quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PRIVATIZAÇÃO DOS PORTOS

Exame

Depois de aeroportos, governo prepara licitações para portos

Porto de Santos


São Paulo - O governo Dilma Rousseff vai recorrer novamente à iniciativa privada para resolver gargalos de infraestrutura do país. Depois de fazer a concessão dos aeroportos, já prepara licitações de terminais portuários ainda neste ano, mas esse processo pode encontrar dificuldades na Justiça se a União decidir mesmo licitar áreas cujos contratos ainda não venceram.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, disse à Reuters que o setor portuário passará por uma reformulação, licitando novamente contratos de arrendamento, portos delegados a Estados e municípios e terminais que já estão sob gestão privada.
Na mira do governo estão pelo menos 77 terminais e áreas arrendadas pela iniciativa privada em portos pelo país. As primeiras licitações que devem ser lançadas são para um novo porto de Manaus e, provavelmente, o Porto de Imbituba, em Santa Catarina, cujo contrato vence no final deste ano, segundo Fialho.
Durante as reuniões que manteve sobre infraestrutura no início de janeiro, Dilma disse queria uma solução urgente para os portos.
"Esse é um dos desafios fundamentais para enfrentar em 2012 para o desenvolvimento do país. Temos que destravar o nó dos portos", afirmou Dilma aos ministros que participavam da reunião, segundo relato de uma fonte do governo, que falou com a Reuters sob a condição de anonimato.
Fialho, da Antaq, disse que a decisão política de licitar novamente os contratos já foi tomada.
Contudo, ainda não há uma definição em relação ao modelo a ser adotado e nem se o governo privilegiará tarifas menores nas operações portuárias ou a arrecadação de outorgas para escolher o gestor privado do negócio.
O diretor-geral da Antaq contou que o governo quer melhorar a gestão, por meio de novas licitações ou adaptações nos contratos, nos sete portos considerados estratégicos pelo governo: Santos (SP), Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Rio de Janeiro, Itaguaí (RJ), Vitória e Itaqui (MA).
Judicialização
Nas últimas semanas, a Casa Civil tem coordenado uma série de reuniões sobre o tema e tentado encontrar saídas jurídicas para evitar a judicialização dos futuros processos licitatórios, segundo disse a outra fonte do governo.
As dificuldades residem no emaranhado de legislações sobre portos, que mesmo depois da Lei dos Portos, aprovada em 1993, continuam deixando abertura para interpretações sobre a renovação dos contratos celebrados antes dessa legislação.
Um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) considera que os contratos celebrados antes da Lei dos Portos e que ainda não remuneraram adequadamente os investidores devem ser encerrados pela União, que deve ressarcir o contratante, permitindo que seja feita uma nova licitação.
Esse caminho jurídico permite que o governo consiga renovar um grande número de áreas em todos os terminais do país. "O governo pode conseguir novas metas e melhorar a gestão com as novas licitações", argumentou Fialho.
Disputa jurídica
Porém, outro trecho do mesmo parecer é usado pela Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABPT) para argumentar que os contratos firmados antes da Lei dos Portos deveriam ser adaptados e estendidos por um período igual ao estipulado no primeiro documento.
"Com a Lei dos Portos ficou definido que o Executivo faria a adaptação de todos os contratos ao novo modelo jurídico para evitar um apagão aeroportuário e a insegurança jurídica dos contratos", disse o presidente da ABPT, Wilen Manteli.
Ele acrescentou que mesmo assim ao longo dos anos o governo federal não fez essa adaptação em vários casos. A associação representa mais de 100 terminais portuários no país.
Manteli lembrou que o governo está estendendo os contratos de concessão na área de energia e que devia usar o mesmo critério nos contratos portuários, e prevê que se as licitações de áreas sob contrato ocorrerem haverá uma grande grande batalha jurídica.
"As empresas não vão abrir mão dos seus direitos. Vamos discutir até as últimas consequências. Não acredito que o governo vai preferir o conflito", disse Monteli.

