quarta-feira, 18 de maio de 2011

ERROS DE GRAMÁTICA


Do correio do Brasil

Buarque critica livros didáticos que admitem ensino com erros de gramática

O senador Cristovam Buarque é um nome de referência na educação brasileira

Em discurso nesta segunda-feira, no Plenário, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) criticou livros didáticos autorizados pelo Ministério da Educação (MEC) que admitem o ensino da língua portuguesa com erros de gramática. Assim, de acordo com o senador, o Brasil vai criar duas línguas: o Português dos condomínios e dos shoppings e o Português das ruas e dos campos.
- Permitir a criação de dois idiomas é quebrar o que há de mais substancial na unidade de um povo – afirmou.
O senador criticou o argumento de que é preciso quebrar o preconceito contra aqueles que não falam bem a língua oficial e afirmou que o ideal é ensinar a todos o português correto. Para Cristovam Buarque, o povo e a elite precisam aprender a língua oficial e sem erros. O senador lembrou que nos concursos públicos e vestibulares não são aceitos os erros degramática.
- Não se trata de sotaque, nem de vocabulário, mas de gramática. Permitir duas línguas é fortalecer o apartheid brasileiro – disse o senador.
Cristovam Buarque manifestou desaprovação com o que chamou de “criatividade brasileira em relação às políticas sociais”. Segundo o parlamentar, essa tendência vem de há muito tempo, como com a publicação da Lei do Ventre Livre no lugar da abolição completa da escravatura, ainda no século 19. Para o senador, o vale-transporte e o vale-refeição são necessários porque não há um salário digno, que seria a verdadeira conquista do trabalhador.
O parlamentar declarou ainda que não é contrário à Bolsa Família, mas o “ideal seria que o programa não fosse necessário”. Cristovam disse também que as políticas sociais “fazem de conta” que os problemas são resolvidos.
- Tudo isso é pra não enfrentar o problema no seu âmago e na estrutura da sociedade brasileira – apontou.

OS 18 DO MACHADÃO


Leonardo Sodré
Jornalista e escritor


No sábado, 14 de maio, o estádio Machadão recebeu 18 combatentes que defendem a sua manutenção e lutam contra sua derrubada. Assim como a famosa revolta dos 18 do Forte, em 06 de julho de 1922, quando apenas 18 militares se insurgiram contra o presidente eleito do Brasil, Artur Bernardes, no meio da rua, essas poucas pessoas mostraram a cara e suas armas: cartazes e discursos.

Da mesma forma como os 18 do Forte de Copacabana, os 18 do Machadão tinham por trás de si um batalhão de pessoas, muito mais do que os 301 que haviam no Forte de Copacabana. Naqueles dias duros da República Velha, 272 militares debandaram e o restante saiu pelas ruas, depois do forte ter sido intensamente bombardeado, sendo que quando entraram na Avenida Atlântica, somente 18 saíram de peito aberto para uma batalha desigual contra mais de três mil homens do governo. Dos 18, apenas Eduardo Gomes e Siqueira Campos sobreviveram.

Os 18 do Machadão estão vivos. Foram atingidos apenas pela debandada dos muitos que são contra a derrubada do estádio, incluindo aí dirigentes de clubes e ex-cartolas que se manifestaram anteriormente contra isso. Foram atingidos também pelo desconhecimento das autoridades responsáveis pela derrubada do Machadão, que insistem em não enxergar os pedidos de manutenção da praça esportiva.

São, para os governos estadual e municipal, que não estão preocupados com a preservação e a memória de Natal, uns pobres fantasmas que rondam um patrimônio prestes a ser destruído em nome do desenvolvimento econômico.

Os 18 do Machadão caminharam com altivez.

Fazendo uma comparação da foto de Moacir Gomes – arquiteto que projetou o Machadão - dando à volta olímpica a frente do grupo, sua altivez e a seriedade de como os abnegados enfrentaram a chuva e o desprezo de muitos, com a foto dos 18 do Forte de Copacabana, dá para entender o espírito de luta daqueles que enfrentam uma batalha incomum e desigual.

Como já escrevi antes, os 18 do Machadão, a exemplo dos 18 do Forte de Copacabana, poderiam não alcançar nenhuma vitória. Não poderiam mesmo ir contra os poderosos que decidiram destruir um bem público em nome da p0ssibilidade de uma “arena” que irá abrigar grandes jogos após a Copa do Mundo de 2014.

