes sociais na atualidade, exercem uma força incrível de mobilização na sociedade, basta ver o exemplo do Egito e de outros países do oriente médio.

Pois bem, essa força chegou ao Rio Grande do Norte.

Com a campanha #RosalbaVergonhadoRN , o Twitter alcançou uma movimentação monumental no país inteiro.

Críticas na saúde, educação, segurança, turismo e  em praticamente todos os setores governamentais.

O governo respondeu através do próprio twitter, que reconhecia as dificuldades, mas que iria dar a virada(como se fosse um jogo de futebol) e que iria repetir o que fez em Mossoró, quando a governadora era prefeita daquela cidade, como se o estado fosse uma prefeitura.

A emenda saiu pior do que o soneto.

Como se não bastasse, a Globo através do jornal nacional, mostrou as mazelas por que passa a saúde pública do Estado.

Eu que conheço o secretário de saúde, sei do seu esforço e empenho para fazer tudo certo, mas esbarra na secretaria de planejamento que nem cumpriu o orçamento do setor em 2011 e nem ajustou ainda o cronograma de 2012.

Portanto é preciso ficar alerta e a sociedade vai cobrar com mais veemência, as medidas imediatas do governo para tirar o Estado do caos em que se encontra, e em ano eleitoral o atraso de faturas às empreiteiras, abre um espaço enorme para a cobrança de pedágios visando as eleições que se aproximam.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

DELTA NO RN

Enviado por ORF

Delta bancou mensalão com dinheiro desviado de obra no RN, diz PF

Fernando Cavendish, dono da Delta Engenharia.

As denúncias de que a construtora Delta seria ligada ao esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira começam a chegar ao Rio Grande do Norte.

A investigação da Polícia Federal, que agora se desdobrou em dois processos na Justiça cearense, identificou o pagamento de um "mensalão" pela Delta a servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) do Ceará.

E o dinheiro era conseguido através de fraudes em licitações e compra de material de qualidade inferior à praticada no mercado, segundo indica a investigação. Foi através desse esquema que o pessoal do DNIT do Ceará teria desviado dinheiro das obras da BR-304, que une Natal a Russas (CE).

Aluizio Alves, preso pela PF na Operação Mão Dupla em 2010 e então diretor da Delta Norte e Nordeste, será convocado a depor na CPI Mista de Cachoeira, pela liderança do PSDB no Senado. Procurada, a Delta informou que não se pronunciaria sobre a permanência do executivo no conselho de administração da empreiteira.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

AFASTAMENTO NA DELTA

Irany Tereza, de O Estado de S.Paulo



Em meio a denúncias, dono da Delta se afasta do comando da empresa

Empresa de Fernando Cavendish comanda obras públicas federais e estaduais - Marco Antonio Cavalcanti/Ag. O Globo-22/6/2011

Fernando Cavendish, proprietário da Delta, vai se afastar do comando da empresa, juntamente com o diretor Carlos Pacheco. A decisão será anunciada nesta quarta-feira, 25, em Brasília, em uma carta encaminhada pelo Delta à Controladoria Geral da União (CGU), na qual a empresa anunciará o início de uma auditoria na empresa, por meio de uma empresa independente. A direção da Delta, durante a investigação, ficará a cargo de Carlos Alberto Verdini.
A Delta está no centro das investigações que apuram denúncias de uma rede de corrupção encabeçada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. As suspeitas da Polícia Federal são que de a construtora teria alimentado doações eleitorais repassadas por Cachoeira.
Acuada pelas denúncias, a Delta já começou um movimento de abandono de grandes obras, como a sua participação nos consórcios que tocam a reforma do Maracanã, a construção da TransCarioca e do pólo petroquímico de Comperj. Com 25 mil empregados diretos e 5 mil indiretos, a empresa tenta agora evitar o efeito dominó que atingirá outros projetos.
Na terça-feira, 24, a CGU abriu processo para apurar irregularidades da construtora em obras em nove estados. Ao fim do processo, se condenada, a empresa poderá ser suspensa do serviço público de um mês a até dois anos, ou declarada inidônea, o que significa que será banida por, no mínimo, dois anos. Após esse prazo, a reabilitação só é possível mediante pedido, desde que as irregularidades cometidas tenham sido sanadas.
Projetos. Maior construtora do PAC, com suas atividades concentradas principalmente no setor rodoviário, a empresa conseguiu contratos de R$ 4,3 bilhões nos últimos anos, dos quais R$ 3 bilhões já foram pagos pela União. Com bom relacionamento nos governos fluminenses, Fernando Cavendish também fechou obras relevantes no Rio de Janeiro.