FICHA LIMPA

Felipe Recondo e Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo

Voto de Rosa Weber praticamente define placar de decisão sobre a Ficha Limpa

BRASÍLIA - O voto da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber favorável à constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa praticamente definiu o placar do julgamento iniciado nesta quarta-feira, 15, e que deve ser retomado na quinta-feira, 18. Rosa Weber se junta a pelo menos cinco ministros que em julgamentos anteriores já haviam se manifestado pela constitucionalidade da lei que veda a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados e daqueles que renunciam para fugir de processos de cassação.
Com isso, a Lei da Ficha Limpa deverá ser aplicada nas eleições deste ano de forma integral, salvo alguma alteração pontual que pode ser feita até o final do julgamento. A votação foi interrompida ontem quando o placar estava 4 a 1, favorável a declarar a lei constitucional.
Recém empossada no STF, Rosa Weber afirmou em seu voto que a Lei da Ficha Limpa não viola o princípio da presunção de inocência ao tornar inelegíveis políticos condenados judicialmente por órgãos colegiados, como um tribunal de Justiça, mesmo que ainda caiba recurso dessa condenação. Em seu voto, a ministra afirmou que a presunção da inocência está vinculada ao direito penal. Impor restrições em caráter eleitoral a políticos condenados em segunda instância não configuraria violação ao princípio da inocência e garantiria a proteção da coletividade e do estado democrático de direito.
"A Lei da Ficha Limpa foi gestada no ventre moralizante da sociedade brasileira que está agora a exigir dos poderes instituídos um basta", afirmou a ministra em seu voto. O homem público, acrescentou, submete-se a regras mais severas do que o homem comum. "Entendo que esta Corte não deve ser insensível a essas aspirações populares", disse a ministra.
O voto de Rosa Weber vai ao encontro do que já manifestaram publicamente os ministros Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Cármen Lúcia. O ministro Marco Aurélio, que votou em 2011 por adiar para as eleições deste ano a aplicação da Lei da Ficha, deve se juntar a esses ministros, conforme revelou a ministros da Corte.
O ministro Dias Toffoli, que havia pedido vista do julgamento no ano passado, julgou ser inconstitucional barrar a candidatura de políticos condenados em segunda instância, mesmo que ainda possam recorrer da condenação. No entanto, ele entendeu que é legítimo impedir a candidatura de políticos que renunciam para fugir de processos de cassação.
Ao final do julgamento, os ministros podem reduzir os prazos previstos na lei para tornar um político inelegível. De acordo com o texto, o político se torna inelegível a partir da condenação em segunda instância, estendendo-se pelo prazo que for necessário até que seja condenado em última instância, somado o tempo em que estiver cumprindo a pena que foi imposta e mais oito anos a contar do fim do cumprimento dessa sanção.
Conforme os contrários à regra, esse dispositivo poderia tornar o político inelegível por mais de 50 anos. Fux sugeriu em seu voto, e essa proposta deverá ser discutida, que seja possível abater do prazo de inelegibilidade de oito anos o período decorrido entre a condenação por órgão colegiado e a decisão definitiva da Justiça. "Com os recursos, o tempo poderia ficar muito dilatado", disse o ministro.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O PROBLEMA É A IMPUNIDADE


O Brasil tem problemas que existem na maioria dos países do mundo.

A corrupção em larga escala, aumento de homicídios nas cidades do interior, que antes era privilégio das capitais, mortes crescente no trânsito e nas rodovias. Assaltos, roubos, sequestros, uso indiscriminado de drogas, criando-se inúmeras cracolândias nas cidades e outras mazelas que convivemos no dia a dia em nosso país.

Tenho convicção, entretanto, que o nosso maior problema é a IMPUNIDADE.

As leis não são cumpridas, o judiciário é lento e a diferenciação na aplicação da lei entre ricos e pobres é gritante.

Pobre vai para a cadeia e rico vai para a UTI.

VIVA O BECODALAMA

Eduardo Alexandre - Dunga

A PRAÇA DA ALEGRIA DOS NOSSOS DIAS

Natal nasceu na Cidade Alta.

Desde sua fundação, em 25 de dezembro de 1599, foi a Cidade Alta o palco dos ajuntamentos sociais de Natal. Sacros e profanos, a princípio na Praça da Alegria, que, após a morte do padre João Maria, em 1905, tomou seu nome a partir de resolução assinada pelo intendente Joaquim Monoel Teixeira de Moura, em 11 de julho de 1906.