Os 18 do Machadão caminharam em direção a História, assim como os 18 do Forte de Copacabana também o fizeram. Hoje os 18 do Forte de Copacabana são reconhecidos como heróis. Os 18 do Machadão entrarão na História do Rio Grande do Norte como revoltosos. Hoje ridicularizados por muitos. No futuro servirão de exemplo.

Maio/2010.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A MUVUCA DE GUARULHOS

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Você sai de Natal, passa mais de três horas dentro de um avião, chega em São Paulo e é jogado dentro de um ônibus, que mais parece uma lata de sardinhas (fotos), para desembarcar no terminal de passageiros.

Na sala de desembarque, onde existem as esteiras para recolher as malas, as filas se formam na frente dos banheiros, que são muito parecidos com sanitários das rodoviárias ou de restaurantes das margens de rodovias.

Este é o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, São Paulo, o maior do Brasil.

Eu pergunto, este é o aeroporto que irá receber milhares de turistas em 2014, para a copa do mundo ? Ou este descaso é apenas no terminal doméstico que é diferenciado do terminal internacional ? De uma forma ou de outra, está tudo errado e deverá ser tomada uma medida radical, sob pena de entrar em colapso, o maior terminal de passageiros do país.


HOMEM SEGUNDO FERNANDA MONTENEGRO

Enviado por Rose Flor
Texto interessante atribuído a Fernanda Montenegro e que transcrevo aqui.

O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana.
Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:
1. Habitat
Homem não pode ser mantido em cativeiro.
Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.
2. Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os mantêm viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.
3. Carinho
Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.
4. Respeite a natureza
Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros?
Case-se com uma Mulher.
Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.
5. Não anule sua origem
O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apóie.
6. Cérebro masculino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos!).
Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.
Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade.
Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.
Não faça sombra sobre ele...
Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás.
Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma.
E Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!
Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!
Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.
Com carinho,
F. M.

domingo, 15 de maio de 2011

FICHA LIMPA



Do Radar Político-Estadão


A Lei da Ficha Limpa mobilizou milhões no País. Conseguiu aprovação no Congresso em tempo considerado recorde e fez Joaquim Roriz renunciar à candidatura pelo governo do Distrito Federal. Após um ano da sua aprovação na Câmara, a lei acumularia só boas notícias não fossem as dúvidas jurídicas que ela carrega. Se não forem respondidas logo, há quem defenda que a Ficha Limpa passe a acumular frustrações. “A lei e nada será a mesma coisa”, sentencia o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante.
Ao deixar para as eleições de 2012 a aplicação da lei, o Supremo Tribunal Federal (STF) supreendeu o eleitorado, mas não concluiu o debate. Falta resolver ainda se a Ficha Limpa pode barrar políticos com processos julgados antes da sanção da lei e aqueles com processo sem trânsito em julgado. No último caso, entra em debate a chamada presunção de inocência. Pela Constituição, ninguém é culpado ou pode sofrer pena até que não caiba mais recursos à decisão. “Se esses dois pontos não forem julgados constitucionais, a lei não terá eficácia”, considera Ophir Cavalcante.

DIFÍCIL REELEIÇÃO



Do Blog do Noblat

Renata Lo Prete, Folha de S. Paulo
Prefeitos que saíram da marcha em Brasília com as mãos mais vazias do que nos anos Lula projetam dificuldades para se reeleger ou emplacar seus candidatos em 2012. Alegam que o aperto fiscal ordenado por Dilma Rousseff atingiu em cheio as administrações.
Muitos estão com as avaliações despencando.
Diante da incerteza macroeconômica e da perspectiva de reajuste de 13% no salário mínimo em janeiro, fruto de política aprovada pelo Congresso, os prefeitos temem chegar à campanha ainda mais sobrecarregados. E já reconhecem que a taxa de reeleição de 2008, de quase 70%, dificilmente se repetirá.