BRASILEIROS SUBORNADOS NA FIFA

Do UOL, em São Paulo

Novos documentos comprovam que Havelange e Teixeira receberam suborno na Fifa

Ricardo Teixeira e João Havelange em evento no Rio de Janeiro (01/02/2005)

Agora está confirmado: Ricardo Teixeira usou a empresa Sanud junto com João Havelange para receber comissões em nome da Fifa e não repassou os valores aos cofres da entidade. Os valores finais ainda não foram fechados pela Justiça da Suíça, mas os subornos podem ter passado de US$ 40 milhões, entre 1978 e 2000. O escândalo está sendo investigado pelo Parlamento Europeu, que divulgou um relatório parcial esta semana.

Parte dessas comissões milionárias foram recebidas pelos brasileiros entre 1989 e 1998, ano em que Havelange se afastou da presidência da Federação, depois de cumprir mandatos seguidos desde 1974.
Além da Sanud, empresa investigada na CPI do Futebol em 2001 (e que tem o irmão de Teixeira, Guilherme, como procurador, no Brasil) os dois brasileiros usaram também o fundo  Renford Investiments, e a empresa Garantie JH para coletar propinas na venda de direitos de transmissão dos jogos das Copas do Mundo, “para um país da América do Sul”.
As informações foram amplamente investigadas pelo promotor suíço Thomas Hildebrand que abriu ação criminal contra os dois brasileiros, mantendo seus nomes  sob sigilo judicial.
Mas alguns documentos exclusivos obtidos porUOL Esporte,  no ano passado, permitem cruzar as datas dos depósitos efetuados em várias contas de empresas de fachada, usadas no maior escândalo de corrupção esportiva, que chega a 122,6 milhões de francos suíços ou cerca de US$ 160 milhões no total.
Parte desse dinheiro (mais de US$ 40 milhões) ficou nas contas dos dois brasileiros que estavam por trás de um grupo de empresas listadas pela promotoria suíça.
Mesmo mantendo o sigilo judicial imposto ao processo criminal que ainda tramita na Suíça, o promotor Hildbrand deu detalhes sobre as operações das duas pessoas denunciadas no recebimento de propina. Essas pessoas foram codificadas pelas letras H (Teixeira) e E (Havelange).
Na Suíça, corrupção privada só é enquadrada em crime quando envolve suborno em contratos comerciais. “Por isso as pessoas H e E foram incriminadas”, explicou o promotor usando as duas letras para proteger a identidade dos brasileiros.
Segundo Hildbrand, “os dois, E e H, tinham participação financeira na companhia G (Sanud). Detalhes das operações individuais podem ser conhecidos no quadro abaixo”.
Por esse quadro divulgado pelo Comitê Europeu de Cultura, Ciência, Educação e Mídia, que também investiga o maior escândalo do futebol mundial, 32 depósitos foram feitos entre 10 de agosto de 1992 até 4 de maio de 2000, na conta da Sanud (empresa G).