Nesse início de século XX, os acontecimentos profanos vieram para a Rua da Palha, que tomou a denominação de Vigário Bartholomeu.

O maior ajuntamento cotidiano de pessoas, as festas da cidade, durante décadas deste século, foram ali perto da antiga Praça da Alegria e da antiga Rua Palha, cidade crescendo rumo aos morros do Tirol: o Grande Ponto.

O Beco da Lama no meio do alvoroço do crescimento da cidade.

Beco da Lama por ser o escoadouro das águas servidas que vinham dos fundos das aristocráticas residências da Vigário Bartholomeu e Rua Nova, depois Avenida Rio Branco.

Beco da Lama estigmatizado pelo nome. Mas Beco buscado pela boemia discreta, ciosa de música e conversa boa longe do ruge-ruge barulhento do entorno.

Por ali, transitava Cascudo, saído do Café Grande Ponto, depois Café Avenida, em busca de novas informações e divertimentos no Potiguarânia, depois Café Magestic, defronte do Royal Cinema, esquinas de Vigário Bartholomeu com Ulisses Caldas. Prosas e prosas, poesia, com Jorge Fernandes, poeta modernista residente na Rua da Palha, cujos fundos de quintal davam para o Beco da Lama.

Quando cansado de suas décadas de dedicação à Academia Norte-riograndense de Letras, Manoel Rodrigues de Melo se dirigia ao Beco. Queria conversa com Berilo Wanderley, Luís Carlos Guimarães, Newton Navarro, Bosco Lopes, amigos que sabia encontraria ali para partilhar uma teutônica, como chamava a cervejinha do desprendimento.

Quando Nasi Canaã se estabeleceu na esquina da Rua Doutor José Ivo (Beco da Lama) com a Cel. Cascudo (pai do etnólogo folclorista), e popularizou entre nós a 'meladinha', o doutor Manoel de Brito vez dali parada diária.

E quantas não foram as figuras de importância e sem importância alguma que fizeram dali pouso de cura para as agruras dos dias?

O Beco estigmatizado pela lama que já não mais havia, com o surgimento da Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências (adjacências sugeridas pelo poeta Volontê para dar consistência à sigla), a querida SAMBA, tomou gosto de festa e muitas vieram para trazer a população tangida pelo crescimento da cidade de volta ao seu centro histórico, berço.

O respaldo de toda a gente que se fez presente às centenas nessas festas foi fator de importância para que o Beco se tornasse um referencial de cultura da cidade. Esse respaldo de amor popular fez com que a nossa Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN, voltasse vistas para uma possibilidade concreta de transformar toda aquela área central e também a Ribeira como algo digno de preservação, e tudo se transformou, em 2010, em Patrimônio Histórico Nacional.

É essa conquista de tantos que agora está ameaçada de retrocesso por uma intriga mesquinha de vizinhas que levaram querela ao Ministério Público do Meio Ambiente, que, aferrado a rigidez que compõe leis mal escritas, hoje impõe o fim da festa.

Festa que divulga e traz benefícios, traz emprego, traz turistas.

Por tudo isso, políticos e populares, artistas, hoje estiveram ali naquela esquina pedindo à cidade que se compadeça dos maus presságios de fim de festa e se imponha através de sua cultura como logradouro que, também por amor, se quer preservar.

O Beco é hoje a Praça da Alegria da nossa cidade Natal.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ÁLCOOL E DIETA

Exame



Álcool: amigo ou inimigo da dieta?