sábado, 14 de maio de 2011

ESCOLHEMOS O FIM DA PRIVACIDADE

Enviado por Sergio Câmara.
Por Pedro Dória

RIO - Talvez alguns usuários de iPhone tenham se surpreendido, na semana passada, quando descobriram que o telefone registra dados sobre a localização de seu dono a cada minuto. E que envia tudo para a Apple. A maioria, no entanto, é como o típico consumidor digital. Está anestesiada o suficiente para não dar a mínima. Pois bem: celulares Android fazem o mesmo, a diferença é que no lado do receptor dos dados está o Google. A única maneira de sustentar a internet atual é abrindo mão de alguma privacidade. É porque a moeda corrente na rede são os sinais.
No jargão do Vale do Silício, signals, sinais, são cacos de informação. Sua localização geográfica. O número de links que uma página recebe. As línguas que um indivíduo fala. Sua velocidade de acesso à internet em cada momento do dia. A internet foi deficitária até a virada do século. Se virou um negócio formidável capaz de criar gigantes como Google, Facebook ou Amazon, é por dois motivos. Primeiro, estas empresas aprenderam a processar estes sinais e tirar conclusões a partir deles. Segundo, estas conclusões valem dinheiro, seja em propaganda, seja na venda direta de produtos.

A capacidade de nos provocar a ceder sinais é o que está no fundo das estratégias no Vale. Ao Facebook, cedemos um mapa de nossas relações sociais. Ao dividir artigos, entregamos nossos interesses. O Facebook sabe quantos filhos temos, quantas namoradas listamos ao longo dos anos, em que cidades vivemos.

Parece muito? O Google sabe tudo o que nos atiça a curiosidade. Até mesmo aquelas buscas feitas em segredo, quando a madrugada já chegou. O Google sabe, via Gmail, com quem nos correspondemos e o que está nessa correspondência. Se usamos um celular ou tablet Android, ele sabe por onde andamos.
Não é só informação pessoal. Some toda a informação enviada por todos estes celulares e o Google tem um mapa vivo de como é a internet, que redes wi-fi existem pelo mundo, a que velocidade trafegam, qual a qualidade da internet celular. E sabem que lojas há na vizinhança de cada um destes pontos.
Questionadas, de presto estas empresas dizem que a informação é anonimizada. Estes sinais não passam por mãos humanas. São processados por computadores que rodam programas de análise sofisticados, capazes de dar a propaganda certa no momento exato ou oferecer o produto que buscamos.
Não há almoço grátis. Informação pessoal é o preço do Google. Do Facebook. E, sim, aplique modelos estatísticos a todos estes sinais acumulados e eles revelarão um retrato de como somos, humanos, como jamais houve. Muda profundamente marketing, comunicação, a própria economia. Nos muda a todos. Estamos na pré-história desta economia movida a sinais acumulados digitalmente.
Privacidade tem motivo de ser. É nossa capacidade de controlar quanta informação cada indivíduo tem a nosso respeito que nos permite delimitar graus de intimidade. Sem este poder, não conseguiríamos estabelecer relações. Um computador analisando friamente estes dados não seria ameaça.
Governos, por outro lado, são ameaça. Se uma empresa acumula dados que podem nos identificar a interesses que preferimos ter como privados, há risco. Ao governo, basta uma ordem judicial. Numa ditadura, nem isso. Não é só governos que ameaçam. Uma empresa pode ser confiável hoje, mas e amanhã, quando for comprada por outra, quando estiver em crise, quando mudar de presidente?
Mas nós escolhemos usar o Facebook. Assim como escolhemos ter iPhones, buscar no Google. Todos nos prestam serviços valiosos. Ao escolher uma pizzaria e chegar até ela pelo GPS, ao comprar um ingresso de cinema ou encontrar aquele amigo de infância perdido, nossa vida fica mais fácil e, algumas vezes, até mágica. Entre a privacidade e a mágica, já fizemos nossa escolha. Ao fazê-la, disparamos uma máquina econômica. Empresas maiores e menores investem na produção, análise e monetização de nossos sinais.
Elas sabem onde é que estamos. Isso é bom. E é ruim.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

ATRASO NA REVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL


Posted by PicasaHenrique Santana, engenheiro civil, mestre em desenvolvimento e meio ambiente



Vejo como vergonhoso o que o Jornal Nacional denuncia nessa semana sobre a qualidade da educação no Brasil, em especial na escola pública. Não entendo como um desastre como esse não nos revolta mais fortemente. A qualidade no ensino público no Brasil vai muito mal. E o problema é grande.