O Parlamento Europeu divulgou nesta semana parte do conteúdo do processo que investiga o escândalo. Para preservar o sigilo judicial, o promotor apenas listou os depósitos feitos e a Comissão Europeia excluiu os nomes das empresas denunciadas.
Porém, cruzando as informações divulgadas esta semana pelo Parlamento Europeu com um dossiê de lista de empresas beneficiadas a que o UOL Esporte teve acesso, ano passado, foi possível checar cada depósito realizado com os nomes das empresas beneficiadas: A Sanud  e a Garantie JH receberam entre 1992 e 1997, 22 repasses financeiros, totalizando US$ 10 milhões. A Garantie JH recebeu em um único depósito de 3 de março de 1997,  US$ 1 milhão. Os outros dez repasses foram feitos para a conta da Renford Investiments Ltd.
Apesar da coincidência das letras JH, até o relatório divulgado pelo Parlamento Europeu não se poderia afirmar que a Garantie era operada por João Havelange. A confirmação foi possível porque dados sigilosos do processo obtidos pelo UOL Esportetrazem a lista dos depósitos associada aos nomes das empresas beneficiárias. O roteiro de datas e valores divulgados pelos comissários europeus foi decisivo para o cruzamento dos nomes das empresas.
A dinheirama manipulada pela Fifa passava antes pelos cofres da International Sports Leisure (ISL), empresa de marketing esportivo montada por Havelange em associação com Adidas e a japonesa Dentsu, nos anos 80. A ISL tinha 50% de capital japonês e acabou quebrando em 2001.
A falência da ISL chamou a atenção do Ministério Público e uma investigação criminal foi aberta na Suíça para apurar os motivos da falta de caixa. Um dos executivos da empresa, Jean Marie Weber, abriu o jogo e contou como o esquema funcionava.
Há ainda outro detalhe importante revelado pelo promotor Hildbrand e que ajudou a confirmar os nomes dos brasileiros: “alguns depósitos foram feitos em contas dos filhos do suspeito H (Teixeira) e um dos contratos assinados pela Fifa leva a assinatura do suspeito E, em 97 e 98”.
Está claro também de onde os dois recebiam comissão pela venda exclusiva dos direitos de transmissão do jogos: “O pagamento foi feito pela ISL e uma de suas subsidiárias a ISMM Investiments, que recontratava empresas para vender direitos de televisão e rádio a um país da América do Sul”. Os dois únicos interessados em direitos de televisão na América do Sul e que eram oficiais da Fifa, e que operavam a Sanud e a Garantie JH, são Ricardo Teixeira e João Havelange.
“Os pagamentos foram feitos direta ou indiretamente aos dois (H e E); ambos eram executivos da Fifa e um deles ainda é”, revelou o promotor aos parlamentares europeus em depoimento dado em  março de 2012.