Pessoa bebendo cerveja


São Paulo – Apesar da famosa expressão “barriga de cerveja”, esse não é necessariamente o destino de quem gosta de consumir bebidas alcoólicas. Diversas pesquisas têm apontado que beber não está diretamente ligado ao aumento de peso e que tomar umas e outras de vez em quando pode até fazer bem à saúde.
“Doses equilibradas de álcool podem certamente prevenir doenças cardiovasculares, evitar inflamações e impedir o acúmulo de gordura no fígado”, afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional. A nutricionista Vânia Barberan, membro do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio de Janeiro, concorda e cita a “dieta do mediterrâneo” como exemplo.
Nela, é recomendado o consumo diário de vinho (uma taça para mulheres e duas para homens), que pode ainda combater o envelhecimento precoce, doenças degenerativas e diabetes, segundo estudos. A cerveja também pode ser benéfica para a saúde, de acordo com uma pesquisa espanhola de 2011. O levantamento indica que uma caneca de cerveja por dia ajuda a prevenir a diabetes, a hipertensão e até mesmo o ganho de peso.
Roseli Rossi diz que estudos populacionais revelam que homens que bebem moderadamente têm, em média, o mesmo peso dos abstêmios. Isso porque a bebida alcoólica estimula a região de prazer e recompensa no cérebro, podendo substituir alimentos que provocam a mesma sensação, ricos em carboidratos refinados, sal e gorduras.
Mas, antes de brindar a notícia, é preciso lembrar alguns detalhes. “Hoje, o consumo de cerveja no Brasil é absurdo”, afirma Vânia. Dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), de 2010, apontam que a produção brasileira de cerveja foi de 12,6 bilhões de litros no ano – maior do que Alemanha e Rússia.
 Um consumo compatível com essa produção pode colocar qualquer dieta em perigo. Apesar de 200 mililitros de cerveja ter pouco menos que 90 calorias (valor próximo ao de um pote da mesma quantidade de iogurte desnatado), dificilmente o consumo para em apenas um copo.
“Ninguém senta em um bar, toma um copo de cerveja e vai embora. A pessoa bebe, come um salgado e, quando come, dá vontade de beber mais. Aí, quando ela vê, já tomou oito doses”, diz Vânia Barberan. Essa combinação explosiva de álcool e petiscos gordurosos também é uma ameaça quando se diz respeito a outros tipos de bebidas.
Segundo a nutricionista Roseli Rossi, quanto maior o teor alcoólico de uma bebida, mais calorias ela terá e, consequentemente, maior será seu poder engordativo. Enquanto 200 mililitros de vinho tinto têm 144 calorias, a mesma quantidade de vodca tem 462 calorias, por exemplo.
“Cada grama de álcool contém sete calorias (três a mais do que o açúcar comum), que podem ser chamadas de ‘calorias vazias’, pois não nos oferecem nenhum nutriente, apenas nos dão uma falsa ilusão de saciedade”, afirma. É por isso que, para as especialistas, aliar moderação e reduzir os tira-gostos na mesa do bar são as melhores maneiras de aproveitar os benefícios que a bebida pode trazer, sem brigar com a balança depois.


O FIM DO CURRÍCULO

Exame

Empresas de internet decretam o fim do currículo no Brasil

4. Difunda seu perfil


São Paulo - Pouco mais de um ano atrás, o estudante de sistemas de informação Estevão Mascarenhas, então com 19 anos, passou por uma situação curiosa. Ele começou a interagir nas redes sociais, sem saber, com seu futuro patrão. No fim de 2010, Horácio Poblete, presidente da startup Ledface, começou a seguir o jovem no Twitter por indicação de amigos – que, por sua vez, não tinham qualquer ligação direta com o universitário.

Empregador e funcionário em potencial começaram a discutir empreendedorismo pela rede de microblogs, até que Horácio tivesse intimidade o suficiente para solicitar a Estevão que o adicionasse em seu Facebook. Depois de três meses de observação virtual intensa, o executivo finalmente se convenceu de que o estudante era um profissional que, além de qualificado tecnicamente, identificava-se com os valores da empresa. A proposta veio em seguida. Estevão largou a faculdade na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), em Minas Gerais, e mudou-se para Campinas, em São Paulo, de emprego novo, sem ter enviado ao menos um currículo.
Casos como esse são cada vez mais comuns no país. Não chega a ser novidade que as companhias 'bisbilhotem' os candidatos nas redes sociais antes de chama-los para entrevistas. De acordo com uma pesquisa da empresa de recrutamento americana Robert Half, 63% das companhias brasileiras consultam perfis de candidatos nas redes de relacionamento.
Mas até então esse procedimento era complementar. “No final, os recrutadores cruzavam os dados do currículo, as impressões da entrevista formal e as individualidades dos candidatos com base em suas informações de perfis na web”, explica Bernardo Entschev, CEO da recrutadora de executivos De Bernt Entschev. Hoje, no entanto, já existem empregadores – ao menos no caso de grupos que trabalham diretamente com tecnologia da informação – que vão além. Elas ousam dispensar completamente o currículo. A ideia é analisar, não só a capacidade técnica, mas também valores, o nível cultural e a intimidade do candidato com a internet apenas por intermédio de suas pegadas na web.
EUA na dianteira – No Brasil, o processo é, por enquanto, restrito a empresas focadas no mundo digital, sobretudo para vagas de estrategistas de mídias sociais. Nos Estados Unidos, porém, até o mercado financeiro adotou a nova política. Recentemente, a empresa de capital de risco Union Square Ventures – que já investiu em pesos pesados da internet como Twitter, Foursquare e Zynga – pediu que os candidatos a uma vaga de analista de investimentos enviassem apenas links que representassem sua interação na web, como contas no Twitter ou no Tumblr.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O CÂNCER SERÁ EXTINTO