 A escola pública é responsável por oito em cada dez alunos no ensino fundamental e médio no Brasil. São mais de 40 milhões de crianças e jovens nesta condição, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do ano passado. Não adianta maquiar os dados, inventando nomenclaturas, planos de remuneração de aluno somente por comparecer às salas de aula e a abolição da repetência. O ensino público, responsável por 80% do atendimento aos alunos brasileiros, segue ainda em decadência ou se recupera em uma velocidade incompatível com as demandas que se criam no mundo nesse início de século. 


O mesmo PNAD reconhece que os índices educacionais pioram, com taxas crescentes de repetência e evasão escolar e com a qualidade do ensino se demonstrando em declínio em todas as avaliações. 


Na base do problema está a nossa apatia como cidadãos e o desinteresse dos governos em atacar o problema de forma revolucionária, como é necessário. Falta participação social, decisão política e investimentos financeiros em montante compatível com o tamanho do desafio. Gestores despreparados, professores desvalorizados por baixos salários, projetos pedagógicos inadequados e escolas em péssimas condições físicas, um caos. Joga-se no mercado, anualmente, um batalhão de semi-analfabetos, onde 25% dos egressos do ensino médio não entendem o que conseguem ler. Uma revolução se faz necessário.


Os Estados Unidos fizeram isso em 1870, dobrando os investimentos na educação em 10 anos e universalizando o ensino. Ainda em 1910 todas as crianças americanas freqüentavam uma escola de tempo semi-integral. A China e a Coréia do Sul fazem um esforço parecido desde a década de 70. O Chile é um exemplo aqui na AL.


Aqui no Brasil, seria preciso, em primeiro lugar, resolver o gargalo do pacto federativo que divide as responsabilidades com o ensino público. O ensino infantil e fundamental é obrigação dos municípios e o ensino médio é atribuição dos estados. Isso não está funcionando. A distribuição dos recursos nacionais entre os entes federativos marcha para um impasse. 


Os municípios e estados, principalmente os mais pobres, ficam com o pires na mão, esmolando recursos para cumprir as suas responsabilidades. O Governo Federal não consegue fazer o dinheiro que arrecada (e como) chegar à ponta para financiar as prioridades brasileiras, como a educação deveria ser. Municípios ou estados ricos estão se diferenciando dos pobres pela qualidade do ensino que oferecem, criando ilhas de qualidade em um país que se diz nação. São necessários mecanismos que homogeneízem a qualidade da escola pública em todo o Brasil para perseguir níveis educacionais que sejam os melhores possíveis e que sejam disponibilizados de forma igualitária em todo o território brasileiro. 


O governo Dilma daria um passo gigantesco se tomasse esses rumos como foco estratégico do governo que se inicia. Fernando Henrique deu estabilidade à moeda e modernizou a economia. Lula transferiu milhares de brasileiros para a classe C, reduzindo a pobreza. Dilma, nos seus primeiros passos, deveria fazer a revolução na educação do Brasil. Vejo assim.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