terça-feira, 24 de abril de 2012

ROCINHA FASHION

Heloisa Aruth Sturm - Agência Estado

Cooperativa da Rocinha terá loja em shopping no Rio

Hoje, a cooperativa tem mais de 80 artesãs - Tasso Marcelo/AE

RIO DE JANEIRO - Depois de 20 anos confeccionando produtos artesanais para diversas marcas, a Coopa-Roca (Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha), com sede em uma das maiores favelas do Rio de Janeiro, abrirá sua primeira loja própria. O endereço da empreitada será o Fashion Mall, o shopping mais chique do Rio de Janeiro, em São Conrado, zona sul da cidade. Embora esteja localizado a menos de 500 metros da Rocinha, o Fashion Mall não é frequentado pelos moradores da comunidade.

"Moro na Rocinha há dez anos e só estive aqui nesse shopping acho que umas duas vezes", diz a artesã Liliane Moreira da Silva, diretora administrativa da Coopa-Roca. "Aqui tudo é muito caro", enfatiza Maria do Rosário Souza Paiva, uma das mais antigas na cooperativa. Ela já faz parte da segunda geração de mulheres artesãs da Coopa-Roca, e aprendeu o ofício com a mãe, uma das fundadoras da cooperativa.
"Essa loja é tudo o que nós merecemos e tudo o que nós precisamos, e espero que a gente tenha bastante trabalho, porque trabalho é dinheiro, e dinheiro é qualidade de vida", diz a artesã Maria Áurea Feitosa, que trabalha na cooperativa há três anos. A ideia da cooperativa surgiu a partir de um trabalho desenvolvido pela socióloga Teresa Leal, co-fundadora e coordenadora artística e executiva da Coopa-Roca.
Foi buscando novos materiais para as oficinas de arte desenvolvidas com as crianças da comunidade que surgiu o empreendimento, no início dos anos 1980. "Estávamos diversificando o material de reciclagem na oficina de brinquedos e chegamos a um fabricante de tecidos, que doou todo o mostruário da confecção anterior", diz Teresa. Um grupo de 5 mulheres passou a trabalhar com os tecidos, e hoje a cooperativa conta com mais de 80 artesãs.
Nos primeiros anos, o grupo enfrentou as dificuldades típicas de uma pequena empresa, sem capital de giro e com uma capacidade produtiva limitada. Mas a visão empreendedora de Teresa fez com que ela buscasse alternativas e visse no mundo da moda um espaço que poderia ser ocupado por estas mulheres. "Os obstáculos sempre foram para mim parte de um processo de aprendizagem, porque eu refletia sobre os nossos limites", afirma.
Oportunidade. Na década de 1990, os desfiles de moda começavam a surgir no Brasil. Teresa viu aí uma oportunidade para mostrar as peças desenvolvidas pelas mulheres da Rocinha. "Eventos como esse criam visibilidade e são estratégicos para nosso trabalho". Após um desfile na Fundição Progresso, na Lapa, surgiu o convite de Paulo Borges, aclamado produtor de eventos de projeção internacional no mundo da moda, como a São Paulo Fashion Week. Em menos de um ano, já tinham convite para um desfile em Berlim, na Alemanha. "Naquela época, tínhamos uma visibilidade maravilhosa, mas ainda não tínhamos acessado o mercado", avalia Teresa.
A cooperativa apostou também em exposições, e desde 2000 realizou três edições da "Retalhar", no Rio e em São Paulo, uma idealização em parceria com o professor Cláudio Magalhães, coordenador de Extensão do Departamento de Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). "A proposta da Retalhar era criar pontes entre as técnicas artesanais da Coopa-Roca e destacar os profissionais do setor da moda, design e artes plásticas", diz Teresa. Surgiu aí a oportunidade de manter novas relações comerciais e aumentar o volume de produção da cooperativa.
Nos últimos dez anos, o trabalho desenvolvido junto a marcas como as internacionais Lacoste e Osklen, além de outras no Brasil, como a M.Officer de Carlos Miele, fez com que as peças das artesãs da Rocinha rodassem o mundo, integrando projetos e eventos na Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Estados Unidos. Surgia aí uma demanda potencial. "A ideia é sair do estigma de que o trabalho artesanal é uma coisa menor, desclassificada, e trazê-lo para uma arena onde o que predomina é a sofisticação", avalia Teresa.
Parceria. Fruto de uma parceria com o Sebrae, e com apoio da Prefeitura e da Federação e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro (OCB-RJ), a Coop-Roca abre as portas de sua loja no dia 17 de maio deste ano. No espaço serão vendidos cerca de 50 artigos produzidos pelas artesãs. São objetos de decoração, como luminárias, almofadas, jogos americanos e guardanapos de linho, e também peças de vestuário feminino e adereços. A loja possui um estoque atual de 1,2 mil peças, e disputará com grifes famosas, como Daslu, Calvin Klein e Armani, as clientes de elevado poder aquisitivo que circulam ali.
A gerente comercial do Fashion Mall, Geisa Rabello, acredita que os produtos da cooperativa vão atrair o interesse do público do shopping. "A Coopa-Roca faz produtos muito bonitos, que vão interessar a todos. Quando reformamos um espaço de lazer no shopping, decoramos com luminárias da cooperativa e ficou lindo", diz. A Coopa-Roca não vai pagar o aluguel do espaço, que chegaria a custar em média pouco mais de R$ 9 mil por mês. (Colaborou Fabio Grellet).