Exame

Câncer será extinto, diz Michio Kaku

Físico e professor da Universidade de Nova York explicou aos campuseiros sobre como será a tecnologia do futuro.

Michio Kaku

São Paulo – O físico e professor da Universidade de Nova York, Michio Kaku, palestrou na Campus Party 2012 neste sábado (11) e explicou aos campuseiros sobre como será a tecnologia do futuro, inclusive na área de medicina. Segundo ele, o câncer será extinto.
Também conhecido como o físico do impossível, Dr. Kaku falou sobre a quarta onda mundial. Ele explicou sobre as três ondas já vividas por nossa civilização. A primeira delas foi marcada pela criação da máquina a vapor. A segunda, pela eletricidade. A terceira, pelos computadores. A quarta ainda é abstrata. “A geração de vocês será responsável pelo desenvolvimento dessa quarta onda”, diz Dr. Kaku.
Segundo ele, algumas coisas da nossa geração já podem ser previstas. Dr. Kaku diz, por exemplo, que o poder dos computadores dobra a cada 18 meses. Portanto, nós poderemos prever como estarão os computadores daqui a muito tempo. Ele garante que a força computacional vai estar em todos os lugares, ao mesmo tempo em que os computadores vão deixar de existir.
“O poder computacional estará em tudo”, diz Dr. Kaku. A internet estará em todos os lugares, inclusive nos óculos, nas lentes de contato, vai virar moda. A pessoa irá piscar os olhos e terá informações das pessoas que estão a sua frente. Diante disso, Dr. Kaku brinca que “os alunos vão piscar e todas as respostas da prova aparecerão na sua frente”.
Todos farão parte disso, até mesmo os militares. Isso porque a internet estará acessível no campo de batalha. A humanidade verá as coisas como no Exterminador do Futuro, ou em Matrix, onde você conversa com um estrangeiro que fala outra língua e vê a legenda bem a sua frente. 
Quanto aos gadgets, Dr. Kaku diz que a televisão do futuro não precisará de óculos para que os objetivos sejam vistos em 3D. Os computadores serão descartáveis. Eles custarão apenas 1 centavo. Até mesmo o carro se guiará por conta própria. Além disso, ao entregar um cartão de crédito em uma loja, você terá as suas medidas em três dimensões. Então, poderá enviar um e-mail para a fábrica com os pedidos.
Quanto à biotecnologia, os avanços também serão importantes. Haverá um chip tão pequeno que ele caberá dentro de uma pílula. Então, você poderá ter um computador dentro de você. O vaso sanitário terá um chip capaz de detectar proteínas e fragmentos de DNA nos fluidos corporais. A partir disso, um câncer, por exemplo, será detectado 20 anos antes de se formar no organismo. “A palavra tumor irá desaparecer do nosso vocabulário”, diz Kaku.
Dr. Kaku ressalta também que sequenciar um DNA vai custar cerca de 100 dólares.  Assim, todos vão ter seus genes em um dispositivo móvel, que funcionará como um manual do proprietário do seu corpo. Haverá como imprimir um coração e transplantar para quem sofrer um acidente, por exemplo. “Dentro de cinco anos teremos um fígado feito a partir da sua própria célula”, afirma o físico.
O professor também falou sobre os robôs. Isso porque os robôs atuais, segundo o físico, tem um cérebro semelhante ao de uma barata. Será preciso uma grande evolução para que eles tenham a mentalidade de um rato, um gato, um cachorro ou um macaco. 
Quando os robôs se tornarem mais inteligentes, empregos com funções repetitivas irão acabar. Somente empregos semi repetitivos continuarão existindo, como pedreiros, jardineiros, músicos e artistas. “Essas pessoas vão crescer, a economia será feita de capital intelectual, não de commodities”, finaliza Dr. Kaku.