EDUCAÇÃO PÚBLICA



Geraldo Batista
geraldobaatistaaraujo@gmail.com 


Fui professor do primeiro, segundo e terceiro graus. Ainda tenho saudades dos meus alunos e alunas da quarto ano ginasial como se chamava na década de sessenta. Sempre fui muito exigente. Certa vez, no final do mês de maio, chamei duas irmãs minhas alunas e avisei que elas precisavam estudar muito mais para não serem reprovadas. A mais velha me perguntou: “O senhor teria coragem de reprovar duas cunhadas do Secretário de Educação do Município?" Se ele fosse meu aluno e não estudasse eu o reprovaria também. No final do ano, ambas foram reprovadas. Citei esse fato para lembrar que antigamente o ensino público era levado a sério.
Hoje, o professor finge que ensina, o aluno faz de conta que aprende. Para mim, um dos grandes culpados pela derrocada de nossa educação é a remuneração paga a um professor. Na década de oitenta, acompanhei a rotina de um professor que lecionava em dois colégios e em um cursinho, onde era famoso pelas suas excelentes aulas. Ele tinha que sair correndo de um colégio para outro, não tinha tempo de preparar aula e muito menos de corrigir deveres e provas. Ele me disse: “Quem me mantém de verdade é o cursinho onde eu ganho muito mais.” Enquanto um vereador em Natal custa ao erário mais de cinquenta mil reais por mês, um professor não ganha nem 5% disso.
Antigamente, o aluno tinha que se esforçar muito para passar, hoje é preciso pistolão para ser reprovado. Um aluno da oitava série de uma escola pública não sabe ler, no máximo soletra e não entende o que está lendo. (Na noite do dia 10 de maio último, a Globo provou essa realidade pedindo a um aluno pra ler um pequeno texto e ele disse que não sabia ler) Muitos estudantes concluem um curso superior na Universidade e não sabem interpretar um texto em língua portuguesa. Quando a Professora Eleika Bezerra foi Secretária de Educação do Município de Natal, me solicitou que organizasse um concurso público e exigisse que os candidatos interpretassem uma frase. A frase era: “O bem se paga com o bem e o mau com a justiça”. (Confúcio). Setenta por cento dos candidatos foram eliminados porque não entenderam a frase.
Tem coisa mais grave ainda. Há anos, a cidade exibe cartazes e faixas anunciando: “Conclua o primeiro e segundo gau (sic) em um mês” O erro de concordância já diz tudo.
Tive a curiosidade de me informar como funciona o milagre de se ensinar em um mês o que a escola regular leva sete anos. O interessado paga trezentos reais (preço de 2009), recebe uma apostila com perguntas de múltipla escolha com o devido gabarito e no final do mês, vai até João Pessoa fazer o exame, cujas provas contêm as perguntas que ele recebeu para decorar. Se o candidato tiver a ousadia de ser reprovado em uma das matérias terá outra chance de repetir somente aquela prova. As autoridades e os Conselhos Estaduais de Educação sabem dessa aberração, mas não tomam nenhuma providência. Quem está por traz dessa maracutaia? Segundo fui informado o gênio que criou esse curso milagroso é o senhor João Carlos di Genio, apontado pela Revista Veja como o maior cafetão de Brasília, famoso por levar inúmeras meninas de programa para deputados inescrupulosos aprovarem suas falcatruas.
A presidente Dilma precisa seguir o exemplo de Bismarck quando unificou a Alemanha. Reuniu os ministros e declarou: “Meus Mestres Escolas vão fazer uma revolução para transformar a Alemanha numa grande Nação.”  Nem precisa lembrar que os tigres asiáticos também se transformaram através de uma educação de primeiro mundo. Nem precisa ir muito longe, a educação pública no Chile é muito melhor do que a nossa.



GERALDO BATISTA COMENTA EMERGÊNCIA EM NATAL

 
Os políticos nordestinos adoram uma seca e uma enchente. A prefeitura de Natal já decretou situação de emergência em Natal devido à chuva. A emergência seria mais lógica se fosse por causa da sujeira causadora da dengue. Quando não chove se decreta estado de emergência por causa da seca. E daí, perguntaria o leitor? No estado de emergência, é licito comprar sem licitação, contratar uma empresa por alguns milhões e outras mumunhas mais. Além disso, “Com o decreto, a prefeitura espera viabilizar de forma mais rápida a liberação de recursos por parte do governo federal”, conforme informa o Novo Jornal de hoje. A verdade é que nós não aprendemos a conviver nem com a estiagem nem com a chuva. Israel e o Estado da Califórnia não reclamam da falta de chuva, aprenderam a conviver com ela. A Califórnia é o Estado mais populoso dos Estados Unidos e é líder nacional na produção de produtos agropecuários. Transformou o deserto de Atacama em atração turística. E nós continuamos com o pires na mão.

BAIXA NOS COMBUSTÍVEIS

Chico Siqueira - O Estado de S.Paulo

Empresas prometem combustível mais barato

As duas maiores distribuidoras de combustíveis do País prometem para hoje "uma grande redução de preços" da gasolina e do etanol para os revendedores do Estado de São Paulo. A BR e Ipiranga, que representam mais de 3 mil dos 8,7 mil postos do Estado de São Paulo, enviaram ontem comunicado aos seus revendedores anunciando uma "grande redução" nos preços dos dois combustíveis.
O comunicado, enviado pelas distribuidoras por e-mail e via SMS, serviu para que os revendedores adiassem os pedidos de terça para quarta-feira. "Estão todos esperando pela queda", disse o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo, José Alberto Paiva Gouveia.
O aviso, no entanto, não especificou a porcentagem da redução, se limitando a informar que a queda será grande para os dois combustíveis. O envio de torpedos pelas distribuidoras anunciando alterações tanto de baixas como de altas nos preços dos combustíveis é comum.
"Foi o puxão de orelhas da Petrobrás", afirmou Gouveia, ao lembrar das declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, prometendo a queda de preços para a última segunda-feira, o que não ocorreu.
"Ele já havia dito que usaria a Petrobrás e está fazendo isso. A Petrobrás, por sinal, se tornou uma espécie de fiel da balança do mercado", completou Gouveia. Para ele, a redução é uma tentativa do governo de reduzir os índices inflacionários de maio. "Resta saber a que preço", questionou.
Forçada. "Esse tipo de atitude é na verdade uma forçada de barra da Petrobrás para apressar a queda dos preços, que deve ocorrer firmemente a partir da segunda quinzena de maio", completou.
De acordo com Gouveia, se os preços realmente apresentarem queda confiável é possível que o exemplo seja seguido pelas outras grandes distribuidoras. "Elas não terão alternativa senão seguir a concorrência", explicou. Segundo o presidente do sindicato, a queda já é sentida nas pequenas distribuidoras, cujos estoques são menores e já receberam o etanol produzido na safra de 2011/2012, iniciada em meados de abril.
"Essas distribuidoras inclusive já reduziram os preços do etanol e também da gasolina, uma vez que houve oferta maior de álcool anidro, cujo preço, assim como do álcool hidratado, vem caindo", afirmou. O preço médio da gasolina recuou cerca de R$ 0,05 e o do álcool hidratado em R$ 0,02 o litro para os postos, disse.
A assessoria da BR informou que a distribuidora não faria comentários sobre reduções de preços e sobre as declarações de Lobão, mas o recuo pode estar atrelado ao aumento da oferta de etanol e à redução da mistura do anidro à gasolina.

MENSALÃO VIRANDO PIZZA

Do Congresso em Foco
"Sem Lula no mensalão, Dirceu será absolvido"


O procurador da República que pediu a inclusão do ex-presidente Lula na ação penal do mensalão diz que, sem a presença de Lula na denúncia, o ex-ministro José Dirceu acabará absolvido. Acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa, Dirceu foi apontado pelo Ministério Público como chefe de uma “organização criminosa” instalada no governo para desviar dinheiro público e subornar deputados. Como revelou o Congresso em Foco, o procurador Manoel Pastana pediu ao procurador geral da República, Roberto Gurgel, que inclua Lula na denúncia da ação penal 470, que tramita no Supremo Tribunal Federal.
Em entrevista ao site na tarde desta terça-feira (10), Pastana admite que a inclusão do ex-presidente vai atrasar o andamento da ação, já que todo o novo caso descrito na sua representação terá de ser analisado ou julgado. “O atraso vai acontecer, mas vai dar condições mais concretas para que aconteçam as condenações. Vai instruir melhor o processo”, disse ele.
De acordo com Pastana, Lula agiu conscientemente ao favorecer o banco BMG – uma das origens do valerioduto que abasteceu o mensalão, segundo o Ministério Público – com o sistema de crédito consignado e enviar milhares de cartas a aposentados sobre os benefícios dos empréstimos a juros baixos. O procurador disse ao Congresso em Foco que Lula fez isso orientado por José Dirceu, então seu ministro da Casa Civil. Sem a presença de Lula, argumenta Pastana, Dirceu não será condenado, porque ele próprio não assinou nenhum ato do governo que esteja relacionado ao mensalão. “O Dirceu não assinou as cartas, não baixou decretos nem a Medida Provisória”, explica Pastana.
A assessoria do ex-presidente Lula disse ao site que ele não se manifestará sobre o assunto. Por meio de assessores, o procurador Roberto Gurgel disse que ainda não recebeu a procuração de Pastana, protocolou o documento no gabinete da Procuradoria Geral da República em 19 de abril (ver imagem).
Caso arquivado
Em 2008, Pastana fez uma representação contra o então procurador geral da República Antônio Fernando de Souza, ao Conselho Superior do Ministério Público. Ele questionava porque não houve denúncia contra Lula se era mencionada uma Medida Provisória assinada pelo então presidente que beneficiaria o banco BMG. O caso foi arquivado.
A assessoria de Gurgel disse que ele analisará se a nova representação de Pastana tem fatos novos. Caso contrário, será arquivada. Em 2008, o procurador do Rio Grande do Sul não tinha a informação sobre o envio de cartas aos aposentados do INSS por parte do próprio ex-presidente Lula. Com base nisso, o MP do Distrito Federal ajuizou uma ação de improbidade contra o ex-presidente, pedindo a devolução de R$ 9 milhões aos cofres públicos. Agora, Pastana quer a responsabilização criminal de Lula.
Voto em separado
Autor de um voto em separado na CPI dos Correios pela inclusão de Lula no rol de indiciados, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que o procurador Pastana tem razão. “Não há como eximir o presidente da República de suas responsabilidades”, disse ele, na tarde desta terça-feira. Para Dias, o favorecimento ao BMG “fez parte de todo o esquema” que idealizou e executou o mensalão.
Líder do PMDB da Câmara em 2005, quando o mensalão tomou conta do noticiário, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) defendeu o ex-presidente Lula. “Eu convivi com Lula todo o momento. Ele nunca faria nada que não fosse republicano”, afirmou hoje o senador e ex-ministro do governo do PT.