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

GOOGLE

Exame

Google vai lançar serviço de armazenamento em nuvem

Google

Nova York - O Google está próximo de lançar um serviço de armazenamento em nuvem que irá rivalizar com o fornecido pelos melhores desenvolvedores do Vale do Silício, como o provedor Dropbox, por exemplo. A informação, publicada no Wall Street Journal, foi dada por pessoas familiarizadas com o assunto.

Assim como o Dropbox, o serviço de armazenamento do Google, chamado "Drive", é uma resposta ao crescimento de dispositivos conectados à internet móveis como smartphones e tablets e à ascensão da "computação de nuvem" - ou armazenamento de arquivos online que podem ser recuperados a partir de vários dispositivos, disseram as fontes.
O Drive irá permitir às pessoas armazenar fotos, documentos e vídeos nos servidores do Google. Todos os arquivos poderão ser acessados a partir de qualquer dispositivo conectado à Web - o que possibilitará fácil compartilhamento de informações.
O novo serviço do Google, que deverá ser lançado nas próximas semanas ou meses, será gratuito para a maioria dos consumidores e empresas. O Google irá, porém, cobrar uma taxa para clientes que querem guardar uma grande quantidade de arquivos, disseram as mesmas fontes. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

MATEMÁTICA É OSSO !

Mariana Mandelli, de O Estado de S. Paulo

Em apenas 35 cidades do País mais da metade dos alunos sabe matemática

Meta do plano é de que, até 2022, 70% ou mais dos alunos tenham aprendido o conteúdo da série - Antonio Milena/AE - 31/07/2008

SÃO PAULO - Apenas 35 cidades brasileiras – 0,6% do País – têm 50% ou mais de seus alunos com aprendizado em matemática adequado à série que cursam. Isso quer dizer que a maior parte dos estudantes desses municípios não aprendeu, por exemplo, a identificar objetos em mapas e a resolver problemas com números inteiros e racionais fazendo várias operações. Os dados se referem ao 9.º ano do ensino fundamental das redes públicas.

No caso da língua portuguesa, esse índice é de 1,2%. Ou seja: apenas 67 municípios apresentam a metade ou mais de seus estudantes com conteúdo satisfatório para o ano da escola em que estão. Isso significa que a grande maioria ainda não aprendeu a identificar o conflito e os elementos que constroem a narrativa de um texto, por exemplo.
Os dados são referentes a 2009 e constam do relatório anual do movimento Todos Pela Educação, apresentado na terça-feira, 7. Todo aluno com o aprendizado adequado à sua série é uma das metas da organização.
Para acompanhar o desenvolvimento desse processo nos municípios, a organização usa o porcentual de estudantes com aprendizagem adequada em língua portuguesa e matemática. As duas disciplinas são avaliadas em todo o País pela Prova Brasil, no 5.º e 9.º ano do fundamental, e pelo Saeb, nas mesmas séries e também no 3.º ano do médio.
No caso do 5.º ano, em matemática, são 1.029 as cidades (19%) que têm 50% ou mais de seus alunos sabendo o que foi ensinado – como ler dados em tabelas. Em língua portuguesa, essa taxa cai para 14,3% – ou 773 cidades – com metade ou mais dos estudantes sabendo, por exemplo, identificar efeitos de humor em um texto.
Nenhuma das capitais do País tem metade ou mais de suas crianças e jovens com o aprendizado adequado nas duas disciplinas dos dois anos avaliados. As taxas mais altas pertencem a Belo Horizonte, com 49% de suas crianças do 5.º ano com conteúdo correto em português e em matemática.
Esses mesmos índices, na cidade de São Paulo, são de 33,6% para matemática e 34,5% para língua portuguesa.
Cidades grandes paulistas, como Campinas, também têm todos os índices abaixo da metade. O mais baixo é 12,3% de alunos do 9.º ano com aprendizado adequado em matemática.
O secretário de Educação do município, Eduardo Coelho, reconhece que o aproveitamento escolar no 9.º ano é um “sinal amarelo” para os administradores. “Isso reflete o que vem ocorrendo desde anos anteriores e mostra que temos de caprichar, fazer mais investimentos, trabalhar para que o aluno tenha vontade de ir à escola, de aprender”, afirmou Coelho.
Objetivos. Parte dos municípios e Estados cumpriu as metas do Todos Pela Educação para aprendizado adequado. Em matemática, no 5.º ano, por exemplo, cinco Estados deixaram de atingir as metas. Já no 9.º ano, só quatro Estados as atingiram.
Para os especialistas em educação básica, não aprender o que foi ensinado acarreta em prejuízos sociais. “Temos de manter a eficiência do processo. Vemos hoje que, no 5.º ano, a porcentagem de alunos que aprendem o esperado é maior que no 9.º ano – que, por sua vez, é maior que no fim do ensino médio”, explica Priscila Cruz, diretora executiva da organização.
“É uma crise que estamos vivendo no País, e toda a ineficiência desse sistema acaba desaguando no ensino médio: apenas 11% dos que concluem têm aprendizado suficiente em matemática”, afirma Priscila.

A meta do Todos Pela Educação é de que, até 2022, 70% ou mais alunos tenham aprendido o conteúdo ensinado em sua série. Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, afirma que o problema da aprendizagem depende de um conjunto de fatores, que passa até mesmo pela infraestrutura da escola.
“A qualidade do equipamento escolar hoje é muito baixa. Não é só um problema curricular ou de motivação do docente: a escola deve promover a cidadania por meio de sua infraestrutura.”

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

QUEM TE VIU,QUEM TE VÊ

Eliane Catanhêde

BRASÍLIA - Na Bahia, o governador Jaques Wagner (PT) partiu para o confronto com policiais em greve, chamou o Exército e bateu o pé mesmo diante dos cadáveres que se amontoam por falta de segurança.

Em Brasília, o governo federal comemora alegremente o sucesso dos leilões de privatização dos aeroportos da própria capital, de Guarulhos e de Campinas, com resultado de R$ 24,5 bilhões, bem acima das expectativas.

Indaga-se: por que o PT condenou tão acidamente a repressão do governo do PFL-DEM a um movimento semelhante na Bahia em 2001? E por que não só criticou ferrenhamente as privatizações do governo FHC como as usou contra os adversários nas campanhas de 2002, 2006 e 2010?

Ou as greves dos policiais na era DEM eram legítimas e na era PT passaram a ser ilegítimas, ou o PT tem um discurso na oposição e uma prática na situação. Ou... o PT mudou.

Ou as privatizações eram ruins e agora são boas para o país, ou o PT de Lula e agora de Dilma aderiu ao vale-tudo eleitoral e mentiu, ironizou e foi sarcástico contra uma política que não apenas aprovava como agora aplica, feliz da vida.

Durante três campanhas seguidas, o partido recorreu ao mesmo discurso, atribuindo aos adversários tucanos a intenção até de privatizar o BB, a CEF, a Petrobras e a mãe de todos os eleitores. Era o PT antiprivatização versus o PSDB privatizante, o PT patriótico versus o PSDB impatriótico.

E agora, qual o discurso? Dilma e Lula deveriam pedir desculpas: ou mentiram aos eleitores ou estavam errados e agora reconhecem que greve de policiais era e é inadmissível e que a política de privatizações do governo adversário era e é correta. Suspeita-se que não vão fazer nem uma coisa nem outra. Vão deixar pra lá, como se nada tivesse acontecido.

Moral da história: greve no governo dos outros é bom, mas no nosso não pode; privatização no governo dos outros é impatriótica, mas no nosso é um sucesso do patriotismo.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O VÍCIO DAS REDES SOCIAIS

Exame

Redes sociais são mais tentadoras que álcool e cigarro.