O IMPOSTO E O PREÇO DA GASOLINA

Do Radar Econômico
Impostos ‘comem’ 55% da gasolina no Brasil; nos EUA, 13%

O preço da gasolina no Brasil já está 80% acima do verificado nos Estados Unidos, segundo uma pesquisa feita pelo professor de economia Alcides Leite*, colaborador do Radar Econômico.
Na semana passada, uma pesquisa mostrava que a gasolina em São Paulo custava 70% mais que em Nova York. O estudo havia sido feito com dados da consultoria americana Airinc, coletados em março e referentes a cidades. Já a pesquisa de Alcides Leite usa números de abril e se refere à média de preços nos países.
Compare o preço da gasolina em 17 países, segundo levantamento de Leite (em dólares):
Noruega2,76
Grécia2,53
Suécia 2,43
Holanda2,38
Alemanha2,31
Itália2,30
Inglaterra2,30
França2,10
Espanha1,95
Chile1,90
Japão1,83
Brasil1,75
Canadá1,33
Peru1,30
Estados Unidos0,97
Argentina  0,84
México0,75

Por quê?
O economista Paulo Rabello de Castro**, do Movimento Brasil Eficiente, explica aos leitores do Radar Econômico por que a gasolina no Brasil é cerca de 80% mais cara que nos EUA:
Essa enorme discrepância deve-se, essencialmente, ao peso da carga tributária incidente sobre o produto. Enquanto que a soma de impostos, contribuições e taxas representa aproximadamente 55% do preço final desse combustível no país, similar agregação não ultrapassa os 13% no caso americano.
De longe, os principais fardos do combustível nacional são o ICMS e a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que agrupa em uma só rubrica PIS, COFINS e antiga PPE (Parcela de Preço Específica). Os dois tributos mencionados acima respondem por, respectivamente, 32% e 21% do valor pago pelo consumidor brasileiro.
Isso significa que, quando há um ciclo de forte valorização do petróleo em escala global, como o verificado nos últimos três trimestres, a renda disponível das famílias brasileiras é duplamente penalizada, pois a mesma é comprimida não apenas pelo aumento em si do preço da gasolina (e de outros derivados), mas também por majoração relevante dos tributos em termos absolutos. Sem falar nos efeitos nocivos dessa alta “turbinada” do preço da gasolina sobre o nível geral de inflação.
Decidir o que fazer e onde investir em um país onde o custo da gasolina e outros combustíveis é tão caro distorce as decisões de investimentos. O custo tão mais alto afeta negativamente as decisões do setor produtivo. Um agricultor dividirá, por exemplo, seu lucro com o governo em alguma etapa da cadeia de produção por conta desse custo embutido.”

CADASTRO DO BOM PAGADOR

De Agora São Paulo

Câmara aprova cadastro para bom pagador

A Câmara dos Deputados aprovou ontem o projeto de lei que cria o cadastro positivo, uma espécie de banco de dados dos bons pagadores.
Na prática, a lei permite a inclusão dos nomes de quem paga suas contas em dia em uma lista nacional.
A medida beneficia os consumidores com bom histórico de pagamento, que poderão conseguir melhores condições nas compras a prazo. Assim, por exemplo, um cliente que estiver na lista dos bons pagadores poderá ter prazos maiores ou juros menores no financiamento de um carro.