Twitter

São Paulo – Usar o Twitter ou atualizar o status do Facebook pode ser mais difícil de resistir que a vontade de fumar ou tomar um copo de cerveja. É o que diz um estudo conduzido pela Booth Business School (Universidade de Chicago) e que tinha como objetivo mensurar o quanto uma pessoa consegue resistir aos desejos e vontades ao longo do dia.
Os resultados foram surpreendentes. A pesquisa percebeu que a força de vontade de uma pessoa para resistir às tentações diminuía ao longo dia, assim como diminuía a resistência ao trabalho. Em contrapartida, entre os desejos “controláveis”, o grupo de pesquisados citou atividades como sexo e impulsos consumistas. 
Em entrevista ao The Guardian, o chefe da pesquisa, Wilhelm Hofmann, explicou que a maioria listou vontades como dormir e se divertir como as mais problemáticas. Estes desejos, segundo ele, tendem a trazer certa tensão para a vida de uma pessoa. Isso acontece por que ela precisa controlar o desejo natural de descansar e relaxar para dar conta da carga de trabalho e outras tarefas. 
Já o desejo de acessar meios de comunicação, como redes sociais, por exemplo, foram citados entre os mais difíceis de superar. De acordo com Hofmann, apesar do uso frequente das redes sociais não trazer consequências sérias para a vida da pessoa, é capaz de ocupar um tempo considerável do seu dia. Mas, o acesso fácil e gratuito ao Twitter, por exemplo, torna a vontade de engajar neste tipo de atividade mais difícil de ser contornada.
Agora, já no caso da nicotina e do álcool, continuou o pesquisador, os custos envolvidos são maiores para a pessoa, tanto para a sua saúde física quanto financeira. Além disso, é mais complicado ter a oportunidade de fumar e beber ao longo do dia. 
A equipe do pesquisador escolheu a cidade de Würzburg (Alemanha) como cenário e distribuiu smartphones para 200 pessoas, entre 18 e 25 anos de idade. O grupo deveria então responder mensagens enviadas pelo time de pesquisadores e listar os desejos que tiveram nos últimos 30 minutos. Também deveriam relatar a intensidade de tal vontade, se conflitava ou não com outras tarefas e se resistiram ou deixaram-se levar por ela. 

LEILÃO DE AEROPORTOS

Exame
Veja quais são os consórcios vencedores do leilão dos aeroportos

Invepar ACSA, Aeroportos Brasil e Inframérica são os consórcios vencedores do leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, respectivamente.

Aeroporto de Guarulhos

São Paulo - O leilão da concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília acaba de ser encerrado na sede da BM&FBovespa.
O preço mínimo estabelecido para o aeroporto de Guarulhos pelo mercado era de 3,424 bilhões de reais. No caso de Viracopos, o preço mínimo era de 1,471 bilhão de reais. O de Brasília era de 582 milhões de reais.
Veja quais foram as propostas vencedoras:
Guarulhos
  • Vencedor: Consórcio Invepar ACSA
  • Valor: 16,2 bilhões de reais
  • 373,5%  de ágio sobre valor inicial
Viracopos
  • Vencedor: Consórcio Aeroportos Brasil
  • Valor: 3,8 bilhões de reais
  • 159,7% de ágio sobre valor inicial
Brasília
  • Vencedor: Consórcio Inframérica
  • Valor: 3,45 bilhões de reais
  • 673,39% de ágio sobre valor inicial
Entenda a composição de cada consórcio:
Invepar-ACSA
Empresas que compõem:
  • Investimentos e Participações em Infra-Estrutura S.A. Invepar (participação de fundos estatais Previ, Petros e Funcef) - 90%
  • Airports Company South Africa SOC Limited (ACSA) - 10%
Corretora representante: Gradual
Consórcio Aeroportos Brasil
Empresas que compõem:
  • TPI - Triunfo Participações e Investimentos S.A. - 45%
  • UTC Participações S.A. - 45%
  • Egis Airport Operation - 10%
Corretora representante: Planner
Consórcio Inframérica Aeroportos
Empresas que compõem:
  • Infravix Participações S.A. - 50%
  • Corporacion America S.A - 50%
Corretora representante: Citi